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23/06/2017   23/06/2017 18h23 | A+ A- | 731 visualizações

Candidaturas à reitoria da UFSM opinam sobre greve geral

Protesto contra reformas federais está previsto para sexta, 30 de junho


Campus da UFSM, com prédio da reitoria ao fundo

A próxima sexta, 30 de junho, é data escolhida para a realização da segunda greve geral de 2017. A primeira, com bastante êxito, ocorreu no dia 28 de abril. O objetivo dessa manifestação, organizada pelas principais centrais sindicais do país, entre elas, a CSP-Conlutas, entidade à qual o ANDES-SN é filiado, é pressionar o Congresso Nacional a se opor especialmente às contrarreformas previdenciária, trabalhista, e pela revogação da Lei das Terceirizações, propostas pelo governo Temer.

Na UFSM, a Sedufsm realizou uma assembleia na última terça, 20 de junho, em que foi pautado o debate e aprovada a adesão à greve geral. A assessoria de imprensa deste sindicato contatou as três candidaturas que concorrem dias 27 e 28 de junho para saber a opinião destas em relação à greve geral e seu conteúdo. Em linhas gerais, com algumas nuances, as manifestações foram favoráveis. Acompanhe abaixo, pela ordem de numeração das chapas, a resposta quanto à seguinte pergunta encaminhada:

Sedufsm- Qual a posição da chapa à reitoria em relação à GREVE GERAL contra as reformas do governo federal- Previdenciária, Trabalhista, além da Lei das Terceirizações? A favor? Contra? Por quê?

Chapa 1- Paulo Burmann e Luciano Schuch (“Para mudar ainda mais”)

“Sempre defendemos o respeito às decisões coletivas classistas, especialmente àquelas que envolvem ataque aos direitos constitucionais da classe trabalhadora. Entendemos como legítimas as manifestações decididas coletivamente.”

Chapa 2- Dalvan Reinert e Pedro Brum Santos (“Juntos para um novo amanhã”)

“Manifestações, atos e protestos contra situações e ações que retiram direitos dos trabalhadores brasileiros e restringem recursos da universidade pública e gratuita são legítimos e importantes e fazem parte fundamental do exercício da cidadania e da democracia.

Neste sentido, importante sublinhar que movimentos desta natureza devem ser construídos com ampla participação e representatividade no âmbito das diversas categorias de trabalhadores e coletivos sociais, de modo não só a demonstrar sua legitimidade, mas efetivamente sua capacidade de mobilização e força política no atual contexto da sociedade brasileira.”

Chapa 3- Helenise Sangoi Antunes e Laura Fonseca (“Coragem para mudar pela base”)

“Estamos vivendo um momento de exceção neste país. As elites mais conservadoras, ameaçadas pela crise financeira internacional, que promete reduzir as taxas de lucro do grande capital, se articularam para colocar no poder um governo ilegítimo, capaz de aprofundar as reformas neoliberais que assegurem o retorno do lucro do grande capital à custa da precarização do serviço público e da vida dos trabalhadores. As reformas trabalhista e da previdência representam um retrocesso no patamar de conquistas já alcançadas pela sociedade brasileira.

Todo movimento de desmonte do serviço público, cuja origem remonta há mais de duas décadas, só tem se aprofundado, causando enormes problemas em termos de precarização do trabalho e de perda de qualidade do serviço prestado. No caso das universidades, infelizmente, muitos reitores tem se colocado ao lado desta política nefasta de terceirizações, que colocam as universidades e os trabalhadores à mercê de contratos precarizados, com visíveis problemas especialmente nas áreas da segurança, limpeza, transportes e alimentação, mas que ameaça, também, ser estendido para o campo do ensino.

Já temos tido a oportunidade de responder que um serviço público de qualidade requer servidores concursados, qualificados e bem remunerados para todas as funções. Todavia, a reversão desta realidade envolve uma grande articulação junto à ANDIFES e a diferentes forças políticas em âmbito nacional, já que muitos cargos foram extintos por Lei. Enquanto isso não se reverte, temos a obrigação de cobrar das empresas terceirizadas, o respeito aos trabalhadores e uma condição digna de trabalho, coisa que não acontece na atual gestão.

Assim, diante deste caótico quadro nacional, apenas uma grande aliança da classe trabalhadora será capaz de fazer frente às investidas que destroem as bases de sustentação do tecido social brasileiro, representado pela geração de emprego e renda e por serviços públicos e gratuitos de saúde e educação com qualidade. É neste contexto que entendemos o conjunto de mobilizações no qual a greve geral se insere. Um movimento legítimo e necessário para demonstrar a vontade popular de retirada deste governo, recolocando na pauta a construção de um projeto de desenvolvimento nacional baseado na valorização do trabalho e da sociedade; projeto este em que a universidade pública, gratuita e de qualidade assume um papel de enorme responsabilidade na qualificação e na formação humana das próximas gerações. Mas isso só pode se dar a partir de um projeto de universidade que esteja efetivamente, e não apenas nas propostas eleitoreiras, voltada para os interesses e as necessidades da população e das comunidades mais necessitadas deste país.”

Texto e edição: Fritz R. Nunes

Foto: Arquivo

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 

 



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