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11/04/2018   11/04/2018 18h25 | A+ A- | 174 visualizações

Sindicato aborda “achatamento” da carreira em Palmeira e Frederico

Visita de diretores da Sedufsm aos campi da UFSM ocorreu na segunda (9) e na terça (10)


Conversa com docentes do campus da UFSM em Frederico Westphalen, na terça (10) pela manhã

Através de slides organizados pelo professor Gihad Mohamad (docente da Engenharia Civil da UFSM e 1º tesoureiro da Sedufsm), o também diretor do sindicato, professor Carlos Pires, procurou explicar que, após a greve de 2012, o governo federal achatou ainda mais a carreira do magistério superior. Segundo ele, os dados apontam que, para conceder alguns avanços aos docentes das classes de Associado e Titular, o Executivo retira dos Adjuntos, que é a classe com maior número, inclusive entre os aposentados. Em resumo: o governo tira de uma classe para repartir com as demais, o que na prática significa que o governo mantém a lógica de economizar com salário.

A fala do professor Pires, que esteve acompanhado da também diretora da seção sindical, professora Maristela Souza, ocorreu tanto no campus da UFSM de Palmeira das Missões, quanto no campus de Frederico Westphalen. Na primeira Unidade, a reunião aconteceu na tarde de segunda (9 de abril), e na segunda, foi na terça (dia 10 de abril), na parte da manhã. Além da questão da carreira docente, outro aspecto tratado foi o projeto de da reforma da previdência, cujo entendimento sindical é de que está temporariamente suspenso, mas não foi retirado da agenda, pois é uma prioridade do mercado financeiro e deve volta após as eleições de 2018.

O diretor da Sedufsm destacou também em sua exposição que com essa nova configuração da carreira, efetivada pela Lei nº 12.863 (24.09.2013), assinada pelo governo de Dilma Rousseff e pelo Proifes Federação (o ANDES-SN não assinou o acordo), a Dedicação Exclusiva (DE) foi distorcida. Dede então, o valor da DE não representa mais um acréscimo percentual com base na estrutura da carreira (20h, 40h), mas somente um valor estabelecido em uma tabela que o governo elabora. Foi perdida a lógica da estrutura interna da carreira, frisa Carlos Pires.

Repasse privado e dívida pública

Conforme a explanação do diretor da Sedufsm, o que o movimento sindical docente pensa é bem diferente. Há vários anos, o ANDES-Sindicato Nacional possui um projeto de carreira e apresenta-o ao Ministério da Educação. Entretanto, a alegação é sempre de que faltam recursos para implementar um projeto considerado pelo governo irreal. No entanto, destaca Pires, o argumento da carência de verba não se sustenta quando são olhados os números orçamentários. Quando se observa, por exemplo, os gastos do governo na relação com o Produto Interno Bruto (PIB), percebe-se que, em 2003, esse repasse de recursos da União era de 3%, sendo que em 2016 havia subido para 16%.

Um outro aspecto que mereceu ênfase é quanto aos gastos com a dívida pública. Conforme os números apresentados pelo diretor da Sedufsm, em termos orçamentários, no ano de 2016, a União comprometia 3,8% com Saúde, 2,72% com a educação (1,5% com Universidades Federais), 0,35% (com ciência e tecnologia). Entretanto, o percentual do bolo orçamentário destinado a pagamento de juros e amortizações da dívida alcançou naquele ano o correspondente a 47,12%.

Reunião no campus de Palmeira foi na segunda (9) à tarde

Dúvidas

Tanto na roda de conversa feita com docentes em Palmeira das Missões quanto na realizada em Frederico Westphalen, as dúvidas caminhavam no sentido de o que fazer diante desse quando instável que está colocado. Os professores Pires e Maristela enfatizaram a importância da mobilização, pois os ataques vão continuar, especialmente no que se refere ao sistema previdenciário. Carlos Pires citou que o ANDES-SN protocolou recentemente a sua pauta de reivindicações junto ao MEC e ao Ministério do Planejamento. Nessa pauta, o sindicato pede que sejam corrigidas as distorções da carreira, propõe um piso de 20h que corresponde ao salário mínimo do Dieese (4.013 reais), dentre outros pontos. Leia mais aqui. E é essa pauta que pode servir de parâmetro à categoria, destacou o diretor da Sedufsm.

Texto e fotos: Fritz R. Nunes

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 

 



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