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08/01/2018   08/01/2018 15h15 | A+ A- | 474 visualizações

Fórum das Carreiras do Estado representa contra ministro Carlos Marun

Entidades questionam troca de favores para aprovação da Reforma da Previdência


Marun, ex-integrante da tropa de choque de Eduardo Cunha, agora é o negociador político de Temer

O Fórum Nacional das Carreiras de Estado (Fonacate) protocolou na terça-feira (2), uma representação na Comissão de Ética Pública da Presidência da República contra o secretário de Governo, Carlos Marun. O objetivo da ação é combater o que seria uma tentativa do ministro de coagir governadores e parlamentares, ao atrelar a liberação de recursos da Caixa Econômica Federal, entre outros bancos oficiais, ao apoio à reforma da Previdência.

No documento, as entidades dos servidores classificam a atitude de Carlos Marun como “máximo do escárnio e uso da máquina pública de maneira totalmente inconstitucional, ilegal e contrário a qualquer resquício de ética pública”.

Direito de resposta à Globo

Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais, entre elas, o ANDES-SN, encaminharam à Rede Globo de Televisão, no dia 19 de dezembro, um pedido de direito de resposta relativo às matérias veiculadas pela emissora no Jornal Nacional dos dias 4 e 5 de dezembro de 2017. As reportagens "Atual Previdência contribui para a desigualdade, diz Banco Mundial" e "Banco ressalta diferença entre salário de servidor e da iniciativa privada" baseiam-se em relatório do Banco Mundial e apresentam, de acordo com as entidades, além de dados distorcidos, informações que induzem o telespectador a erro, com o objetivo claro de colocar a população e os trabalhadores da iniciativa privada, contra o serviço público.

Para questionar as propagandas do governo federal em favor da Reforma da Previdência, disfarçadas de material jornalístico, a contestação elaborada pela Assessoria Jurídica Nacional da Fenajufe aponta as conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência sobre a inexistência de déficit no Sistema da Seguridade Social, no qual está incluída a Previdência Social.

Outro argumento, apresentado pelas entidades dos Servidores Públicos Federais (SPF), que assinam o documento, aponta que, diferentemente dos trabalhadores da iniciativa privada, o desconto do percentual destinado à Previdência se dá sobre a totalidade da remuneração dos servidores, que continuam a contribuir, mesmo depois de aposentados, com 11% da remuneração. Além disso, servidores públicos não possuem FGTS.

A argumentação completa no requerimento de direito de resposta pode ser acessada AQUI.

Assinam o requerimento a Central Sindical e Popular – CSP-Conlutas; Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal – Condsef; Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social da CUT –CNTSS/CUT; Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social – Fenasps; Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital – Fenafisco; Federação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal – Fenadsef; Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União - Fenajufe; Sindicato dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo – Sinafresp; Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública – Asfoc-SN; Sindicato Nacional dos Analistas Tributários da Receita Federal do Brasil – Sindireceita;  Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho – Sinait; Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES-SN; Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central – Sinal e Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica – Sinasefe.

Fonte: ANDES-SN

Foto: Divulgação

Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)



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