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03/04/2017   05/04/2017 16h11 | A+ A- | 479 visualizações

Professora aborda crise da previdência e efeitos para os trabalhadores

Sara Granemann, da UFRJ, fez a abertura do XVI Encontro da Regional RS do ANDES-SN


Sara Granemann: mulheres são as que mais perdem com a contrarreforma da previdência

Não falta dinheiro para a previdência, na realidade sobra. Daí porque haver o interesse das empresas privadas em que o governo altere as regras de aposentadoria, possibilitando que esses setores possam abocanhar fatias dessa rentabilidade. A avaliação é da professora Sara Garnemann, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que fez a abertura do XVI Encontro da Regional RS do ANDES-SN, na tarde de sexta, 31 de março, em Pelotas. Sara falou para um auditório pequeno, mas lotado, no Centro de Artes e Letras da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Ela abordou o tema “Crise previdência: por que a conta recai sobre os trabalhadores?”. Participaram do evento regional, representações da Sedufsm, Adufpel, Aprogurg, Sesunipampa e Seção Sindical do ANDES-SN na UFRGS.

Na análise da docente, que tem viajado por todo o Brasil para falar sobre a questão da contrarreforma da previdência, é preciso estar atento e resistir, pois o objetivo maior do governo, que representa os interesses do grande capital, é acabar com os resquícios de direitos que foram conquistados ao longo de décadas. Sara Granemann abordou em detalhes diversos aspectos da PEC 287/16, que deixaram a plateia preocupada, especialmente aqueles que serão atingidos de forma direta pelas regras propostas. Contudo, mesmo no caso daqueles que já teriam ‘direito adquirido’, a professora ressalta que é preciso ter cuidado. Segundo ela, o próprio ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se manifestou publicamente afirmando que ‘direito adquirido’ é um conceito polêmico, demonstrando que nem isso o governo reconhece como efetivo.

Funpresp

Respondendo a alguns questionamentos, Sara Granemann ressaltou que pela PEC 287, professores que ainda possuem direito à aposentadoria especial, perdem essa possibilidade. A docente também comentou a respeito do Fundo de Previdência dos Servidores Públicos (Funpresp), criado ainda no governo de Dilma Rousseff. Analisando o texto sobre o que é o Funpresp, Sara destacou que na realidade o Fundo é “um plano para o mercado de capitais”, pois ele não representa uma garantia efetiva de aposentadoria futura. E quem assina a adesão tem que estar consciente disso, frisou.

Sara Granemann sublinhou que o Funpresp, criado pelo governo federal como algo grandioso, que seria um dos maiores fundos da América Latina, foi um retumbante fracasso. Enquanto a precisão era de que houvesse 250 mil filiados, até o momento esse número não passa de 35 mil, disse ela. “E o ANDES-SN teve um papel fundamental nisso”, afirmou Sara, pelo fato de o sindicato ter, desde o início, mostrar que o Funpresp representava apenas um plano para se obter lucro no mercado de capitais. E é em virtude desse “fracasso”, que agora, o governo Temer  está colocando como cláusula fundamental para a renegociação das dívidas dos estados, o fim da previdência pública, objetivando com isso o momento seguinte, que é a inserção da Funpresp.

A palestra da professora Sara Granemann foi filmada por uma equipe de “Rádio Tamandaré on line” de Rio Grande, em parceria com a Adufpel, e está disponível neste link: https://www.facebook.com/DCEFM/videos/1476195739068010/

Ato público

As representações das seções sindicais presentes ao XVI Encontro da Regional RS do ANDES-SN, que se estendeu até sábado, 1º de abril, participaram no final da tarde de sexta, 31 de março, do Dia de Lutas e Paralisações, chamado pelas centrais sindicais em todo o país. A manifestação ocorreu no centro de Pelotas, junto ao Mercado Público. Foram centenas de pessoas que marcharam pelas ruas, gritando palavras de ordem contra a reforma da previdência, contra a reforma trabalhista e o projeto das terceirizações. A Sedufsm foi representada no ato público através dos professores João Carlos Gilli Martins, Carlos Pires, Maristela Souza, Hugo Blois Filho e Getúlio Lemos. Acompanhe fotos abaixo, em anexo.

Texto e fotos: Fritz R. Nunes

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 



Fotos



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