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22/11/2018   23/11/2018 14h39 | A+ A- | 338 visualizações

Assembleia docente debate atividades de mobilização

Plenária abordou também ‘Escola Sem Partido’ e homenagem à Maria Rita Py


Professora Valeska Fortes faz intervenção durante assembleia

Na assembleia docente coordenada pela Sedufsm, na manhã desta quinta (22), no Audimax (Centro de Educação da UFSM), foram trazidos relatos sobre a mobilização em defesa dos serviços públicos, da universidade, e dos direitos sociais, que se dá em diversos níveis. Conforme o vice-presidente da Sedufsm, professor João Carlos Gilli Martins, a seção sindical dos docentes já está participando da construção da Frente Única em defesa de trabalhadoras e trabalhadores de Santa Maria. Houve duas reuniões preliminares e uma nova está marcada para terça (27/11), às 19h, na sede da Sedufsm (André Marques, 665).

 Gilli também destacou que há uma iniciativa interna à UFSM, cujo objetivo é unir a luta de quatros segmentos da instituição: docentes, técnico-administrativos, estudantes, terceirizados. Completando a informação sobre as mobilizações, o presidente da Sedufsm, professor Júlio Quevedo, relatou que a data de luta apontada pelo ANDES-SN e centrais sindicais se dará nos dias 4 e 5 de dezembro. Em Brasília, haverá atividades no dia 4, sendo que, em Santa Maria, a Frente Única deverá discutir que ações poderão ser realizadas no dia 5 de dezembro. Na pauta unificada nacional, o rechaço à reforma da previdência e a solicitação para que seja revogada a lei do teto (EC/95), entre outros.

Escola sem partido

A plenária sindical também foi um momento de se fazer uma pequena reflexão sobre um dos assuntos polêmicos do momento: o projeto ‘Escola sem partido’. O professor João Manuel Malaia Santos, do departamento de História da UFSM, apresentou uma análise, através de elementos visuais, mostrando que existem legislações que amparam os professores contra ataques e assédios. É o caso, por exemplo, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que enfatiza a liberdade para ensinar e aprender, o respeito à diversidade, o apreço à tolerância, entre outros aspectos.

Santos explicou que, além das leis nacionais, o Brasil é signatário de convenções internacionais que dizem respeito à liberdade de cátedra, o que representa mais um amparo ao magistério, e que, independente de governo, essas legislações fazem parte de uma política que precisa ser cumprida pelo Estado brasileiro. O docente trouxe ainda o tema das possíveis notificações de estudantes contra professores sobre supostas acusações de “doutrinação”.

Malaia Santos citou a recomendação recente do Ministério Público Federal (MPF/RS) para que reitores de universidades gaúchas reafirmem a liberdade de cátedra. Para o professor de História, seria importante que os dirigentes de universidades federais no Estado saíssem do silêncio e assumissem posição pública a favor desse tipo de liberdade fundamental para a docência.

Consciência negra

A assembleia desta quinta, 22, foi realizada no dia indicado pelo ANDES-SN como a data para comemorar o ‘Dia da Consciência Negra’. Aproveitando a oportunidade, a diretoria da Sedufsm fez o lançamento local da edição especial da revista ‘Universidade e Sociedade’ do ANDES-SN. A edição nº 62 tem como tema de capa “130 anos da abolição da escravidão no Brasil: a resistência do povo negro e a luta por reparações”.

Além da apresentação e distribuição de alguns exemplares da revista, a seção sindical aproveitou a oportunidade para uma merecida homenagem. A professora Maria Rita Py, aposentada da rede pública estadual, integrante do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB) da UFSM e do GT Negros e Negras da instituição, recebeu da Sedufsm um arranjo de flores. Recentemente, Maria Rita também defendeu tese de doutorado no Centro de Educação da universidade, na qual trabalhou tema relacionado às cotas étnico-raciais.

Em sua fala, o presidente da Sedufsm, Júlio Quevedo, destacou a relação de proximidade com Maria Rita, num período de aproximadamente três décadas. Lembrou, de forma emocionada, a luta conjunta para a aprovação, junto aos conselhos superiores da UFSM, das cotas étnico-raciais, cerca de uma década atrás.

Maria Rita Py disse se sentir muito agradecida pela homenagem e fez questão de frisar, que a lembrança do nome dela não era algo individualizado, mas sim a representação de um povo que ainda sofre muitas discriminações. “Atrás de cada negro nessa UFSM tem um quilombo”, enfatizou ela. Mais do que nunca, disse a professora, é preciso continuar a luta contra o racismo. E a continuidade da luta, segundo Maria Rita, significa “mostrar a cara” dentro da UFSM.

Pauta da plenária

A plenária desta quinta foi coordenada pelos professores Júlio Quevedo, João carlos Gilli Martins e Maristela Souza. A reunião tinha diversos pontos de pauta, mas devido ao baixo quórum, definiu-se suspender alguns deles, que serão reapresentados em assembleia posterior.

Texto: Fritz R. Nunes

Fotos: Ivan Lautert e Fritz Nunes

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 

 



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