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08/05/2018   08/05/2018 20h19 | A+ A- | 388 visualizações

ANDES-SN: candidata da chapa ‘Renova Andes’ visita a UFSM

Celi Taffarel concorre pela chapa 2 no pleito que acontece nestes dias 9 e 10 de maio


Professora Celi Taffarel, durante entrevista na sede da Sedufsm

A candidata pela chapa 2 ao ANDES-SN (‘Renova Andes’), professora Celi Taffarel, que leciona na Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), passou por Santa Maria na véspera do pleito, que acontece amanhã e quinta (9 e 10 de maio). Antes de participar de uma mesa com professores e professora no campus de Camobi, Celi esteve na sede da Sedufsm, onde foi recebida pelo presidente do sindicato, Júlio Quevedo. Na sequência, a candidata ao Sindicato Nacional dos Docentes, pela oposição, concedeu uma entrevista (em vídeo) à assessoria de imprensa da Sedufsm, assim como já acontecera com o candidato da chapa 1, professor Antonio Gonçalves, que passou pela UFSM no dia 20 de abril.

Uma das primeiras questões feitas à professora se refere a que tipo de preocupação, angústia, que na visão dela, tem sido manifestada nas visitas por universidades públicas de todo o país. Para Celi, um dos pontos mais graves se refere à situação das universidades, que tiveram seus orçamentos “sequestrados” pelos cortes do governo federal, o que inviabiliza o funcionamento das instituições. Da mesma forma preocupa, na análise da candidata, é o adoecimento docente. Isso, muito em função da intensificação do produtivismo e da meritocracia, o que leva a que se torne fundamental a busca de um sistema de proteção aos trabalhadores.

Ainda no que se refere às preocupações da categoria, Celi aponta para a questão das ameaças à ciência e tecnologia do país. Segundo ela, para que o desenvolvimento do conhecimento científico avance, há necessidade de condições objetivas, como recursos, bolsas, etc. A ciência não se desenvolve da noite para o dia e, o que está acontecendo hoje, diz a professora, é que pesquisas de grande relevância estão sendo interrompidas por uma lógica que leva à redução drástica de recursos, o que torna o país subserviente à produções científicas de outros países.

Autonomia

Respondendo à pergunta sobre o entendimento da ‘Renova Andes’ sobre o tema da autonomia sindical, a candidata aproveitou para fazer uma relação com a atual situação das universidades públicas que, segundo ela, retornaram aos tempos da “ditadura”, com a liberdade de opinião e de cátedra sendo ameaçadas por medidas governamentais, que geram inclusive, perseguições a docentes. Afora isso, a autonomia financeira, que não existe de fato, também deixa as instituições de ensino de mãos amarradas.

E, especificamente em relação à questão sindical, Celi entende que o sindicato precisa ter autonomia, uma pauta que diga respeito às reivindicações da categoria. Segundo a candidata, o entendimento da chapa 2 é de que a entidade sindical precisa ter uma pauta local, que possa reivindicar e negociar com as gestões, uma pauta estadual/nacional para negociar e pressionar e arrancar as reivindicações dos governos. A professora sublinha que, agora, mais do que nunca, é preciso enfrentar o governo “golpista” de Michel Temer, lutando para que seja retirado o entulho autoritário trazido por ele (governo).

Como aumentar a mobilização?

Em primeiro lugar, diz ela, é preciso compreender a raiz do problema. O que acontece, segundo ela, é que todos os organismos que atuam junto à classe trabalhadora estão sendo atacados, e isso acontece em âmbito internacional com quem representa obstáculo ao avanço do capital. E, no Brasil, esse ataque se dá às centrais sindicais, aos movimentos populares que estão sendo criminalizados, a todos que defendem a classe trabalhadora, e que, inclusive, estão sendo assassinados.

Essa ofensiva, segundo Celi, gera um desmonte de tudo que eleva a capacidade teórica da classe trabalhadora, que se torna fragilizada para se organizar, defender seus sindicatos, seus organismos de classe. E isso, diz ela, atinge também os professores, que dizem “ah, eu detesto política”. O resultado disso tudo, conforme Celi, é a falta de mobilização devido a toda essa pressão, muitas vezes perseguição que sofrem aqueles que militam, seja em sindicatos ou em movimentos sociais.

Mas, o diagnóstico feito pela chapa 2 em relação à desmobilização, não para por aí. Para Celi, o sindicato precisa se voltar mais para a base, pois muitos professores reclamam, especialmente os que entraram em anos recentes, após a expansão, que não encontram, tanto no ANDES-SN como nos sindicatos locais, ressonância às suas angústias e aspirações. “O sindicalista precisa ir até o professor e não ficar fechado dentro de uma casa esperando que o professor venha até ele”.

Balanço da CSP-Conlutas e retorno à CUT

Questionada sobre a crítica que é feita à chapa 2, de que a proposta levantada pelo grupo, de fazer um balanço sobre a filiação do ANDES-SN à CSP-Conlutas, traria embutida a ideia de retorno à Central Única dos Trabalhadores (CUT), Celi Taffarel foi taxativa: “isso é mentira!”. Para a candidata, é preciso reconstituir a história do ‘Fórum Renova Andes’, que teria surgido da insatisfação de professores que se encontravam em congressos e conads (eventos nacionais do ANDES-SN).

A organização desse descontentamento, explica ela, é que resultou na formulação de um programa que se distingue da linha política da chapa 1. Essa distinção se dá, por exemplo, em relação à leitura da conjuntura, no que diz respeito às prioridades da pauta específica, no que se refere ao tratamento com as regionais, e também em relação à articulação da luta. Então, diz ela, o que está sendo proposto pela chapa 2 é fazer um balanço e nem um passo a mais. “Na chapa 2, nós temos gente de diferentes preferências políticas e partidárias. A metade da chapa é de independentes. O que nos unifica é que queremos construir a unidade na luta. O que nos unifica é que queremos fazer o balanço. O que vem depois? São as bases que irão decidir”.

Veja a seguir o depoimento em vídeo:

Texto: Fritz R. Nunes

Fotos: Ivan Lautert e Fritz Nunes

Vídeo: Ivan Lautert

Assessoria de imprensa da Sedufsm



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Comentários



Diorge Alceno konrad disse...

Dia 10/05/18 às 00:04

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