Notícias

30/10/2017   30/10/2017 16h24 | A+ A- | 220 visualizações

Muito além de 13 hectares

Jardim Botânico reúne atividades que o leva para além de seu espaço físico.


Apesar de não ser a prioridade do Jardim, existe a preocupação com espécies em extinção

O Jardim Botânico da Universidade Federal de Santa Maria existe desde a década de 80 com o objetivo de preservar em seu espaço a flora nativa e espécies exóticas. O trabalho histórico realizado por professoras e professores, técnicas e técnico-administrativos, além de bolsistas, visa resgatar a biodiversidade e apresentá-la aberta e gratuitamente ao público em geral. Além disso, o Jardim permite a interdisciplinaridade, a partir da qual diversos projetos com variados fins podem utilizar desse espaço para fins de pesquisa, ensino e extensão.

Diversas curiosidades a respeito desse espaço não são conhecidas pela comunidade. Por isso, a SEDUFSM foi conhecer melhor o Jardim e, além de fotos muito bonitas, reuniu algumas curiosidades.

1 – O espaço quando foi inaugurado era diferente do que é agora

Toda flora que hoje compõe o Jardim Botânico é artificial. Na década de 80, quando foi inaugurado, o espaço era um grande campo que, na verdade, tinha 20 hectares. Atualmente, os 13 hectares ocupados pelo Jardim têm mais de 500 espécies de plantas e árvores catalogadas, cerca de 5000 árvores plantadas, sem contar a fauna que casualmente aparece, como bugios e até mesmo jacarés.

2 – O Jardim conta com sete diferentes viveiros

Plantas medicinais, ornamentais, alimentícias, bromélias, carnívoras, orquídeas e samambaias. Esses são os espaços de trabalho existentes no Jardim, nos quais se armazenam plantas que servem como possíveis substituições às plantas existentes no Jardim em si. Segundo o professor Renato Záchia, nesses viveiros “os trabalhadores desenvolvem sua criatividade a partir da relação com o espaço”. O Jardim conta ainda com uma compostagem: tanques em que se colocam as minhocas, bem como as doações de materiais de fezes dos animais e folhas secas do jardim e que servem de adubo para as plantas.

3 – Existem nascentes de rio que partem do Jardim

Das nove nascentes de rio localizadas na região, duas são no Jardim Botânico: uma na parte leste e outra na parte oeste. As nascentes desembocam no córrego que existe entre os prédios básicos e o CCR da UFSM, que por sua vez deságua na Sanga do Lagoão do Ouro. Dela, a água se encaminha para o Vacacaí Mirim e daí para o Rio Vacacaí até chegar ao Jacuí. Ao fim, as águas alcançam o mar só depois de passarem no Lago Guaíba e na Lagoa dos Patos.

4 – O Jardim colabora na ornamentação do campus

Além do bonito espaço em que o próprio Jardim se insere, aberto à visitação, a parceria com a Pró-reitoria de Infraestrutura foi responsável pela colocação de 800 plantas que foram espalhadas pelo campus. No ano de 2017, por sua vez, foram 500 novas sementes dadas à PROINFRA.

5 – Está sempre aberto à visitação

Desde que em seu horário de funcionamento, o Jardim pode ser visitado com ou sem guias. No ano de 2016 foram 6.500 visitações, principalmente a partir de escolas que entram em contato com o Jardim para, a partir dele, trabalhar a educação ambiental de suas alunas e alunos, aliando teoria e prática.

6 – Reúne projetos interdisciplinares que cumprem o eixo ensino-pesquisa-extensão

Além das visitas das escolas de Santa Maria, existem outros projetos da Universidade que utilizam do espaço do Jardim Botânico. O técnico-administrativo Pedro Antonello criou o Jardim da Matemática, um espaço lúdico em que as crianças podem aprender formas geométricas construídas com bambu a partir da sua aproximação com a natureza. Além disso, projetos de fotografia e de análise de pássaros se inserem no Jardim.

Existem 40 canteiros de plantas que são popularmente utilizadas para fins medicinais (para colocar no chimarrão, para baixar a pressão); existe ainda um espaço em que um aluno estuda o conceito de agrofloresta, um sistema em que o solo é agregado pelo próprio material dos cultivos sem manejo do solo, podendo acontecer de diferentes maneiras (a partir da poda propriamente dita ou da simples queda dos materiais orgânicos no solo). Nesse mesmo local, outra aluna estuda como adaptar a paisagem a um sistema que precisa ser produtivo.

7 – O Jardim já fora utilizado para estudar a decomposição de seres mortos

Já foi desenvolvido no Jardim Botânico a técnica da Entomologia Forense, em que o pesquisador coloca um animal morto no espaço e, a partir dos insetos que participam no processo de decomposição dele podem ser feitas diversas análises e estudos que depois são utilizados na investigação até mesmo de crimes.

8 – A manutenção exige pouco recurso financeiro

O cotidiano do Jardim Botânico tem como objetivo a utilização de pouca verba pública. Por isso, é utilizada muita sucata e materiais do próprio espaço na construção das estruturas, como algumas mesas dos viveiros que foram construídas com bambu e, por isso, podem facilmente ser arrumadas e permitem a irrigação das plantas.

9 – O Jardim Botânico, como toda UFSM, sofreu com o último corte de funcionários.

Apesar de desempenhar a sua função social, acadêmica – cumprindo atividades de ensino, pesquisa e extensão –, e de sua baixa demanda por recursos, o Jardim Botânico teve o funcionamento prejudicado pela demissão de alguns funcionários (http://www.sedufsm.org.br/index.php?secao=noticias&id=4717), que foi revertido a partir da reivindicação da direção do Jardim pela manutenção do tratorista (http://www.sedufsm.org.br/index.php?secao=noticias&id=4721). Apesar disso, terá uma queda drástica na formalização do número de visitações, porque seguirá operando sem a presença de um profissional que recepcione as excursões e visitas ao Jardim Botânico.

Texto: Germano Molardi (estagiário de jornalismo)

Fotos: Ivan Lautert e Arquivo/UFSM

Edição: Fritz R. Nunes

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 



Fotos



* Clique na foto para Ampliar!


Compartilhe com sua rede social!














© 2017 SEDUFSM
Rua André Marques, 665 - Centro, Santa Maria, RS - 97010-041
Website por BM2 Tecnologia em Internet