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18/07/2017   18/07/2017 16h35 | A+ A- | 176 visualizações

Presidente do ANDES-SN avalia a importância do 62º Conad

Luta precisa ser fortalecida para barrar as contrarreformas, diz Eblin Farage


Plenária de encerramento do 62º Conad, domingo, dia 16, em Niterói (RJ)

A presidente do ANDES-SN, Eblin Farage, destacou na plenária de encerramento a importância do espaço de debate democrático proporcionado pelo 62º Conad, frente à necessidade emergencial de ampliação das lutas dos docentes e da unidade contra a retirada de direitos vivenciada pelos trabalhadores.

Conforme declarou a presidente: “Nosso desafio imediato para o segundo semestre é barrar as contrarreformas e colocar para fora o Temer, e ele tem que sair pela mão dos trabalhadores. A nossa expectativa é buscar isso na organização e no nosso poder de mobilização. A nossa classe tem disposição de mudar. Precisamos botar fogo nessa fogueira, que alguns querem apagar. Ao contrário, é necessário intensificar a nossa luta e construir um projeto de Universidade muito distinto desse que vem sendo implementado nos último anos”, destacou no encerramento do evento.

As deliberações do 62º Conad do ANDES-SN, realizado na cidade de Niterói (RJ) de 13 a 16 desse mês, demonstraram o fortalecimento do Sindicato Nacional como uma entidade autônoma e democrática, em defesa da classe trabalhadora. Uma das principais deliberações, com a aprovação da nova consigna, em que se solidificou a ideia de intensificação da luta para barrar as contrarreformas e revogar as já aprovadas, além de dedicar-se à mobilização pela construção de uma nova Greve Geral, para enfrentar a retirada de direitos dos trabalhadores, sem no entanto, ceder ao apelo conciliação de classes. Foi mantida a bandeira do "Fora Temer", com eleições diretas e gerais, já.

Além da agenda de lutas, foram aprovadas a prestação de contas e a previsão orçamentária do Sindicato Nacional para o ano de 2018, homologada nova sessão sindical - Adesfaetec SSind. e definida a cidade de Fortaleza (CE) como sede do próximo Conad, que será organizado em conjunto com a Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual do Ceará (Sinduece-SSind.).

Carta de Niterói

As deliberações e debates foram destacadas na Carta de Niterói, lida na plenária pelo secretário-geral do ANDES-SN, Alexandre Galvão. O documento sintetizou os quatro dias de encontro, abordando as resoluções aprovadas no Conad, reforçando a campanha - lançada no evento - contra o assédio sexual, a criação de uma comissão permanente de combate ao assédio e a atenção especial dada à política de inclusão, ingresso e permanência de pessoas com deficiência nas Instituições de Ensino Públicas, ações que se colocam como importante desafio do Sindicato Nacional. A carta apontou ainda a atualização da consigna do ANDES-SN e os desafios a serem enfrentados daqui pra frente.

Moções aprovadas

Foram aprovadas diversas moções na plenária de encerramento, entre as quais manifestações de repúdio contra a atuação seletiva da Justiça, de repúdio ao atraso dos salários dos servidores do Rio Grande do Norte há um ano e seis meses, contra a aprovação da LDO pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, que congela o orçamento do Estado incluindo o salário dos servidores, repúdio à emenda aditiva que extingue a Unila por meio da criação da Universidade da Fronteira Oeste; repúdio ao discurso de ódio proferido pelo vereador Andrean Peglow (PSDB) contra a Universidade Federal do Rio Grande (Furg); repúdio à interdição do acesso de estudantes estrangeiros a auxílios da política nacional de assistência estudantil promovido pela reitoria da Unilab, contra ameaças e perseguições a lideranças quilombolas e indígenas no estado do Maranhão; repúdio ao apoio dos governos à construção de mais um porto na cidade de São Luís (MA) para atender interesses de empresa privada; repúdio contra a privatização da educação básico da Paraíba, de repúdio ao vereador de Niterói (RJ) Carlos Jordy (PSC), que contesta o uso dos banheiros femininos por pessoas trans, e ao ato racista do Movimento Brasil Livre (MBL) contra Luiz Carlos Prates, dirigente sindical da CSP-Conlutas.

Os delegados aprovaram ainda moção de apoio ao professor Pedro Mara, acusado de promover apologia ao uso de drogas por possuir uma tatuagem de folha de maconha no braço e moção de solidariedade à comunidade acadêmica de três institutos da Universidade Federal Fluminense.

Fonte e foto: ANDES-SN

Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)



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