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26/06/2017   26/06/2017 15h07 | A+ A- | 286 visualizações

Sindicato encaminha ‘Carta Aberta’ às candidaturas à reitoria

Documento foi elaborado a partir de orientação da assembleia dos docentes da UFSM


Assembleia do dia 20 de junho, quando foi aprovado o envio de documento às candidaturas

A Sedufsm encaminhou nesta segunda, 26, uma ‘Carta Aberta’ às três chapas que concorrem na consulta à comunidade universitária para a escolha do reitor da UFSM, dias 27 e 28 de junho. O documento foi uma orientação tirada na assembleia da última terça, 20 de junho, e elaborado pela diretoria do sindicato. A ‘Carta’ faz uma contextualização sobre a crise enfrentada no país, que se reflete na questão ética, mas que tem como elementos fundamentais os ajustes neoliberais previstos por projetos como de Reforma Trabalhista, Reforma da Previdência, e Lei das Terceirizações.

Em síntese, o documento enviado à chapa 1 (Burmann e Luciano), chapa 2 (Dalvan e Pedro) e chapa 3 (Helenise e Laura), considera que o debate sobre métodos e formas de gestão da instituição é de grande relevância, porém, avaliou que os temas de conjuntura que afetam drasticamente os serviços públicos, como são os casos das contrarreformas, deveriam ser abordados de forma mais “ostensiva” pelas candidaturas à reitoria.

Acompanhe a seguir a íntegra da Carta encaminhada:

O Brasil vive um momento de profunda crise política, econômica e social, cujos efeitos se abatem sobre o sistema de ensino público superior do país, com graves consequências ao sistema de ensino e à própria produção científica. Nesse turbilhão de ações governamentais e congressuais, que reduzem não apenas direitos sociais da população, mas também coloca em prática um novo formato de Estado brasileiro, adaptando-o aos ideais neoliberais, destacamos os projetos que representam a pá de cal para a destruição dos serviços públicos, incluído aí o sistema universitário público. Referimo-nos aos projetos de contrarreforma trabalhista, contrarreforma da previdência e a já aprovada Lei das Terceirizações.

Tendo em vista essas questões, os presentes à assembleia do dia 20 de junho, no Auditório B1 (prédio 17), junto à Geociências, entenderam que é preciso se posicionar de forma clara e contundente contra esses projetos governamentais, usando para isso, instrumentos importantes de luta como uma greve geral que pare o país.

Além disso, é entendimento da assembleia que temas importantes da conjuntura, como a questão da greve geral e as causas que levam a esse protesto, como são os projetos de contrarreformas levados a cabo por um governo e congressos ilegítimos em função de todas as acusações que sofrem, devam ser tratados de forma PERMANENTE e INCISIVA pelas três candidaturas inscritas no processo de consulta da UFSM.

Dessa forma, a assembleia dos docentes da UFSM, mesmo entendendo que o debate sobre os métodos e as políticas de gestão são importantes, avalia que não se resume a isso. Por isso, conclamamos as três candidaturas à reitoria para que incluam, de forma mais ostensiva em suas campanhas, os temas pautados pela conjuntura nacional, como por exemplo, as contrarreformas que estão na pauta da mobilização dos trabalhadores”.

Santa Maria, 20 de junho de 2017.

Diretoria da Sedufsm”.

Texto e foto: Fritz R. Nunes

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 



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