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19/10/2018   19/10/2018 09h59 | A+ A- | 207 visualizações

Santa Maria tem agenda contra o fascismo

Neste sábado, 20, ocorre ato cultural na Praça Saldanha Marinho


Plenária reunião estudantes, docentes e técnico-administrativos em educação da UFSM

A cidade de Santa Maria está repleta de eventos que objetivam discutir sobre o momento atual da política brasileira. Nesta sexta, 19, por exemplo, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFSM, em parceria com a Associação de Pós-Graduandos (APG), promove a mesa de debate “Ascensão do fascismo, ultrapolítica e Estado Democrático de Direito”, com a presença da professora da Universidade de Brasília e produtora do canal de youtube Tese Onze, Sabrina Fernandes; a professora do Centro de Educação da UFSM, Márcia Morschbacher e o diretor de Extensão da União Nacional dos Estudantes, Lucas Bomfim. O evento ocorre às 16h desta sexta, no auditório Sérgio Pires (prédio 17/CCNE/campus de Camobi). Confirme presença aqui.

Ainda nesta sexta, 19, ocorre o ato público ‘Juristas pela Democracia, Paz e Justiça Social’. Marcado para às 18h, em frente ao prédio da Antiga Reitoria (rua Floriano Peixoto), o ato é promovido pelo núcleo santa-mariense da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e pelo Diretório Livre do Direito. Confirme presença aqui.

Para encerrar o dia, a partir das 18h30 ocorre a 73ª edição da Batalha dos Bombeiros, que além de rimas, skate e roda de capoeira, também contará com a roda de conversa sobre hip-hop antifascista. Confirme presença aqui.

Sábado

Às 10h do sábado, 20, no calçadão Salvador Isaia, ocorre o ato de lançamento da Frente Santa-Mariense em Defesa da Democracia, composta por partidos políticos, associações de bairro, entidades e coletivos. Em caso de chuva, a atividade ocorrerá no Clube Comercial.

Ainda no sábado, a partir das 14h, na praça Saldanha Marinho, ocorre ato em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores. Na mesma data, centenas de mobilizações pelo país afora, todas concatenadas no grito de ‘Ele Não’ e no combate ao fascismo. Confirme presença aqui

Plenária

A agenda de atividades foi informada durante Plenária Unificada ocorrida na última terça-feira, 16, no hall do prédio da União, campus da UFSM em Camobi. Na ocasião, dezenas de estudantes, professores e técnico-administrativos em educação reforçaram a unidade das três categorias contra o avanço de pensamentos conservadores e atitudes antidemocráticas.

Alcir Martins, técnico-administrativo Alcir Martins, da coordenação-geral da Assufsm, informou que sua categoria decidiu, em assembleia, lutar pela ampliação da democracia, contra a brutalidade e a exclusão. “Vamos lutar com a coragem e a solidariedade que só se encontram na classe trabalhadora”, disse.

Bia Oliveira, docente do departamento de Direito da UFSM, desabafou: “Minha geração, que lutou contra a ditadura, não imaginou que viveria isso de novo”, e lembrou a fala do professor da Unicamp, João Quartim de Moraes, quando este disse, ainda no ano de 2016, a uma plateia de jovens estudantes: “Vocês verão, pela primeira vez, a cara do fascismo. E para um fascista não se oferecem flores”.

Regis Piovesan, coordenador da APG, disse acreditar que, por detrás do discurso de ódio contra as minorias sociais, o projeto do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) tem conteúdo anti-povo e anti-democracia.

“Ele ataca a educação pública, defende Ensino a Distância (EaD) desde o ensino fundamental e propõe a militarização das escolas. Quer a privatização da universidade pública, defendendo a distribuição de ‘vouchers’ para que a população possa entrar na universidade. É contra a lei de cotas, que democratizou um pouquinho nossas universidades. Diz que o financiamento das pesquisas nas universidades públicas só ocorrerá quando tais pesquisas apresentem ‘valor intelectual agregado’. Isso quer dizer que só serão financiadas pesquisas que atendam a interesses de empresas, e não da sociedade”, criticou o estudante.

Reitoria

Na manhã desta sexta, 19, a reitoria da UFSM publicou nota pela 'paz e democracia', afirmando que "neste cenário de incertezas, de perguntas sem respostas, e de muita intolerância, a reflexão responsável, a sensatez, a habilidade, a empatia e a inteligência são as melhores conselheiras". Em outro trecho, a administração é taxativa ao dizer que "neste contexto, a universidade brasileira, especialmente a pública, não pode se permitir a indiferença". Para ler a nota na íntegra, clique aqui.

Texto e foto: Bruna Homrich

Assessoria de Imprensa da Sedufsm



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