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02/10/2018   02/10/2018 17h31 | A+ A- | 101 visualizações

Sedufsm e APG denunciam cortes na educação a vereadores

Representação das entidades ocupou ‘tribuna livre’ do Legislativo nesta terça


João Carlos Gilli Martins: vice-presidente da Sedufsm durante manifestação na tribuna da Câmara

O vice-presidente da Sedufsm, professor João Carlos Gilli Martins, conclamou a comunidade e, especialmente os políticos, a se engajarem na luta em defesa da educação, e contra o projeto neoliberal privatista que afeta o país, a educação, e as universidades em especial. O dirigente sindical esteve na manhã desta terça, 2, na Câmara de Vereadores de Santa Maria, acompanhando a representante da Associação de Pós-Graduandos da UFSM (APG), no uso da ‘tribuna livre’, um espaço que é aberto à comunidade, antes das sessões plenárias do parlamento municipal.

Quem primeiro ocupou o microfone, foi a estudante de doutorado, e coordenadora-geral da APG, Gabriela Machado. No texto lido por ela, o destaque é o repúdio aos cortes na área educacional, que tem como efeito principal o sucateamento. Gabriela enfatizou que um dos aspectos nesse processo é a implementação da Emenda Constitucional (EC/95), aprovada em dezembro de 2016, que congela investimentos por duas décadas. A acadêmica da área de Educação assinalou que, enquanto no Brasil, apenas 1% do Produto Interno Bruto (PIB) é investido em ciência, em países desenvolvidos, esse percentual corresponde ao triplo: 3%. Conforme Gabriela, no Brasil, 80% da pesquisa está ligada a programas de pós-graduação.

Condições dos pós-graduandos

Em sua explanação, a coordenadora da APG também destacou a importância das condições nas quais os estudantes de pós-graduação realizam a pesquisa no país. Gabriela Machado lembrou, por exemplo, que as bolsas da pós não são reajustadas desde 2013. Para a integrante da APG, em função de que os bolsistas são obrigados a ter “dedicação exclusiva”, não há como eles terem outra fonte de renda. O congelamento dos valores acaba gerando empobrecimento daqueles que dependem dela. Ela lembra que, em alguns países, bolsistas possuem carteira assinada, com acesso a direitos trabalhistas.

Após a fala da representação das entidades, o vereador petista Valdir Oliveira fez uma rápido pronunciando, citando que a bancada do partido tem feito, já há algum tempo, manifestações em que têm sido apontados os cortes na área de educação por parte do governo federal. Na saída do plenário, o professor da UFSM e também vereador, Manoel Badke (DEM), expressou solidariedade à Sedufsm.

Texto e foto: Fritz R. Nunes

Assessoria de imprensa da Sedufsm



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