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11/12/2017   11/12/2017 16h47 | A+ A- | 348 visualizações

Jornal da Sedufsm aborda “caça” ao funcionalismo público

Última edição de 2017 problematiza possível fim da estabilidade no serviço público


Capa da edição de Novembro/Dezembro, que já está sendo entregue nas casas dos(as) sindicalizados(as)

O último jornal da Sedufsm a circular em 2017 não projeta perspectivas muito boas para o ano que logo se inicia. Isso porque, sendo fiel à realidade na qual circula, o jornal aborda projetos atualmente em tramitação, e em cujas essências está o ataque frontal a direitos conquistados especialmente pelos trabalhadores do serviço público. Na página 6, por exemplo, o diretor do ANDES-SN, Jacob Paiva, comenta sobre não apenas o projeto que retira a estabilidade dos servidores públicos, mas também sobre o cenário mais amplo de “caça” aos servidores.

O neoliberalismo, diz Paiva, é muito sagaz em promover o divisionismo no interior dos trabalhadores, desenhando os direitos dos servidores públicos como “privilégios” passíveis de serem retirados em favor do “bem geral”. Diz o diretor do Sindicato Nacional: “Essa ideologia não está aí à toa. Ela justifica os ajustes fiscais de austeridade e a transferência dos fundos públicos para o setor privado, produzindo uma imagem, para a sociedade, de que os serviços públicos demandam muito dinheiro e que os servidores públicos são privilegiados, marajás [...] O que se faz é um rebaixamento dos direitos que certo setor da classe trabalhadora, em decorrência dos processos de lutas, conquistou”.

Para ter acesso à íntegra da entrevista, acesse a versão digital do jornal aqui. O exemplar impresso já está sendo entregue nas caixas de correspondência dos(as) docentes sindicalizados(as).

Na mesma direção do projeto que retira a estabilidade no funcionalismo público está a Medida Provisória (MP) 805, que adia para 2019 as modificações nas tabelas remuneratórias da carreira do professor federal, previstas inicialmente para agosto de 2018. Também, institui o aumento da contribuição previdenciária do servidor público titular de cargo efetivo. Na página 2 do jornal, é possível ter acesso a uma análise mais aprofundada realizada pela Assessoria Jurídica do ANDES-SN sobre a MP.

Como as ofensivas são acompanhadas de ações de resistência, a edição de Novembro/Dezembro conta um pouco sobre como foi o debate, promovido pela Sedufsm no campus da UFSM em Frederico Westphalen, que versou sobre a avaliação docente e o assédio moral. Para Gihad Mohamad, diretor da Sedufsm, por exemplo, o atual modelo de avaliação docente, por se basear em questionários abertos e não permitir o direito de resposta do(a) professor(a), apresenta diversos problemas. Um deles seria a perseguição política, já que quem toma conhecimento do resultado de tais avaliações é o chefe de departamento. A matéria completa pode ser encontrada na página 3.

Mês da Consciência Negra

Novembro foi o mês da Consciência Negra e o jornal da Sedufsm traz uma matéria, na página 8, sobre a Associação Ará Dudu, projeto selecionado para a Incubadora Social da UFSM e que reúne diversas pessoas ligadas à promoção da arte e cultura negras na cidade de Santa Maria. “São pessoas que já possuem um histórico de atuação nos movimentos sociais, e, sob a bandeira da arte e da cultura, resgatam, também, lutas referentes ao genocídio da população negra, às mulheres negras, à educação e à cultura da paz”, diz trecho do texto, que traz declarações de Marta Nunes, uma das idealizadoras e atual secretária da Associação.

Enquanto se formava a Ará Dudu, a UFSM presenciava dois crimes explícitos de racismo e, para denunciá-los, integrantes do movimento de negros e negras protagonizaram uma ocupação do prédio da reitoria.

Ainda fazendo jus à luta do povo negro, trazemos um comentário, escrito pela professora, escritora e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSM, Maria Rita Py, sobre o livro ‘Quarto de Despejo’ e sua autora, Carolina Maria de Jesus. Negra, mãe solteira, catadora, semianalfabeta e moradora da favela do Canindé, em São Paulo, ela foi responsável por um clássico da literatura brasileira, em cujas páginas se faz conhecer, sem mediações ou floreios, o cotidiano duro de quem dorme sem saber se comerá no outro dia.

O comentário de Maria Rita Pi se encontra na página 8, onde também há o perfil de Cecilia Pires, professora aposentada da UFSM e companheira de Sergio Pires, militante histórico do movimento docente em Santa Maria. Negro, foi exposto a diversas situações de preconceito, algumas dessas relatadas por Cecilia à Sedufsm.

Outros temas também circulam nas páginas deste último jornal de 2017. É o caso de matéria sobre os limites da educação inclusiva e a necessidade de outro projeto de educação que contemple efetivamente as pessoas com deficiência (pág. 7), e da reportagem especial (págs. 4 e 5), onde, a partir de entrevistas com docentes da UFSM, propõe-se a reflexão sobre os avanços obtidos no regime instituído pela Revolução Russa de 1917, os limites intrínsecos à experiência histórica e a necessidade de retomar a referência classista de luta.

Na página 2, algumas imagens do lançamento da campanha ‘Compartilhar Conquistas’ nos campi de Frederico Westphalen e Palmeira das Missões.

Se você tem sugestão de pauta para o jornal, contate-nos via email sedufsm@terra.com.br ou no telefone 3222-1788.

 

Texto: Bruna Homrich

Imagem: J. Adams Propaganda

Assessoria de Imprensa da Sedufsm

 

 



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