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25/04/2017   25/04/2017 18h26 | A+ A- | 1278 visualizações

Entidades preparam greve geral em Santa Maria

Cerca de 70 pessoas participaram de reunião no Sindicato dos Comerciários


Cerca de 20 entidades estiveram representadas em reunião no Sindicato dos Comerciários

E as entidades sindicais e movimentos sociais de Santa Maria se organizam para a greve geral na próxima sexta, 28 de abril. Nesta segunda, 24, aproximadamente 70 pessoas, representando 20 entidades e movimentos se reuniram na sede do Sindicato dos Comerciários para discutir os detalhes da programação de sexta-feira. Uma nova reunião acontece nesta quarta, às 18h30, nos Comerciários, para fechar os últimos pontos da programação da greve de 28 de abril.

O movimento, que tem caráter nacional, se opõe a três eixos básicos: reforma da previdência; reforma trabalhista; e terceirização. Conforme várias lideranças que se manifestaram na reunião desta segunda, as ameaças sobre os direitos dos trabalhadores são concretas e de grande impacto. “Precisamos parar todo o país para mostrar ao governo Temer que não aceitamos todas essas perdas de direitos”, destacou um sindicalista.

Dentre as categorias que já aprovaram que vão parar no dia 28 estão os docentes e técnico-administrativos da UFSM; os professores da rede pública estadual e municipal; os bancários. Na reunião desta segunda à noite, o sindicato dos trabalhadores dos correios, representado em Santa Maria pelo Sintect-SMA, informou que a categoria deve entrar em greve já na quinta-feira, em todo o país, contra a privatização da empresa estatal.

A programação que está sendo planejada para Santa Maria, inclui a ocupação da praça Saldanha Marinho, com panfletagem no calçadão, junto ao comércio do centro da cidade, buscando explicar o motivo que está levando à greve geral em todo o país. Na UFSM, onde os professores e os técnico-administrativos aprovaram paralisação, está sendo planejado um ato público no campus de Camobi pela Frente Combativa em Defesa do Serviço Público. Conforme a diretoria da Sedufsm, uma das pautas que foi incluída pelos professores é a contraposição aos cortes de recursos, que pode inviabilizar a instituição a partir de setembro.

Participaram da reunião desta segunda, no Sindicato dos Comerciários, representantes de cinco centrais sindicais: CSP-Conlutas, CUT, CTB, Intersindical e Nova Central. Dentre os sindicatos presentes, além dos que representam a esfera pública, os de categorias do setor privado, como metalúrgicos, rodoviários, bancários, telefônicos, radialistas, professores particulares, gráficos, alimentação, turismo. Presentes também lideranças vinculadas ao Levante da Juventude, Alicerce, Mais, União da Juventude Comunista, Resistência Popular, Psol e PT.

Aposentômetro

Na tarde desta terça-feira e também na de quarta-feira, a Frente Combativa em Defesa do Serviço Público, da qual a Sedufsm faz parte, promove atividades de panfletagem e conscientização na praça Saldanha Marinho. No local, das 14h às 19h, também é instalada a banca do ‘aposentômetro’, que nada mais é do que uma ferramenta para que seja possível calcular quanto tempo faltaria para um trabalhador se aposentar segundo as regras atuais, e quanto tempo faltará caso seja aprovada a reforma da previdência.

Todos que desejarem podem ir até a Praça, na tarde desta quarta, para realizar o cálculo e entender como a contrarreforma afetará, na prática, sua vida. A ideia é inspirada em projeto desenvolvido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em conjunto com a CUT, tendo já sido realizado na cidade de São Paulo.

Texto: Fritz R. Nunes

Foto: Fritz Nunes e Arquivo

Assessoria de imprensa da Sedufsm



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