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29/06/2017   29/06/2017 19h55 | A+ A- | 898 visualizações

Chapa 1 vence e Burmann deve ser reconduzido à reitoria

Professor de Ciência Política analisa resultado da consulta na UFSM


Burmann na manhã de quarta, na fila de votação do prédio da reitoria

Eram 3h13 da madrugada desta quinta-feira, 29, quando foi informado pelo site da UFSM que, apurados 88,29% do total de votos, a chapa 1 (‘Para mudar ainda mais’), liderada pelos professores Paulo Burmann e Luciano Schuch, não tinha mais como perder. O resultado foi oficializado às 4h58, com 100% das urnas escrutinadas. Votaram 11.119 pessoas, entre professores, estudantes e técnico-administrativos. A chapa 1 obteve 51,94%, enquanto a chapa 2, de Dalvan Reinert e Pedro Brum Santos (‘Juntos para um novo amanhã’), alcançou 35,89%, e a chapa 3, de Helenise Sangoi Antunes e Laura Fonseca (‘Coragem de mudar pela base’), obteve 12,17% dos votos.

Dessa forma, ainda que com alteração na chapa do candidato a vice-reitor (o da gestão que se encerrará é o professor Paulo Bayard), Burmann entra no seleto grupo de reitores que tentou e conseguiu se reeleger. Até então, desde o período em que a comunidade universitária passou a ter papel protagonista na escolha dos dirigentes da universidade, Paulo Sarkis (1997-2001 e 2001-2005) havia sido o único a tentar a reeleição e conseguir. Depois, Felipe Müller, que foi gestor da UFSM entre 2009 e 2013, tentou manter-se à frente da reitoria, mas não foi bem sucedido, dando lugar a Paulo Burmann em 2013. Agora, vencedor da consulta, Burmann espera a confirmação de seu nome pelo Conselho Universitário e, no final do ano, pelo MEC. Comparada a 2013, a consulta à comunidade deste ano teve uma participação menor: em 2013, o número de votantes chegou a 13.603.

Após o anúncio de que a chapa 1 era a vencedora da consulta, o site da UFSM destacou uma frase de Paulo Burmann. Segundo o material publicado, o reitor reeleito pela comunidade da UFSM disse: “Vamos fazer um segundo mandato muito melhor que o primeiro.” A assessoria de imprensa da Sedufsm procurou o professor Cleber Martins, da área de ciência política da UFSM, para uma análise, ainda bastante preliminar, sobre o resultado da consulta.

Conforme o professor e pesquisador, o resultado da consulta tem dois aspectos a serem considerados. O primeiro, de que parece haver um “grau importante de satisfação com a atual gestão”. De outra parte, também se poderia inferir que as duas chapas de oposição “não tenham tido êxito em constituir, na percepção dos segmentos universitários, uma proposta que as distinguisse da chapa de situação”, tornando-as “factíveis e viáveis”.

Desmobilização

Ao avaliar que, de um colégio eleitoral de aproximadamente 34 mil pessoas, somente 11.919 compareceram às urnas, Cleber Martins considera que isso demonstra sentimentos como “desinteresse, indiferença e baixo envolvimento”. E esse dado da realidade afeta como um todo o próprio processo, diz o professor. Para ele, o não comparecimento de 22.709 pessoas aptas a votar, prejudica mais os opositores que, ao se confrontar com a estrutura e organização da chapa que já comandava a Administração, e que buscava manter o que já havia conquistado, teriam que fazer uma “grande mobilização da base, cujo efeito se verificaria no comparecimento à consulta”.

Reeleição

De que forma explicar a reeleição ou recondução de um reitor ao cargo? Para Martins, “as explicações para reeleições, em geral, oscilam entre dois eixos: o primeiro, que significa algum grau de satisfação com a gestão atual; já o segundo tem relação com a capacidade (ou condições) da oposição de, ao mesmo tempo, ter propostas que a diferencie da situação e de convencer quem vota sobre a necessidade e a relevância da mudança.” Em síntese, diz ele, a oposição precisa conseguir “captar a confiança sobre a mudança”. Entretanto, complementa ele, muitas vezes isso é complicado, levando em conta a estrutura e as maiores possibilidades de quem está na situação.

Expectativas

O que esperar de uma gestão universitária em meio a uma crise política e econômica, com cortes de recursos, perguntamos a Cleber Martins. Na análise do docente, em um contexto de crise política, a incerteza aumenta, tornando mais complexa a gestão universitária. Em situação de crise econômica, acrescenta ele, além da diminuição dos recursos financeiros, há a questão do aumento das demandas. Portanto, avalia o pesquisador, “mesmo que as questões políticas e econômicas tenham um caráter estrutural, seus efeitos são concretos e locais”. E, dessa forma, caberia à gestão construir, com a comunidade universitária, formas para contornar essa situação, destacou o professor de Ciência Política.

Confira aqui mais dados e números sobre a consulta à reitoria.

Texto: Fritz R. Nunes

Fotos: Fritz Nunes e Sérgio Marques

Assessoria de imprensa da Sedufsm 



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