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15/02/2018   15/02/2018 21h58 | A+ A- | 600 visualizações

Assembleia aprova paralisação docente nesta segunda, 19

Indicativo é de que a categoria participe das atividades do Dia de Luta contra a Reforma da Previdência


Assembleia ocorreu no auditório Suze Scalcon, na sede da Sedufsm

Em assembleia ocorrida na tarde desta quinta, 15 de fevereiro, os(as) docentes da UFSM aprovaram paralisação para a próxima segunda-feira, 19 de fevereiro, seguindo orientação do ANDES-SN. A categoria deve integrar as mobilizações do Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência, que ocorrerá na segunda-feira e também traz como pautas as revogações da Reforma Trabalhista e da Emenda Constitucional 95, que define um teto de gastos do governo federal. Além disso, o protesto reivindica nenhum direito a menos.

A votação da proposta do governo de Reforma da Previdência está marcada para iniciar na mesma data. Na assembleia, os docentes ainda escolheram três delegados para representarem a Sedufsm em reunião regional da CSP-Conlutas em Porto Alegre, e aprovaram a destinação de fundos para o calendário de lutas deste ano.

Dia de luta contra as reformas e por nenhum direito a menos

O principal ponto de pauta era a aprovação em assembleia da adesão às atividades previstas para a próxima segunda-feira, dia 19 de fevereiro, o Dia Nacional de Lutas, que terá atividades e protestos em todo o país. O ponto de pauta foi aprovado por unanimidade e as atividades organizadas pela Frente Combativa em Defesa do Serviço Público terão a participação dos docentes da UFSM.

Segundo o presidente da Sedufsm, professor Júlio Quevedo, a paralisação nacional e as mobilizações marcadas para o dia 19 “serão uma necessária demonstração de força dos trabalhadores contra um governo que acha que pode fazer a reforma da previdência sem a aprovação popular”.

O dia de paralisações e lutas foi indicado por várias centrais sindicais do país e aprovado em reunião entre Fonasefe e Fonacate no começo do mês, sendo organizado localmente pela Frente Combativa em Defesa do Serviço Público. Ainda nesta quinta, dia 15, a Frente irá realizar uma reunião para definir as atividades do Dia de Luta e em breve mais informações estarão no site da Sedufsm.

Delegados à reunião da CSP-Conlutas

A plenária aprovou os nomes indicados pela mesa da assembleia como delegados locais na reunião da Coordenação Estadual da CSP-Conlutas, que ocorrerá no dia 3 de março, em Porto Alegre. São os professores Júlio Quevedo, Gihad Mohamad e João Carlos Gilli Martins. Esta reunião será importante, não só porque irá deliberar sobre os assuntos aprovados no 37º Congresso do ANDES-SN, ocorrido no final de janeiro desse ano, como também irá eleger a nova composição da coordenação estadual da Central.

No espaço para discussão sobre o ponto de pauta, a professora do curso de Serviço Social da UFSM, Laura Fonseca, pediu a palavra para afirmar a importância do fortalecimento das organizações às quais o Sindicato é filiado, levando até os fóruns destas entidades as reivindicações da categoria. No entanto, a professora ressaltou que acha importante o registro em assembleia de vozes dissonantes, o que “fortalece e pluraliza a luta”, e que “não será apenas uma central sindical, mas a união das várias centrais de trabalhadores do país que irá barrar o pacote de reformas e ataques do governo Temer”.

O vice-presidente da Sedufsm e integrante da coordenação estadual da CSP-Conlutas, João Carlos Gili Martins, lembrou que a CSP-Conlutas buscou as outras centrais em diversas ocasiões visando à construção coletiva de uma nova Greve Geral para barrar as reformas, mas que tem encontrado pouca ressonância.

Ainda sobre este tópico, o presidente da Sedufsm, Júlio Quevedo, lembrou que o ANDES-SN mantém sob constante avaliação a sua posição no cenário sindical do país, a fim de assegurar a sua adequada representação e que, em 2015, o Sindicato convocou um Conad (Conselho do ANDES-SN) extraordinário com pauta única para debater o tema da sua filiação. Na ocasião, foi reafirmada a filiação à CSP-Conlutas. A professora Beatriz Carnielutti comentou que considera importante a organização política nacional do Sindicato, sem perder o horizonte das pautas que tratem dos interesses dos professores, ou seja, assuntos de carreira, aposentadoria, condições de trabalho e a qualidade da educação pública.

Fundo para a organização da luta em 2018

Também ficou aprovada, na assembleia desta quinta, a criação de um fundo para despesas excepcionais durante o calendário de lutas deste ano. Identificando a gravidade da atual conjuntura e a importância dos enfrentamentos que se avizinham, a diretoria sugeriu que recursos, até um máximo de 30 mil reais, sejam retirados de aplicações bancárias do sindicato para financiar atividades relacionadas ao combate de reformas e ataques do governo aos trabalhadores e à educação pública.

O vice-presidente da Sedufsm, professor João Carlos Gili Martins, ressalta que este valor já havia sido aprovado em assembleia de maio de 2017, como fundo destinado ao financiamento de uma caravana de professores à Brasília, para a luta contra a Reforma da Previdência. Como esta caravana acabou não acontecendo por conta do adiamento da votação, os recursos nunca foram retirados das aplicações. O professor Gilli ressalta ainda que o fundo funcionará como um limite bancário e que seu uso será a exceção reservada para gastos excepcionais, sendo possível que sua utilização não seja necessária.

 

Texto: Ivan Lautert da Silva

Fotos: Bruna Homrich

Assessoria de Imprensa da Sedufsm



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