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06/12/2017   06/12/2017 18h40 | A+ A- | 118 visualizações

Manifestação alerta sobre ataques a direitos e serviços públicos

Santa Maria teve ato na terça, 5, Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência


Diversas cidades pelo país registraram atos e mobilizações contra a retirada de direitos

O final da tarde da terça-feira, 5 de dezembro, foi mobilizado por um ato nas ruas centrais de Santa Maria. Dezenas de trabalhadores e estudantes participaram de mais um Dia Nacional de Luta e Paralisações contra a Proposta de Emenda Complementar (PEC) 287, que institui a Reforma da Previdência. Outras reivindicações basilares do ato foram a revogação da Reforma Trabalhista e da Lei das Terceirizações. Os(as) docentes da UFSM aprovaram paralisação para a data.

Para Loiva Chansis, da Assufsm, a mobilização não pode esmorecer nos próximos meses. “Não podemos fazer pacto de silencia. A derrota do setor público é a derrota da classe trabalhadora. Não tem saída além da luta, mobilização e unidade”, disse a dirigente na praça Saldanha Marinho, onde as pessoas se concentraram antes de saírem em marcha.

Gilmar Correa, professor estadual, caracterizou o discurso do governo de Michel Temer acerca da necessidade da Reforma da Previdência como um engodo. Ele também fez menção à cobertura midiática que vem sendo realizada sobre a Reforma e que objetivaria mostrar o projeto como consensual junto à sociedade brasileira. “Sabemos que a população não quer isso. A rua é nosso espaço de luta”, concluiu.

Mobilização nacional

Diversas cidades registraram atos políticos nesta terça-feira. Em Manaus, por exemplo, os docentes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) participaram de ato contra a Reforma da Previdência em conjunto com demais categorias. Em Fortaleza (CE), o dia foi marcado por manifestações de operários da construção civil, rodoviários e docentes. Obras de trânsito foram paradas e houve ato unificado. Os docentes da Uece realizaram, também, ato em frente à reitoria.

Em Teresina (PI), ocorreu protesto em frente ao INSS, nas sedes da prefeitura e do governo estadual. A manifestação foi encerrada na Avenida Frei Serafim. Os docentes da Uespi e do IFPI participaram das atividades.

Em Campinha Grande (PB), os docentes da Uepb e da UFCG se uniram a outras categorias em protesto contra a Reforma da Previdência e pela revogação da Reforma Trabalhista e a Lei da Terceirização, com panfletagem na praça da Bandeira. Já em Belém, os professores da UFPA, participaram de ato público em frente à Celpa, na avenida Magalhães Barata.

Já em São Luís (MA), foram dois pontos de concentração - na BR 135, que dá acesso à ilha, e na barragem do Bacanga, próximo à Universidade Federal, travando acesso ao porto do Itaqui. Ocorreram atos também nas cidades de Imperatriz, a segunda maior do estado, e Chapadinha.

Em Aracaju (SE), as garagens foram fechadas e não houve transporte público durante o dia. Os docentes da Universidade Federal de Sergipe (UFS) participaram de manifestação. Em Maceió (AL), os docentes se uniram às demais categorias em manifestação na praça Sinumbu.

Em Vitória da Conquista (BA), os docentes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia realizaram panfletagem na universidade e foram às ruas dialogar com a população sobre os ataques aos direitos sociais. Em Feira de Santana, a comunidade acadêmica da Uefs também realizou ato contra a reforma da Previdência e contra os ataques do governo Rui Costa (PT) às universidades estaduais. Essa também foi a pauta dos professores da Uneb, que foram às ruas em Salvador, junto com outras categorias.

Na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), durante todo o dia a comunidade acadêmica realizou atividades no campus em um Dia de Mobilização em Defesa da Universidade e contra a reforma da Previdência. No Mato Grosso do Sul, os docentes da Universidade Federal da Grande Dourados também se uniram aos técnico-administrativos em greve e realizaram ato em frente à reitoria da UFGD.

Em Uberlândia (MG), o protesto na praça Ismene Mendes, que contou com a participação da comunidade acadêmica da UFU, foi organizado pelo Comitê Regional contra as Reformas da Previdência e Trabalhista. Os docentes, técnico-administrativos e estudantes saíram pelas ruas da cidade, em grande marcha em conjunto com demais categorias, para denunciar os ataques aos seus direitos. Em Ouro Preto e Mariana, os docentes da UFOP fizeram panfletagem nos campi da universidade. Professores e professoras da UFJF e do IF Sudeste MG participaram de manifestação na Praça da Estação, no centro de Juiz de Fora.

SP, RJ, PR, SC, RS

Em São José dos Campos (SP), a luta contra a Reforma da Previdência teve assembleias e atrasos de entrada em indústrias da região, como GM, Parker Hannifin, Friuli, Panasonic, Ambev e a refinaria da Petrobras, a Revap. Na empresa Johnson & Johnson, onde os trabalhadores entraram em greve ontem, o dia também foi dedicado à discussão para fortalecer a mobilização contra o fim da aposentadoria. No final da tarde, diversas categorias se uniram em manifestação na Avenida Paulista, na capital de São Paulo, para protestar contra a Reforma da Previdência e demais ataques aos trabalhadores.

Em Niterói (RJ), os docentes da Universidade Federal Fluminense (UFF) uniram-se aos demais trabalhadores em manifestação pelas ruas logo pela manhã. No período da tarde, o protesto contra a PEC 287 reuniu-se em frente às Barcas. De lá, os manifestantes seguiram para o Rio de Janeiro e se juntaram aos docentes da UFRJ, do CefetRj, da Uerj da Uezo, da Faetec, da Unirio e da UFRRJ em manifestação no centro da capital fluminense, convocada por dezenas de entidades sindicais e populares, além de frentes políticas. O ato saiu da Candelária às 19 horas e foi até a Cinelândia cobrando a saída de Temer do governo, rechaçando os ataques aos direitos dos trabalhadores e fazendo duras críticas às centrais sindicais que esvaziaram o dia nacional de lutas.

Em Curitiba (PR), docentes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) participaram de manifestação pelas ruas do centro da cidade, com cartazes que pediam Fora Temer e o fim da retirada de direitos.

Em Florianópolis (SC), também teve paralisação com manifestação na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e ato no Terminal de Integração de Ônibus (Ticen), no centro da capital catarinense.

Na cidade de Porto Alegre (RS), após concentração nas proximidades da estação, trabalhadores de diversas categorias deslocaram-se até o prédio do INSS.  Em Jaguarão, docentes participaram também de ato contra a reforma da Previdência. Já em Pelotas (RS), a atividade contra a destruição da previdência foi na Câmara dos Vereadores de Pelotas, e também contou com a presença dos docentes da UFPEL.

 

Texto: Bruna Homrich, com informações de ANDES-SN e CSP-Conlutas

Fotos: Bruna Homrich

Assessoria de Imprensa da Sedufsm



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