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12/12/2017   12/12/2017 17h53 | A+ A- | 399 visualizações

Centrais sindicais prometem parar o Brasil se PEC 287 for votada

Governo prevê votação de reforma previdenciária na próxima semana


Movimento sindical promete greve geral em 18 ou 19 de dezembro

Os meios de comunicação do centro do país calculam que o governo não tem votos suficientes para aprovar a PEC 287, reforma da previdência, mesmo que seu conteúdo tenha sido desidratado em relação à proposta original. Todavia, o presidente Michel Temer anuncia que pretende colocar em votação o projeto no dia 18 ou 19 de dezembro, portanto, segunda ou terça da semana que vem. Diante desse quadro, as centrais sindicais se reuniram na última sexta, 8 de dezembro, em São Paulo.

As Centrais definiram a realização de um Dia Nacional de Lutas contra a PEC 287 em 13 de dezembro, e a realização de nova reunião, no dia 14 de dezembro, que pode deflagrar uma Greve Geral, caso a Reforma entre em votação na Câmara. Os sindicalistas também decidiram realizar pressão sobre os deputados em atividades públicas, aeroportos e no Congresso Nacional; realizar plenárias, assembleia e reuniões com sindicatos para construir o calendário de luta; elaborar panfleto e organizar panfletagem para esclarecer sobre os riscos da reforma da Previdência e disputar a narrativa com a grande imprensa; e, ainda, fazer campanha nas redes sociais contra a PEC 287.

Confira a nota das centrais

“Se colocar para votar, o Brasil vai parar.
As centrais sindicais repudiam e denunciam como mentirosa e contrária aos interesses do povo brasileiro a campanha que o governo Michel Temer vem promovendo para aprovar a contrarreforma da Previdência. A Proposta enviada pelo Palácio do Planalto ao Congresso Nacional não tem o objetivo de combater privilégios, como sugere a propaganda oficial. Vai retirar direitos, dificultar o acesso e achatar o valor das aposentadorias e pensões dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil, bem como abrir caminho para a privatização do sistema previdenciário, o que contempla interesses alheios aos do nosso povo e atende sobretudo aos banqueiros.

Quem de fato goza de privilégios neste País são os banqueiros e os grandes capitalistas, que devem mais de 1 trilhão de reais ao INSS, não pagam e, pior, não são punidos. Os atuais ocupantes do Palácio do Planalto servem a essas classes dominantes. Tanto isto é verdade que o governo já havia desistido de aprovar a sua contrarreforma neste ano. Voltou atrás por pressão do chamado “mercado”, ou seja, do empresariado e seus porta-vozes na mídia.

A fixação da idade mínima para aposentadoria aos 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, assim como outras alterações nas regras da Previdência pública, vai prejudicar milhões de trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. A contrarreforma do governo é inaceitável para a classe trabalhadora e as centrais sindicais e tem custado caro aos cofres públicos. Por isto é rejeitada pela maioria dos brasileiros e brasileiras.

É falsa a ideia de que existe déficit da Previdência. Para melhorar as contas públicas é preciso cobrar mais impostos dos ricos, fazer com que os empresários paguem o que devem à Previdência, taxar as grandes fortunas, os dividendos e as remessas de lucros ao exterior. A centrais reafirmam a posição unitária da classe trabalhadora e de todo movimento sindical contra a proposta do governo e convocam os sindicatos e o povo à mobilização total para derrotá-la.

Calendário de Luta e Mobilização

JORNADA DE LUTAS CONTRA O DESMONTE DA PREVIDÊNCIA SOCIAL E EM DEFESA DOS DIREITOS

* Plenária do setor dos transportes segunda feira 11/12 às 15h na sede do sindicato dos condutores de São Paulo para organizar a paralisação quando/se for votada a reforma;
* Pressão sobre os deputados em atividades públicas, aeroportos e no congresso nacional;
* Realização de plenárias, assembleia e reuniões com sindicatos para construir o calendário de luta;
* Dia Nacional de Luta 13/12 contra a reforma da previdência;

*Próxima reunião das centrais dia 14/12;
* Elaborar panfleto e organizar panfletagem esclarecer sobre os riscos da reforma da previdência e disputar a narrativa com a grande imprensa;
* Fazer campanha nas redes sociais contra a reforma da previdência;
* Construir mobilizações e atos com o movimento social em conjunto com as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Adilson Araujo, presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil.
Antonio Neto, presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros.
Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical.
José Calixto Ramos, presidente da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores.
Ricardo Patah, presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores.
Vagner Freitas, presidente da CUT – Central Única dos Trabalhares.
Carlos Prates, CSP Conlutas – Central Sindical e Popular.
Edson Carneiro Índio, Intersindical – Central da Classe Trabalhadora.
Ubiraci Dantas de Oliveira, presidente da CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil.
Nilton Paixão, presidente da Pública Central dos Servidores.

SE COLOCAR PRA VOTAR, O BRASIL VAI PARAR!”.

Fonte: ANDES-SN

Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)



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