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05/06/2017 | A+ A- | 294 visualizações

Centrais convocam nova greve geral para 30 de junho

Reunião também aprovou dia nacional de mobilização em 20 de junho


Plenárias, assembleias e reuniões locais devem ser realizadas entre 06 e 23 de junho.

Reunidas na sede da Nova Central Sindical (NCST), na cidade de São Paulo, na manhã dessa segunda-feira, 5, diversas centrais sindicais aprovaram em unidade a convocação e a construção de uma nova greve geral para o dia 30 de junho. Ao molde do grande movimento realizado no dia 28 de abril, a nova paralisação também terá duração de 24 horas e trará como principais bandeiras a desistência, por parte do governo e de sua base, das contrarreformas da Previdência e Trabalhista, e a revogação da já aprovada Lei da Terceirização. Para além da greve geral a reunião apontou um calendário de lutas que inclui um Dia Nacional de Mobilização, com atos e panfletagens, agendado para 20 de junho. A CSP-Conlutas esteve presente na reunião, representada pelos membros da Secretaria Executiva Nacional, Atnágoras Lopes, Luiz Carlos Prates, o Mancha, Magno Carvalho e Mauro Puerro, que defenderam a realização de uma greve geral de 48h, proposta que não teve consenso entre as entidades presentes.  As centrais sindicais voltam a se reunir nessa quarta-feira, dia 7, na sede do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), também em São Paulo, SP.

Para a presidente do Andes-SN, Eblin Farage, a decisão das centrais é acertada já que apenas a mobilização é capaz de barrar a série de ataques sofridos pela classe trabalhadora no último período. “Desde 2015 a aposta do ANDES-SN tem sido na construção da Greve Geral, por entender que apenas a mobilização dos trabalhadores é capaz de reverter esse quadro nacional de contrarreformas. A partir do final de 2016, a mobilização popular se intensificou e, em 2017, conseguimos fazer grandes atividades de rua, como o ato de 24 de maio, quando mais de 150 mil trabalhadores ocuparam Brasília”, aponta Eblin. Além disso, a presidente do sindicato nacional faz uma avaliação extremamente positiva da greve geral do dia 28 de abril, mas destaca a importância de que a nova paralisação seja ainda mais forte. “É necessário que essa segunda greve seja ainda maior. Que a gente intensifique todos nossos esforços para construir a paralisação a partir das bases, dos comitês em defesa da Educação, dos Comitês contra as reformas, dos Fóruns estaduais e municipais, de todos os espaços coletivos que existem nas universidades, nos municípios e nos estados, para que possamos, no dia 30, fazer uma greve ainda maior do que foi no dia 28 de abril. Essa é a única saída possível para que a gente possa de fato barrar as contra reformas e derrubar o Temer”, conclui. A posição de Eblin faz coro ao defendido por Luiz Carlos Prates, o Mancha, um dos representantes da CSP-Conlutas na reunião dessa segunda. “Existe um aprofundamento da crise política, temos uma situação do imponderável. Não sabemos o que acontece agora ou amanhã. Por outro lado, existe acordo entre setores patronais e a imprensa de que é necessário concretizar estas reformas. Independentemente de quem assume o plantão no governo, a tendência é que sigam com a agenda. Amanhã temos votação sobre a reforma trabalhista no CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), temos mais duas comissões, mas o que fato é que a batalha nesse terreno continua. É necessário terminar este semestre numa posição de mobilização para fazermos algo superior à greve geral do dia 28”, defende Mancha.

Mobilização

Para além da greve geral no dia 30 de junho, como já dito, a reunião dessa segunda também apontou uma pequena agenda de mobilização. Nesse período, conforme a discussão entre as centrais sindicais, as entidades e movimentos de base devem promover atividades que convoquem e construam o grande dia de paralisação. Nesse sentido, ficou definido, por exemplo, que entre os dias 06 e 23 de junho sejam convocadas plenárias, assembleias e reuniões com o objetivo de discutir a pauta da greve geral. Além disso, no dia 20 de junho a orientação é de seja realizado um dia nacional de mobilização, com atos e panfletagens de preparação para o dia 30 de junho. Para esse dia de mobilização, as centrais sindicais devem construir um jornal unitário de divulgação do movimento. Apresentando um saldo das discussões e também uma breve explicação sobre a agenda de mobilização, a reunião dessa segunda também aprovou uma nota unitária das centrais sindicais e que pode ser lida, na íntegra, abaixo.

As Centrais Sindicais convocam a classe trabalhadora para um calendário de luta e nova GREVE GERAL dia 30 de junho.

As centrais sindicais, (CUT, UGT, Força Sindical, CTB, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas, Intersindical, CSB e A Pública- Central do Servidor), convocam todas as suas bases para o calendário de luta e indicam uma nova GREVE GERAL dia 30 de junho.

As centrais sindicais irão colocar força total na mobilização da greve em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, contra as reformas trabalhista e previdenciária, contra a terceirização indiscriminada e pelo #ForaTemer.

Dentro do calendário de luta, as centrais também convocam para o dia 20 de junho – O Esquenta Greve Geral, um dia de mobilização nacional pela convocação da greve geral.

Ficou definido também a produção de jornal unificado para a ampla mobilização da sociedade. E ficou agendada nova reunião para organização da greve geral para o dia 07 de junho de 2017, às 10h na sede do DIEESE.

Agenda

– 06 a 23 de junho: Convocação de plenárias, assembleias e reuniões, em todo o Brasil, para a construção da GREVE GERAL.

– Dia 20 de junho: Esquenta greve geral com atos e panfletagens das centrais sindicais;

– 30 de junho: GREVE GERAL.

Assinam as Centrais:

CUT, UGT, Força Sindical, CTB, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas, Intersindical, CSB e A Pública- Central do Servidor

 

Fontes: Andes-SN e CSP-Conlutas
Edição: Rafael Balbueno
Foto: CSP-Conlutas
Assessoria de imprensa da Sedufsm



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