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01/12/2017   01/12/2017 18h11 | A+ A- | 704 visualizações

Frente Combativa reafirma greve em Santa Maria na terça, 5

Sindicatos e movimentos promovem ato contra desmonte da previdência às 17h, na praça


Reunião ampliada da Frente Combativa na tarde desta sexta, junto ao lonão dos grevistas da Assufsm

Em reunião ampliada ocorrida na tarde desta sexta, 1º de dezembro, no lonão da Assufsm, a Frente Combativa em Defesa do Serviço Público, com a participação do Cpers e de outros movimentos, reafirmou a greve de 24h no dia 5 de dezembro, contra o desmonte da Previdência Social. O protesto culmina com um ato público, às 17h, na praça Saldanha Marinho. Na UFSM, além dos técnicos, que estão em greve por tempo indeterminados, os docentes aprovaram a paralisação na terça-feira (5) em assembleia ocorrida ontem (quinta-feira).

 A reafirmação da greve ocorreu no dia em que sindicatos de todo o país foram surpreendidos com a decisão de cúpula de várias centrais sindicais (CUT, CSB, CTB, Força Sindical, UGT, NCST) de suspensão do protesto marcado para terça, dia 5 de dezembro. Conforme alegação das centrais majoritárias, o cancelamento da greve se deve ao fato de o governo estar recuando na votação do projeto de reforma da previdência este ano.

A iniciativa dessas centrais causou indignação generalizada. Para o professor João Carlos Gilli Martins, vice-presidente da Sedufsm e também da coordenação estadual da CSP-Conlutas, esse tipo de recuo é inaceitável. Na avaliação de Gilli, se a pressão está surtindo efeito contra o governo, mais necessária se faz uma greve geral para que o projeto seja retirado de vez de tramitação. O ANDES-Sindicato Nacional dos Docentes divulgou uma nota de repúdio contra a postura dessas centrais sindicais. Acompanhe a seguir a íntegra da nota:

“NOTA DE REPÚDIO AO CANCELAMENTO DA GREVE NACIONAL DO DIA 5 DE DEZEMBRO DE 2017

A direção nacional do ANDES-SN vem a público manifestar seu repúdio à decisão tomada hoje pelas centrais sindicais CUT, CSB, CTB, Força Sindical, UGT e NCST de cancelar a greve nacional marcada para o dia 5 de dezembro.

Cumpre esclarecer que o ANDES-SN já havia discordado da convocação de GREVE NACIONAL, pois defendemos GREVE GERAL, conforme deliberações de nossas instâncias. Na mesma direção, nossa central sindical, a CSP-Conlutas, se manteve firme na posição de convocação da GREVE GERAL, por entender a necessidade de ampliar a mobilização e enfrentar de maneira consequente os retrocessos impostos pela burguesia e seu governo ilegítimo.

Imediatamente à deliberação da GREVE NACIONAL, o ANDES-SN iniciou a mobilização a partir de nossas seções sindicais e secretarias regionais na construção da mais ampla unidade para um novo grande dia de luta, marcado com greves, paralisações, mobilizações e atos públicos.

Hoje fomos surpreendidos por uma nota divulgada via redes sociais sobre a decisão autocrática da burocracia dirigente de seis centrais sindicais, de suspensão da GREVE NACIONAL no dia 5/12 sob a justificativa covarde de que “a Reforma da Previdência não será votada na próxima semana”. A decisão foi tomada sem sequer convocarem todas as centrais sindicais num grave ataque a unidade e à democracia do movimento.

O fato e sua justificativa levantam suspeitas. Perguntamos: como estas centrais sabem e têm certeza sobre a posição do governo? Estariam construindo um acordo com o governo ilegítimo às escondidas do(a)s trabalhadore(a)s? Não é esta uma postura espúria e de inequívoca traição de classe?

Para o ANDES-SN não há acordo possível quando se trata de retirada de direitos. Não aceitamos os ataques contra o(a)s trabalhadore(a)s e, em particular, contra o funcionalismo público e as instituições de ensino superior públicas. Não aceitamos cortes de verbas e a imposição de mais retrocessos nos direitos sociais. Basta de desrespeito para com o(a)s trabalhadore(a)s por parte dos governos e dessas centrais sindicais.

Repudiamos mais essa traição das centrais e convocamos nossa categoria a manter o dia 5 de dezembro como um dia nacional de luta com mobilização e paralisação, em articulação com nossa central sindical, a CSP-Conlutas, outras categorias e movimentos sociais, populares e estudantil, realizando atividades dentro das nossas universidades, institutos federais e CEFET e organizando atos nos estados em ampla unidade.

Brasília,  1 de dezembro de 2017

Diretoria do ANDES-Sindicato Nacional”.

Texto: Fritz R. Nunes com informações do ANDES-SN

Foto: Assessoria de imprensa da  Assufsm

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 



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