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01/03/2018   01/03/2018 18h29 | A+ A- | 489 visualizações

Revista ‘Universidade e Sociedade’ está aberta para submissão de artigos

Pela primeira vez publicação do Andes-SN terá número especial


61ª edição teve como tema o desmonte da educação pública

Está aberto desde a última quarta-feira, 21, o prazo para a submissão de artigos para as edições de nº62 e Especial da Revista Universidade e Sociedade (U&S) do Andes-SN. A informação, divulgada pela diretoria do Sindicato Nacional, aponta como data limite para o envio de textos o dia 19 de março de 2018. A 62ª edição da revista terá como tema “A Barricada fecha a rua, mas abre o caminho: 50 anos do Maio de 68 e atualidade das lutas sociais", enquanto a edição Especial apresenta como mote “130 anos da Abolição da Escravidão no Brasil: Resistência do Povo Negro e a Luta por Reparações”. Ambas as edições serão lançadas no 63º Conselho do Andes (Conad) que ocorre em junho de 2018.

Para o 2º vice-presidente da Regional Planalto do Andes-SN e integrante da comissão editorial da U&S, Erlando da Silva Rêses, o tema escolhido para a 62ª edição da revista se mostra extremamente oportuno para o atual momento do Brasil, com ataques às políticas sociais mais basilares, como a educação e a saúde, e aos diretos da classe trabalhadora, além do crescimento do conservadorismo. “Maio de 68 foi um período de grandes manifestações, greves, ocupações de fábricas e universidades e ganhou proporções significativas no campo revolucionário. Aqui no Brasil, esse período teve um significado político muito importante, também, pois vivíamos um período de ditadura empresarial-militar. 50 anos depois, vivemos uma situação de ataques similares e precisamos reagir com Greve Geral, ocupações, manifestações, o que o ANDES-SN tem pautado na sua unidade de ação, e se articulando com outras entidades sindicais, políticas para, de fato, combater esses ataques”, aponta o professor.

Já no que diz respeito à temática da edição Especial, sobre os 130 anos da abolição da escravidão, o objetivo é dar visibilidade às reais condições que vivem a população negra no Brasil e a intensidade da retirada de direitos nesse cenário, conforme destaca a 1ª vice-presidente da Regional Nordeste I do Andes-SN e também da comissão editorial da revista, Lila Luz. “Nessa conjuntura de acirramento, a população negra tem sido mais atacada e violentada nas zonas periféricas da cidade, nos centros urbanos, e nas áreas rurais com os direitos dos quilombolas sendo atacados, por exemplo. A abolição da escravidão se constrói todos os dias. Por isso, pautamos o tema, pois é necessária a luta do Sindicato Nacional em defesa dessa parcela da população que não têm direitos. Inclusive, as cotas - que foi uma demanda antiga do povo negro -, estão ameaçadas”, declara Lila.

Demais temas

Para além dos artigos diretamente relacionados às temáticas de cada uma das publicações, a Revista Universidade e Sociedade também aceita materiais sobre questões da educação superior brasileira como estrutura das universidades, sistemas de ensino, relação entre universidade e sociedade, política universitária, política educacional, condições de trabalho, questões de cultura, artes, ciência e tecnologia, apresentação de experiências de organização sindical em outros países e resenhas e críticas de livros.

Envio de textos

Para a submissão dos artigos, os materiais devem ser encaminhados para o endereço eletrônico andesregsp@uol.com.br até a data limite (19/03) e obedecendo à normatização determinada pelo conselho editorial e divulgada na Circular nº 34/18. A revista Universidade e Sociedade é uma publicação semestral, editada pelo Andes-SN, e cujo objetivo é fomentar pesquisas, debates e experiências tanto no âmbito da pesquisa acadêmica como aquelas oriundas dos espaços sindicais e sociais, e relacionadas a temas de relevância para as lutas da categoria e na defesa de uma universidade pública, gratuita e de qualidade em todo o país. Você pode conferir a íntegra da 61ª edição da U&S aqui.

10 de maio de 1968

O 10 de maio de 1968 foi antecedido por uma série de greves estudantis em universidades e escolas de ensino secundário em Paris, na França. Os estudantes exigiam reformas no setor educacional. No dia 10 de maio, ocorreu a Noite das Barricadas, em que 20 mil estudantes enfrentaram a polícia nas universidades e ruas da cidade parisiense. Dias depois, a mobilização estudantil atinge o seu auge se unindo aos operários e promovendo uma das maiores Greve Gerais de trabalhadores da Europa. No Brasil, além da ascensão dos movimentos de massa, com destaque para a passeata dos 100 mil, contra a ditadura empresarial-militar e o imperialismo, houve também a edição do Ato Institucional Número Cinco (AI-5), considerado um ‘golpe dentro do golpe’, e o Decreto 477 – o qual punia professores, estudantes e funcionários de universidades com a acusação de subversão ao regime – para conter as lutas da comunidade acadêmica e de toda a classe trabalhadora. Também foi aprovada uma reforma universitária pautada pelos interesses dos EUA, via convênio MEC/USAID, altamente danosa para a o desenvolvimento de uma verdadeira vida acadêmica livre.

130 anos de abolição

No dia 13 de maio de 1888, a escravidão foi abolida legalmente no Brasil com a assinatura da Lei Áurea. Uma conquista do movimento negro, que lutou contra o sistema escravagista e fez parte da resistência, a exemplo dos quilombos. Apesar do marco histórico, 130 anos depois, a população negra até hoje enfrenta, cotidianamente, as consequências dos quatro séculos de escravidão, como a desigualdade social, a exploração, a criminalização e o racismo.

Fonte e imagem: Andes-SN
Edição: Rafael Balbueno
Assessoria de Imprensa da Sedufsm



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