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02/01/2019   02/01/2019 16h35 | A+ A- | 381 visualizações

Missa de sétimo dia de Zanatta nesta quinta, 3, às 18h, na Catedral

Professor da UFSM e ex-diretor da Sedufsm publicou crônica endereçada a Jair Bolsonaro


Zanatta faleceu na última sexta, 28 de dezembro, vítima de parada cardiorrespiratória

Os familiares do professor Humberto Gabbi Zanatta, que faleceu na última sexta, 28 de dezembro, informaram que a missa de sétimo dia ocorrerá nesta quinta, 3 de janeiro, às 18h, na Catedral Diocesana de Santa Maria.

Diovanna, irmã de Bethânia, Bruno, Carolina, Daniel, e filha de Eunice e Humberto, também divulgou, através do facebook, crônica escrita pelo docente aposentado da UFSM e ex-diretor da Sedufsm. No texto, publicado no dia 31 de outubro, no Diário de Santa Maria, Zanatta faz uma carta endereçada ao presidente da República, que tomaria posse na terça, 1º de janeiro. Acompanhe a íntegra da crônica:

A VERDADE VOS LIBERTARÁ!

Excelentíssimo Senhor Jair Messias Bolsonaro

Presidente Eleito da República Federativa do Brasil!

Desde Santa Maria da Boca do Monte, onde o Senhor esteve em 1993 e terra natal do Coronel Brilhante Ustra, escrevo-lhe estas mal dedilhadas linhas. Inicialmente, cumprimento-o pela sua vitória como primeiro mandatário da Nação. Forte nas suas primeiras declarações na noite do dia 28 próximo passado, após o resultado favorável das urnas – urnas, aliás, em cuja segurança e isenção Vossa Excelência não confiava muito – para, em nome da liberdade e da verdade, com a devida vênia, ponderar-lhe. Liberdade e verdade que, registre-se, sempre estiveram no seu repertório. E não foi diferente na noite de sua vitória a proclamar esta passagem do Evangelho de João, em seu capítulo 8, versículos 31 e 32: “...Se permanecerdes em minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

Certamente, Senhor Presidente eleito, é esta verdade que O e NOS libertará de um conjunto amazônico de inverdades, falsas notícias, preconceitos, violência, truculência e ódio que marcaram esse esdrúxulo e esquizofrênico período eleitoral. Nas suas mãos, Senhor Presidente eleito, está a missão – que foi jurada como NÃO sendo “a palavra vã de um homem, mas de juramento a Deus. Assumo o compromisso de fazer um governo decente” – e que, todos esperamos, seja cumprido.

Há também, Senhor Presidente, o compromisso de que a nossa bandeira nunca seja vermelha. E para isto, não tenhamos dúvidas, precisaremos da compreensão, entendimento, solidariedade e ação de todos.

Nenhum brasileiro, verdadeiramente patriota, sob a liderança de Vossa Excelência, há de querer que o sangue de nossos índios, de nossos negros, de nossos pobres, de nossos favelados, de nossas crianças, das pessoas LGBTQIA, dos líderes e integrantes das comunidades minoritárias e desprotegidas, pela violência e ódio, sejam atingidos e o seu sangue pinte de vermelho a nossa bandeira.

Não! A nossa bandeira nunca deverá ser tingida pelo vermelho do sangue dos inocentes ou daqueles que não concordam com nossas ideias.

Se o Senhor, Presidente Eleito, tiver sempre à sua frente a premissa de que “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, poderá esclarecer algumas inverdades que circularam nas redes sociais e que atingiram a honra e a dignidade das pessoas, particularmente daqueles que não estavam do seu lado e dos seus aliados. E poderá, Senhor Presidente eleito, com a trajetória e experiência de quem já esteve militando por nove partidos, esclarecer o milagre e a verdade de uma eleição em que, com o respeito que o povo brasileiro merece, elege, em sua grande maioria, pessoas sem compromisso e militância partidária e, o que parece mais estranho, sem conhecerem suficientemente suas ideias, propostas e planos de atuação, no Executivo e no Parlamento, a não ser aquelas de fora e nunca mais um partido ou liderança, num reducionismo constrangedor para quem vota e quem se elege.

Não esquecer, Senhor Presidente, de que o Brasil deve estar acima de tudo que é tipo de preconceito, ódio, mentira, tortura, violência, desrespeito e assassinatos para que, realmente, Deus esteja acima de todos, sem que o nome Dele seja invocado em vão.

Democrática e Atenciosamente,

HGZanatta”.

Texto: Fritz R. Nunes

Fotos: Arquivo/Sedufsm e Fritz Nunes

Assessoria de imprensa da Sedufsm



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