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16/02/2018   16/02/2018 18h58 | A+ A- | 515 visualizações

Reunião na próxima terça prepara atividades do Dia Internacional da Mulher em Santa Maria

Encontro ocorrerá às 19h, no auditório da Sedufsm


O 8 de março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, aproxima-se e, com isso, meninas e mulheres começam a se organizar para conferir à data contornos de luta e reflexão. Em Santa Maria, na próxima terça-feira, 20 de fevereiro, ocorre uma reunião ampliada que traz como pauta a construção de uma agenda de atividades referentes ao dia 8. Para esse encontro, que será realizado no auditório Suze Scalcon da Sedufsm (rua André Marques, 665), às 19h, são convidadas todas as meninas e mulheres, pois a tônica a ser dada é a da diversidade.

Na noite da última quinta-feira, 15, algumas meninas que compõem a Frente Combativa em Defesa do Serviço Público reuniram-se para iniciar o debate sobre a mobilização, contudo, decidiram convocar uma plenária mais ampla, a fim de congregar mais mulheres. E elas já fizeram até um evento de Facebook como convite para a reunião. Marque presença aqui.

Algumas ideias iniciais levantadas na noite da quinta apontaram para atividades artísticas e teatrais que abordassem problemas como a violência doméstica sofrida por milhares de mulheres todos os dias. Mas toda a agenda de atividades, que pode se espraiar para outros dias da semana do dia 8, será efetivamente construída na próxima terça-feira.

A Sedufsm já vem organizando um evento alusivo ao Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, e agora o integra à agenda mais ampla de atividades a serem apontadas pelas meninas e mulheres. Embora algumas presenças ainda estejam em processo de confirmação, é certo que a mesa de debates a ser promovida pelo sindicato ocorrerá no próprio 8 de março, às 19h, e trará como tema “Violência para além do assédio”, compilando vozes que abordam desde a violência obstétrica até as especificidades de luta das mulheres negras e indígenas. Mais informações sobre o evento da Sedufsm serão divulgadas em breve em nosso site.

Greve Internacional de Mulheres

Durante a reunião da quinta, as meninas lembraram o forte movimento de mulheres que marcou o 8 de março em 2017. Milhares de mulheres protagonizaram uma greve geral em diversos países do mundo, referendando manifesto inicial assinado pelas militantes feministas Angela Davis, Cinzia Arruzza, Keeanga-Yamahtta Taylor, Linda Martín Alcoff, Nancy Fraser, Tithi Bhattacharya e Rasmea Yousef Odeh.

As meninas presentes à reunião lembraram que o 8 de março representou o primeiro grande movimento de rua do ano passado, dando força às demais mobilizações que se seguiriam – a exemplo do 15 e do 31 de março, e da própria Greve Geral de 28 de abril.

E este ano tende a ser similar, já que a mobilização referente ao 8 de março será precedida de protestos contra a aprovação da Reforma da Previdência, avaliada como muito prejudicial às mulheres trabalhadoras. Inclusive, a resistência à Reforma em questão deve ser um dos eixos de luta do Dia Internacional da Mulher em Santa Maria.

Para este ano, o coletivo Ni Una Menos (Nenhuma a menos) já lançou convocatória convidando todas as mulheres latino-americanas a paralisarem no dia 8. Com o lema “Se nossas vidas não valem, produzam sem nós”, as centenas de signatárias defendem a unidade entre os diferentes setores do feminismo e tecem duras críticas à Reforma da Previdência já instituída na Argentina, à Reforma Trabalhista brasileira e a todos os projetos que retiram direitos sociais e trabalhistas, visto que as mulheres ainda ocupam os piores postos de trabalho. “Paramos, porque nossos salários, nossos direitos trabalhistas e previdenciários são rifados em uma festa para a qual não fomos convidadas”, aponta trecho do texto.

“Paramos porque uma em cada três mulheres da região não tem renda própria. Porque a jornada média do trabalho não-remunerado das mulheres é de 39,13 horas semanais, enquanto a dos homens corresponde a 13,72 horas semanais em pelo menos dez países da região. Na Argentina, as mulheres trabalham três vezes mais do que os homens no trabalho doméstico e de cuidados. Paramos para visibilizar esta dupla jornada de trabalho que afeta, principalmente, a vida das mulheres mais pobres. Paramos porque as travestis e as transsexuais não estão no mercado de trabalho formal”, diz o manifesto, que pode ser lido, na íntegra, aqui. Você também pode conferir os sites do Ni Una Menos e do LATFEM (Periodismo Feminista).

ANDES-SN reforça luta por direitos da mulher

Em seu 37º Congresso, o ANDES-SN reforçou a necessidade de luta pela legalização do aborto e pelo fortalecimento das políticas públicas de saúde direcionadas aos direitos sexuais e reprodutivos da mulher. “Foi fundamental o ANDES-SN ter se posicionado a favor da legalização do aborto, o que demonstrou uma compreensão da nossa categoria de que esse é um grande problema social no Brasil hoje, pois atinge mulheres de baixa renda, negras, e que são colocadas em situação de muito mais risco do que as mulheres que têm a possibilidade de acessar clínicas que são mais equipadas”.

Recentemente, o Sindicato Nacional também lançou sua nova Campanha de Sindicalização cujo tema “Diversas vozes. Uma só luta” enfoca a diversidade da categoria docente e a luta contra as opressões de gênero, etnia, orientação sexual e às pessoas com deficiência. Leia mais aqui.

A partir de seu 36º Congresso, em Cuiabá (MT), o ANDES-SN institui uma Comissão de Combate ao Assédio em todos os seus eventos, a fim de apurar casos de assédio e abuso que venham a ocorrer nos espaços de debate da entidade.

 

Texto e foto: Bruna Homrich

Imagem: Júlia Maia

Assessoria de Imprensa da Sedufsm



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