Notícias

21/08/2017   22/08/2017 15h44 | A+ A- | 166 visualizações

Frente combativa levanta propostas para a mobilização em 2017

II Seminário Unificado em Defesa do Serviço Público ocorreu no sábado, 19


À tarde, participantes do Seminário reuniram-se em Grupos de Trabalho

O último sábado, 19, foi de troca de ideias e debates durante o II Seminário em Defesa do Serviço Público. O evento, organizado pelas entidades que compõem a Frente em Defesa do Serviço Público, entre essas, a Sedufsm, ocorreu na Escola Estadual Cilon Rosa e procurou levantar propostas de mobilização, cujo objetivo é contrapor-se à política de desmonte do Estado que vem sendo implementada no país. Ao final da tarde, após a mesa de conjuntura (manhã), o debate sobre as “trajetórias” da Frente e na sequência dos Grupos de Trabalho (GTs), os participantes alinhavaram algumas ideias, que ainda precisarão ser esmiuçadas.

 Dentre as propostas que foram apontadas, mas que ainda precisam ser melhor trabalhadas nas reuniões da Frente, estão:

- Priorizar pautas locais que permitam maior interação com a base dos sindicatos;

- Fazer uma campanha de divulgação dos objetivos da Frente Combativa;

- Montar um material de divulgação (jornal) sobre o trabalho da Frente;

- Descentralizar as reuniões;

- Mapear locais na cidade em que haja algum tipo de mobilização para que se possa estabelecer um diálogo com esses setores;

- Estreitar os laços com o as comunidades periféricas;

- Potencializar o sindicato como ferramenta de transformação social.

Na próxima reunião da Frente, que deverá ser no dia 30 de agosto, às 18h, na Sedufsm, a ideia é que essas propostas sejam melhor lapidadas, e que sejam elencadas prioridades, destacou a coordenadora da plenária de encaminhamentos, Geovanna Dutra.

Um pouco de história

Mesmo antes de se conformar como tal, a Frente Combativa em Defesa do Serviço Público já estava presente em mobilizações na UFSM. É o caso do evento “Ocupa UFSM”, ocorrido em 16 de junho de 2016, em que estudantes, docentes e técnico-administrativos em educação panfletaram, desde as primeiras horas da manhã, no arco de entrada da universidade, almoçaram coletivamente e, à tarde, organizaram aula pública no campus com Amauri Perusso, da Auditoria Cidadã da Dívida Pública. Ali, em luta contra os cortes que já eram uma realidade no orçamento das instituições públicas, bem como à empreitada privatista, os três segmentos viram a necessidade de se unirem em um espaço mais orgânico de discussões e intervenções na realidade.

Então, no dia 29 de setembro, esses segmentos, em parceria com diversas outras entidades do funcionalismo público, promoveram o I Seminário Unificado em Defesa do Serviço Público, em que, após debates, foi conformada a Frente Combativa em Defesa do Serviço Público.

Quem relembrou a trajetória foi Fabiane Costas, diretora da Sedufsm, durante mesa do II Seminário Unificado. Ela lembrou que, quando da criação da Frente, as entidades escreveram uma carta aberta à população de Santa Maria, firmando o compromisso de resistir frente aos ataques. Como primeiros movimentos da Frente Combativa, a docente lembrou as reuniões ocorridas no campus da UFSM para debater a então Medida Provisória (MP) 746/16, que objetivava “reformar” o Ensino Médio e angariava grande rejeição por parte dos movimentos sindical e estudantil.

Desde que foi fundada até o atual momento, Fabiane contabilizou 33 reuniões da Frente Combativa, normalmente no auditório Suze Scalcon da Sedufsm. A pauta dessas reuniões muitas vezes era a organização de manifestações na cidade de Santa Maria, a exemplo do “Dia Nacional de Lutas em Defesa da Saúde, Educação e Previdência”, em 25 de outubro de 2016, quando o protesto era, especialmente, contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/16, posteriormente convertida em PEC 55, que estipulava um teto para os gastos públicos.

Combate aos ataques aos servidores públicos, seus direitos e conquistas; discussões referentes à organização dos trabalhadores diante da retirada de direitos; preparação para os atos, mobilizações e greves em defesa do serviço público e de seus servidores e debates e encaminhamentos referentes às pautas do Encontro Nacional de Educação (ENE) foram algumas das discussões, sintetizadas por Fabiane, que moveram a Frente em todos esses meses.

A diretora da Sedufsm ainda relembrou o apoio político e logístico oferecido pela Frente aos estudantes que protagonizaram ocupações estudantis no final do ano passado, bem como a experiência do ‘Aposentômetro’, iniciativa que buscava dialogar com a população acerca dos malefícios trazidos pela contrarreforma da Previdência.

“Este seminário é um momento de reencontro e encaminhamentos. Os ataques continuam e vão se intensificar. Temos de pensar em como, nesse coletivo que reúne tantos coletivos, dar sequência à resistência, tônica do momento”, encerrou Fabiane.

Após a exposição da diretora, os movimentos sociais e entidades presentes realizaram falas sobre suas participações na Frente.

Texto: Fritz R. Nunes e Bruna Homrich

Fotos: Ivan Lautert, Bruna Homrich e Fritz Nunes

Assessoria de Imprensa da Sedufsm



Fotos



* Clique na foto para Ampliar!


Compartilhe com sua rede social!














© 2017 SEDUFSM
Rua André Marques, 665 - Centro, Santa Maria, RS - 97010-041
Website por BM2 Tecnologia em Internet