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30/05/2018   30/05/2018 18h33 | A+ A- | 491 visualizações

Plenária Universitária aponta fortalecimento da mobilização em Santa Maria

Próxima plenária ocorre quinta, 7 de junho, Dia Nacional de Lutas em Defesa do Serviço Público


I Plenária Universitária reuniu dezenas na manhã desta quarta, 30, na UFSM

Mesmo com as atividades acadêmicas suspensas na UFSM – em razão da falta de abastecimento em vários setores -, cerca de 40 pessoas compareceram ao auditório B2, anexo ao prédio 17 do campus de Camobi, na manhã desta quarta-feira, 30. Convocada pelas entidades representativas dos docentes federais (Sedufsm), dos docentes do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Sinasefe), e dos técnico-administrativos em Educação (Assufsm e Atens), a I Plenária Universitária tinha dois objetivos principais: lançar reflexões sobre o momento político brasileiro e discutir de que forma os segmentos da universidade podem fortalecer a mobilização.

João Carlos Gilli Martins, vice-presidente da Sedufsm, destacou, em sua análise, que o modelo de sociedade denominado capitalismo vive, há tempos, uma situação de crise estrutural e, para superá-la, o caminho apontado pelos donos do poder é a instituição, em todos os países do mundo, de Estados mínimos que, ao invés de seguirem prestando serviços públicos, escancaram as portas para a privatização, convertendo tais serviços em mercadoria. É isso, por exemplo, o que vem se verificando na Petrobrás, que já apontou a privatização de 4 de suas refinarias, aponta o docente.

“E o que está acontecendo com a Petrobrás, irão tentar fazer com a universidade pública”, preocupa-se Gilli, destacando ser esse um ponto que unifica os estudantes e servidores docentes e técnico-administrativos das universidades aos trabalhadores caminhoneiros.

“Há uma grande disposição de luta dos trabalhadores brasileiros”, aponta o dirigente, lembrando as greves dos petroleiros (rapidamente criminalizada), dos professores da rede estadual e da rede privada de São Paulo, e dos trabalhadores da Mercedes Benz no ABC paulista. “Não podemos ficar alheios a esse movimento de ascenso da classe trabalhadora”, conclui Gille, enfatizando a importância de uma Greve Geral para barrar os retrocessos nos direitos.

Buscar a soma

Esse é o principal caminho para fortalecer a mobilização no país, na avaliação do docente do departamento de História da UFSM, Diorge Konrad. Ele, que também, integra o Conselho de Representantes da Sedufsm, ressaltou que as lutas das categorias da universidade são podem se dar de forma corporativa, mas sim aliadas aos demais setores da classe trabalhadora que objetivam outro projeto de país. “Nosso papel é de buscar a soma e não nos fragmentarmos. Além disso, temos que mostrar que intervenção militar é sempre ditadura”, diz o docente, referindo-se a manifestações pró-intervenção observadas durante a greve dos caminhoneiros.

Para Alcir Martins, coordenador da Assufsm, o momento leva-nos, obrigatoriamente, a reflexões acerca, por exemplo, do modal de transportes para circulação de mercadorias no Brasil, bem como do sistema viário dentro das próprias cidades. Ele também demonstra preocupação com a pauta da redução no valor dos combustíveis estar centralmente ligada à defesa da isenção de impostos, o que, em sua avaliação, pode prejudicar as já escassas fontes de financiamento para políticas sociais.

Próximos passos

Na plenária desta quarta, foi lida uma proposta de nota em apoio à greve dos caminhoneiros, bem como de repúdio à privatização da Petrobrás. Professores, servidores e estudantes presentes propuseram aditivos e algumas alterações na nota, que será reformulada e, em breve, será publicizada no site da Sedufsm e em outros canais de comunicação.

Uma vez que houve consenso na plenária sobre a importância de os segmentos da universidade envolverem-se na mobilização em curso, já ficou marcada uma II Plenária Universitária para a próxima quinta-feira, 7 de junho, às 15h, no Auditório Sérgio Pires (Anexo ao prédio 17, no campus da UFSM em Camobi). Para esse segundo encontro unificado entre a comunidade universitária, espera-se que mais trabalhadores e estudantes somem-se à elaboração de uma agenda de lutas em Santa Maria.

Dia Nacional de Lutas

A data da II Plenária Universitária coincide com o Dia Nacional de Lutas em Defesa do Serviço Público, indicado pelo Fórum Nacional das Entidades de Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate). Na data, além de atos e manifestações nos estados, haverá, também, a organização de caravanas a Brasília. Dentre as pautas principais está a revogação da Emenda Constitucional 95 (antiga PEC do Teto de Gastos) e o atendimento, por parte do governo, das reivindicações dos servidores públicos federais.

Alcir Martins, coordenador da Assufsm, adianta que na quinta os técnico-administrativos em Educação da UFSM estarão paralisados e que uma delegação da Assufsm participará de uma audiência pública na Câmara dos Deputados sobre os Hospitais Universitários.

Então, não esqueça:

QUINTA-FEIRA (07/06): Dia Nacional de Lutas em Defesa dos Serviços Públicos

EM SANTA MARIA, nesta data: Plenária Universitária

ONDE? Auditório Sérgio Pires (anexo ao prédio 17, campus da UFSM em Camobi)

HORÁRIO? 15h

PAUTA? Elaboração de uma agenda de lutas

Reunião organizativa

Para definir os últimos detalhes da próxima plenária unificada, as entidades representativas (e todos e todas que quiserem comparecer) reúnem-se na próxima terça-feira, 5, às 19h30, na sede da Sedufsm (rua André Marques, 665).

Ameaças concretas à universidade pública

A professora do departamento de Metodologia do Ensino da UFSM, Helenise Sangoi Antunes, alertou, durante a plenária desta quarta, para discussões que vêm sendo feitas no âmbito da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e que apontam para a não garantia de reposição das vagas de professores nas universidades públicas.

Segundo a docente, o governo também sinaliza para o desatrelamento do pagamento de salários de docentes e técnico-administrativos do Tesouro Nacional, abrindo espaço, dessa forma, para pagamentos via Fundações, o que, na opinião de Helenise, fere a carreira e a isonomia dos servidores docentes e técnicos. Outro ponto denunciado pela docente, que integra o Conselho de Representantes da Sedufsm, foi a possibilidade de atrelamento do pagamento de salários a reitores, algo até então realizado pelo Ministério da Educação (MEC).

Entidades

Na plenária desta quarta, além das entidades proponentes do evento (Sedufsm, Assufsm, Sinasefe e Atens), também se fizeram presentes a Associação de Estudantes de Pós-Graduação (APG) da UFSM e coletivos estudantis independentes ao Diretório Central dos Estudantes (DCE – UFSM).

 

Texto e fotos: Bruna Homrich

Assessoria de Imprensa da Sedufsm



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