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22/01/2019   22/01/2019 11h44 | A+ A- | 89 visualizações

CSP-Conlutas aponta motivos para oposição ao governo Bolsonaro

Central sindical destaca necessidade de união de trabalhadores e juventude para a luta comum


Central sindical defende mobilização contra medidas como reforma da previdência e as privatizações

A Secretaria Executiva Nacional da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), reunida na quinta, 17, em São Paulo, após uma ampla análise de conjuntura, apontou alguns pontos que não apenas devem unir as centrais sindicais, movimentos sociais e juventude politicamente organizada, mas também devem ser base para a mobilização em 2019. A CSP-Conlutas vai defender, no próximo dia 20 de fevereiro, a mobilização conjunta dos trabalhadores em uma plenária das principais centrais sindicais do país, que também ocorrerá em São Paulo.

Depois de 15 dias do governo de Jair Bolsonaro (PSL), o entendimento da direção da CSP-Conlutas foi de que já existem motivos bastante consistentes para mobilizações contra vários temas anunciados. Entre eles, a entidade destaca:

– divulgação de um salário mínimo ridículo, fim do ministério do trabalho que aponta claramente para o fim da justiça do trabalho;

– exclusão dos LGBTs das políticas públicas (eram citados nas políticas de Direitos Humanos e agora não estão mais);

– divulgação das pretensões de uma reforma da Previdência mais cruel do que aquela tentada por Temer (que privilegia os bancos, as empresas e o agronegócio e ataca violentamente a classe trabalhadora com retirada de direitos, aumento do limite de idade para se aposentar e diminuição de valores);

– serviço da Funai (Fundação Nacional do Índio) perde autonomia e passa a ser subordinado ao Ministério da Agricultura, comandado pelos ruralistas, ficando agora impedida de demarcar as áreas indígenas;

– saída do Brasil do Pacto Global de Migração da ONU, retrocesso que significa um violento ataque aos imigrantes;

– Ameaças sistemáticas à ruptura com o Pacto de Paris que, se viabilizado, também significará um enorme retrocesso para a questão ambiental.

A CSP-Conlutas também aponta para eixos que devem nortear a mobilização de trabalhadoras e trabalhadores:

- Contra a Reforma da Previdência e o ataque aos direitos dos trabalhadores;

- Contra as Privatizações. Em defesa das estatais e da soberania nacional;

- Contra a Reforma Trabalhista, a PEC 300 e o fim da justiça do trabalho (com atos já programados a partir de 21/01);

- Defesa dos povos indígenas, quilombolas e camponeses e da luta a favor da Demarcação das terras, Titulação e Reforma Agrária;

- Plano emergencial de geração de empregos com garantia de direitos e salário digno;

- Contra toda a forma de opressão, discriminação e exploração! Basta de Racismo, LGBTfobia, xenofobia, machismo

- Basta de violência e feminicídio! Por emprego e mais investimentos em políticas públicas de combate a violência machista;

- Em defesa das liberdades democráticas, contra a criminalização das lutas e dos lutadores, contra a lei antiterrorismo;

- Em defesa dos serviços públicos e dos servidores;

- Apoio à luta contra os aumentos das tarifas de transporte;

- Em defesa de Escola Pública e Laica.

Texto: Fritz R. Nunes com informações do site da CSP-Conlutas

Imagem: Arquivo

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 



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