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02/03/2018   02/03/2018 18h28 | A+ A- | 551 visualizações

14 anos depois, ANDES-SN terá eleição com duas chapas

Última eleição com mais de um grupo concorrendo ocorreu no ano de 2004


Urnas para votação ao ANDES-SN estarão disponíveis na UFSM dias 9 e 10 de maio

Passados 14 anos da última eleição para a diretoria do ANDES-SN em que houve mais de uma chapa concorrendo, novamente, em 2018, serão duas chapas na disputa eleitoral marcada para os dias 9 e 10 de maio. Em 2004, três chapas concorreram à direção nacional, mas a de situação venceu. Quatro anos antes, em 1998, a oposição, encabeçada pelo professor Renato Oliveira (UFRGS) ganhou a disputa. Antes disso, em 1996, concorreram três chapas, mas a situação de então venceria o pleito.

De 2004 para cá houve algumas tentativas de grupos de oposição em montar chapa para concorrer às eleições, mas sem sucesso. Esse ano, a oposição fechou uma chapa, que necessitava ter 83 nomes e, nesta quinta, 1º de março, a Comissão Eleitoral Central (CEC) do ANDES-SN homologou as duas chapas inscritas (oposição e de situação). Nos dias 9 e 10 de maio, mais de 60 mil professoras e professores em todo o país estarão aptos a votar, sendo aproximadamente 1.200 só na base da Sedufsm, em Santa Maria.

As duas chapas homologadas têm nomes de professores da base da Sedufsm. No caso da chapa 1 (Andes Autônomo e de Luta), o ex-presidente da Sedufsm e atual diretor da entidade, professor Carlos Pires (CCNE), consta como candidato a 1º vice-presidente da Regional RS. Em relação à chapa 2 (Renova ANDES-SN), quatro nomes constam na chapa: Márcia Morschbacher (Centro de Educação), candidata à segunda secretária nacional; Laura Regina Fonseca (Centro de Ciências Sociais e Humanas), candidata à 1ª vice-presidente da Regional RS; Ascísio dos Reis Pereira (Centro de Educação), candidato a 2º secretário na Regional RS e Éverton Picolotto (Centro de Ciências Sociais e Humanas), candidato a 2º tesoureiro na Regional RS.

Divergências

Um dos temas que demarca bem a diferença entre as chapas é a vinculação à central sindical CSP-Conlutas. O ANDES-SN se desfiliou da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Congresso de Curitiba, em 2005. Uma das justificativas era a postura da CUT considerada de atrelamento ao governo Lula, como por exemplo, no caso da reforma da previdência, em 2003. Os passos seguintes depois de 2005 foram, de um lado, a filiação do Sindicato Nacional à Conlutas, em 2007; e, de outro, a retirada de setores da base do ANDES-SN descontentes com o rompimento com a CUT, que fundaram o Proifes.

No contexto atual, o debate sobre a filiação à CSP-Conlutas volta à tona. A chapa 2, Renova ANDES-SN, de oposição, quer rediscutir esse vínculo e, no último Congresso (22 a 27 de janeiro, em Salvador-BA), já havia proposto um balanço sobre essa relação, considerada por esse grupo como um dos fatores de “isolamento político” do sindicato. Apesar de a chapa de oposição negar que haja um interesse de retorno à CUT, essa não é a visão do grupo de situação (chapa 1), que teme um estreitamento de laços do Sindicato Nacional com a CUT e o PT.

Na edição do Jornal da Sedufsm que circulará nos próximos dias, em destaque teremos entrevista com as duas candidaturas à presidência do ANDES-SN: professor Antônio Gonçalves Filho (chapa 1, Andes Autônomo e de Luta), e Celi Taffarel (chapa 2, Renova ANDES-SN). Os depoimentos serão agregados, posteriormente, ao site da Sedufsm.

Acompanhe aqui a nominata completa das duas chapas, homologadas pela CEC do ANDES-SN.

Texto: Fritz R. Nunes

Foto: Arquivo/Sedufsm

Assessoria de imprensa do ANDES-SN

 



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