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25/10/2018   25/10/2018 16h36 | A+ A- | 134 visualizações

Assembleia aprova nota política do ANDES-SN sobre eleições

Debate aconteceu na manhã desta quinta, 25, no Auditório Pércio Reis


Debate na plenária desta manhã aprovou documento elaborado pelo ANDES-SN

Durante a manhã desta quinta, 25, no Auditório Pércio Reis (CT), em assembleia convocada pela diretoria da Sedufsm na última terça-feira, foi aprovado que a posição da seção sindical frente ao quadro das eleições presidenciais 2018 segue orientação do ANDES-SN, a partir de decisão tomada na quinta, 18, em reunião dos setores (federais, estaduais e municipais).

O vice-presidente da Sedufsm, professor João Carlos Gilli Martins, esclareceu que na assembleia ocorrida na terça passada (16), ficou decidido que seriam elaborados manifestos sobre as eleições. Essa tarefa foi cumprida pelos professores Adriano Figueiró e também pelas professoras Helenise Sangoi Antunes e Lusa Aquistapasse. No entanto, após a diretoria fazer uma consulta à assessoria jurídica, definiu-se durante reunião entre diretoria e conselho de representantes na última segunda (22) levar para conhecimento da assembleia os três documentos, mas com a sugestão de aprovação da nota do ANDES-SN.

Após um debate na plenária e os devidos esclarecimentos jurídicos do advogado Heverton Padilha, de forma unânime os participantes da reunião aprovaram a nota pública elaborada pelo Sindicato Nacional dos Docentes, apenas acrescentando uma breve introdução, que foi sugerida e redigida pela professora Helenise Sangoi. Confira a seguir a íntegra do documento aprovado:

“Nota política sobre segundo turno das eleições presidenciais

A SEDUFSM, por deliberação unânime, em assembleia realizada em 25 de outubro de 2018, referenda a ‘Nota Política do ANDES-SN sobre o segundo turno das eleições presidenciais’ de 2018, por acreditar na declaração universal dos direitos humanos, na liberdade do ser humano em expressar suas ideias e na garantia da educação pública, estatal, gratuita e socialmente referendada, desde a educação infantil até o ensino superior. Segue a íntegra da nota:

“A escalada da violência e a intolerância política têm sido uma tônica na atual conjuntura, com proliferação de fake news e ataques violentos organizados por grupos ligados à extrema-direita. Como denunciado em nota da diretoria nacional, Não toleraremos o ódio e a violência, “o ódio e as práticas fascistas invadem as universidades e colocam em risco a vida de docentes, discentes, de técnicos(as) administrativo(a)s/universitários e do(a)s trabalhadore(a)s terceirizado(a)s”.

Inúmeros fatos têm sido denunciados, de ameaças que vão de agressões verbais, físicas e até mesmo casos de morte, inclusive com repercussão internacional como o caso do artista baiano Moa do Katendê, morto por motivações políticas, no dia 6 de outubro. De acordo com levantamento do jornal ‘El País Brasil’, já são mais de 50 casos de ações violentas contra quem manifesta posição contrária ao candidato da extrema-direita. Esses casos são tão graves que a OAB e a Defensoria Pública de alguns estados criaram uma plataforma de combate à intolerância política. As violências, física e simbólica, têm se espalhado pelo país, nas fábricas e nas universidades, no campo e nas cidades.

Compreendemos que a mão que picha muros de igrejas e paredes de instituições de ensino com símbolos da suástica, imagem ligada diretamente ao nazismo, é a mesma que tem manifestado toda intolerância e preconceito nos muros do país, com mensagens de ódio a gays, lésbicas, transexuais, travestis, negro(a)s, indígenas, nordestino(a)s. As Universidades têm sido um grande alvo, colocando em risco o ambiente de debates democráticos que, em regra, sempre permeou o ambiente universitário. Tais ações visam intimidar o(a)s trabalhadore(a)s, estudantes e movimentos sociais; de um lado, amedrontar quem defende um projeto diferente do fascismo, as liberdades democráticas; por outro lado, fragilizar a resistência aos possíveis ataques ultraliberais, como: (a) aplicação da Emenda Constitucional 95/2016 (congelamento de recursos à saúde, à educação e às políticas sociais por 20 anos); (b) demissão de servidor(a)s público(a)s (que agrava ainda mais os problemas no serviço público); (c) entrega do patrimônio nacional; (d) reforma trabalhista; (e) reforma da previdência; dentre outros ataques. Dessa forma, a materialização de um projeto que visa mais ataques à(o)s trabalhadore(a)s, um controle maior dos corpos e da moral e ataques às liberdades democráticas têm colocado em risco a vida de diverso(a)s militantes e sujeitos sociais. No dia 15 de outubro, um professor do IFAL (Instituto Federal de Alagoas) sofreu uma tentativa de atropelamento por eleitores do candidato da extrema-direita.

No dia 16 de outubro, em São Paulo, uma travesti foi morta a facadas por um grupo de cinco homens que gritavam palavras em apologia a esse mesmo candidato. Várias seções sindicais têm sofrido violentos ataques de simpatizantes da extrema-direita por debater os perigos que a democracia corre no atual cenário político. Na UFPR, o poder judiciário tentou impedir a realização de um debate sobre fascismo organizado pelo DCE da respectiva Universidade. A barbárie só pode ser combatida com a máxima unidade, constituindo frentes antifascistas e pautando uma agenda de defesa ampla das liberdades e dos direitos. Por isso tudo, neste segundo turno das eleições gerais do Brasil, não podemos titubear sobre nossa posição histórica contra o fascismo e as opressões. É necessário que possamos nos posicionar contra o projeto de governo que ataca a educação pública, a saúde pública, os direitos do(a)s trabalhadore(a)s e as liberdades democráticas. Nossa negação ao projeto fascista não significa adesão a nenhum outro projeto que ora se apresenta como alternativa nas urnas, mas sim a compreensão de que os projetos eleitorais em disputa representam patamares diferentes da luta de classes e o que nesse momento está em jogo é nossa possibilidade ou não de continuar, nas ruas, lutando pelos direitos do(a)s trabalhadore(a)s.

O ANDES-SN reafirma a sua luta histórica contra o projeto fascista e de extrema direita, o projeto ultraliberal e as ações de ódio que estão sendo difundidas pelo Brasil. Este sindicato se integra às frentes antifascistas suprapartidárias, criadas nos estados e nas instituições públicas de ensino superior, e se posiciona contra o voto nulo e em branco no segundo turno das eleições, indicando a participação ativa nos atos e mobilizações em defesa da democracia e contra o fascismo, bem como nas atividades do movimento #EleNão.

O ANDES-SN convoca todas as suas seções sindicais a fortalecerem - nas urnas e nas ruas - essas lutas, para assim derrotar o fascismo que tem se expressado na vida cotidiana.

Contra as ações e os discursos de ódio! Contra o fascismo!

Pelas liberdades democráticas!

Por nenhum direito a menos!

Não ao capacitismo! Não à misoginia! Não ao racismo! Não à lgbtfobia!

Contra qualquer forma de preconceito e intolerância!.”

Texto: Fritz R. Nunes

Fotos: Ivan Lautert e Fritz R. Nunes

Assessoria de imprensa da Sedufsm



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