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03/05/2018   03/05/2018 18h32 | A+ A- | 175 visualizações

Moradores da Vila Resistência reagem para evitar despejo em ocupação

Protesto na prefeitura arranca audiência de conciliação para debater alternativas


Moradores da Vila Resistência colocaram faixa de protesto na porta de entrada da prefeitura de S. Maria

Depois de uma manhã e metade da tarde de quinta protestando no prédio do Centro Administrativo, da prefeitura de Santa Maria, moradores que ocupam há um ano e sete meses a ‘Vila Resistência’, área pública localizada na zona oeste da cidade, junto ao bairro Parque Pinheiro Machado, conseguiram arrancar um acordo mínimo com as autoridades municipais e da área de segurança pública e deixaram o local.

Premidos por uma ação de reintegração de posse, que autoriza a retirada das cerca de 40 famílias em um prazo de duas semanas, um grupo de moradores se rebelou ocupando o hall de entrada do prédio municipal nesta quinta pela manhã, mas saiu no meio da tarde após realizar um breve acordo, e antes que houvesse o uso da força. Conforme relatos dos ocupantes havia uma forte pressão da Guarda Municipal e da Brigada Militar pela desocupação do prédio.

Conforme Raianny Silva, que atua na organização das famílias, o avanço possível foi a obtenção de uma audiência de conciliação envolvendo autoridades municipais, famílias e Ministério Público para tratar do assunto. Segundo ela, em função do prazo exíguo para que as famílias saiam, a expectativa é que a audiência seja convocada para os próximos dias. Raianny ressalta que o desejo das famílias é de que o Poder Público providencie terreno ou imóvel para cada uma das famílias, tendo em vista que as pessoas não têm para onde ir, e moradia é um dos direitos fundamentais previstos em lei.

Raianny também rebateu afirmações do responsável pela Superintendência de Habitação da prefeitura. Em declaração à RBS e ao Diário de Santa Maria, Wagner Bittencourt disse que as famílias da ocupação se negariam a fazer parte do cadastro municipal dos que precisam ser inclusos em programas de moradia popular. E ao site do DSM disse que existiria venda ilegal de lotes e grilagem na área.

Conforme a líder, a maioria das famílias está cadastrada. “São poucas as que não fazem parte do cadastro, cujo objetivo é encaminhar as pessoas para o programa ‘Minha casa, minha vida’”, diz ela. Contudo, frisa Raianny, é de conhecimento do Poder Público municipal que o programa habitacional é insuficiente para atender toda a demanda. “Enquanto isso, as pessoas não vão ficar morando na rua”, diz ela.

Texto: Fritz R. Nunes

Fotos: Ivan Lautert

Assessoria de imprensa da Sedufsm



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