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04/12/2018   04/12/2018 16h16 | A+ A- | 66 visualizações

Temos de pelejar pela unidade, diz dirigente da CSP-Conlutas

Atnágoras Lopes participou de reunião da Frente Única nesta terça, 4


Presentes conversam sobre impactos do autoritarismo na universidade

O cenário político e social mudou significativamente com a ascensão da ultradireita ao governo federal brasileiro. Jair Bolsonaro (PSL) e sua família têm apoio de setores importantes das Forças Armadas e devem orquestrar um projeto extremamente hostil com os trabalhadores. Nesse ínterim, a unidade é ainda mais fundamental. Essa foi a avaliação compartilhada pelo representante da secretaria executiva nacional da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes, que esteve em Santa Maria na manhã desta terça-feira, 4, para conversar com a Frente Única de Trabalhadoras e Trabalhadores. A roda de conversa ocorreu a partir das 10h30, no auditório Gulerpe (campus UFSM).

“Nós, da CSP-Conlutas, decidimos pelejar pela unidade. Este será um governo que atuará duramente contra nós, não apenas pelo seu caráter, mas devido à crise estrutural do capital. O centro da nossa luta deve ser a defesa dos direitos e das liberdades democráticas”, enfatizou Lopes, que lembrou, ainda, das operações realizadas pela Polícia Federal em 27 campi universitários Brasil afora, durante o segundo turno eleitoral. Segundo ele, para resistir aos retrocessos, é preciso que os coletivos e partidos políticos apostem em pautas unitárias, e não nos pontos divergentes. “É preciso construir fóruns e frentes com um programa mínimo de ação”, defende.

Representando a Assufsm (sindicato dos técnico-administrativos em Educação), Alcir Martins, coordenador-geral da entidade, também esteve presente na roda de conversa e refletiu sobre os impactos do autoritarismo nas universidades públicas. Como exemplo, comentou sobre duas Instruções Normativas (IN) vindas do governo de Michel Temer e cujo conteúdo visa a exercer o controle burocrático do trabalho dos servidores públicos, determinando, por exemplo, um limite de atestados médicos que os trabalhadores podem apresentar no ano.

Dificuldades à organização sindical

Um dos pontos mais problemáticos consta no Artigo 36 da Instrução Normativa nº 2. O texto estabelece que todos os servidores públicos devem pedir autorização de seus chefes para participar de atividades sindicais (desde assembleias de base até atos políticos). Caso o chefe autorize, o servidor pode participar, contudo terá de repor as horas posteriormente. “Isso é para inviabilizar a mobilização e a organização sindical no serviço público. Em um cenário de avanço do fascismo, isso é ainda mais grave”, disse Martins, para quem impera a necessidade de luta unificada para defender direitos.

Estudantes

Estêvão Yamin, representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE), também esteve presente na roda de conversa e questionou: “Por que chegamos até aqui?”. Para ele, os últimos governos cometeram erros, porém toda a esquerda também teve influência no crescimento de Bolsonaro.

Na avaliação de Yamin, há a necessidade democrática de defender a pauta ‘Lula Livre’. Isso, no entanto, não foi consensual entre os presentes. Para o professor João Gilli Martins, vice-presidente da Sedufsm, é preciso defender pautas unitárias e concretas, a exemplo do pagamento do suspensão da dívida pública e da defesa de direitos.

 

Texto e foto: Bruna Homrich

Assessoria de Imprensa da Sedufsm

           



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