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14/03/2019   14/03/2019 16h26 | A+ A- | 722 visualizações

Docentes aprovam paralisação em defesa de direitos no dia 22 de março

Assembleia desta quarta destacou como principal foco a luta contra reforma da previdência


Assembleia docente nesta quarta 13, no Auditório da Sedufsm

A categoria docente na UFSM, campus sede e demais campi, deverá paralisar suas atividades na sexta, 22 de março, aderindo ao Dia Nacional de Luta, protesto e paralisações, convocado pelas centrais sindicais, tendo como foco a Contrarreforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Mas não se resume a isso. O pensamento mais amplo é se contrapor à série de ataques do governo, que ameaça sindicatos com a MP 873, por exemplo, e as universidades com uma “Lava Jato da educação”. A deliberação foi tomada no final da tarde desta quarta 13, no Auditório Suze Scalcon da Sedufsm.

Conforme a diretora da Sedufsm, professora Maristela Souza, a paralisação do dia 22 deve ser acompanhada por atividades de conscientização e mobilização. Nesse sentido, já há uma agenda marcada para o turno da manhã, no Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), e que será aberta a toda a comunidade universitária, através da qual deverão ser esmiuçados os impactos do projeto de reforma (desmonte) da previdência pública. Já no turno da tarde, a programação ainda depende de uma reunião prevista para ocorrer nesta quinta 14, às 19h, na Sedufsm, na qual estarão presentes a Frente Única de Trabalhadoras e Trabalhadores (FUTT) e representantes das centrais sindicais de Santa Maria.

Antecedendo à discussão sobre as atividades que estão sendo pensadas em relação ao dia 22 de março, o professor Gihad Mohamad, primeiro-tesoureiro da seção sindical, fez uma explanação com alguns detalhes sobre os efeitos nocivos do projeto governamental que ataca a previdência dos servidores públicos. Para o diretor do sindicato, o projeto do governo desmonta a previdência pública, rompe o “pacto de gerações”. Em termos mais realistas, “estamos sendo assaltados”, disse ele. Uma análise mais detalhada sobre os impactos da reforma ocorrerá a partir da próxima semana, em reuniões nas unidades de ensino da UFSM, que estão sendo organizadas pelo sindicato.

O vice-presidente da Sedufsm, professor João Carlos Gilli Martins, durante a assembleia, também havia abordado aspectos da conjuntura atual, demonstrando que a contrarreforma da previdência nada mais é que uma forma de aprofundar o projeto neoliberal, que através de propostas já em curso, como a da reforma trabalhista e da lei das terceirizações, buscam explorar ainda mais os trabalhadores para satisfazer a lucratividade do sistema financeiro.

MP 873

Durante a plenária também entrou em discussão a questão da MP 873/19, editada pelo governo federal, em 1º de março, que muda o sistema de arrecadação dos sindicatos, implicando em prejuízos financeiros às entidades. O advogado Heverton Padilha, do escritório Wagner Advogados Associados, falou da urgência em encaminhar uma ação no âmbito da Justiça Federal local, a fim de evitar que seja suspenso o repasse de recursos do sindicato. O encaminhamento da ação judicial foi colocado em apreciação e aprovado por unanimidade. Trataremos do tema, em detalhes, em matéria posterior.

38º Congresso do ANDES-SN

Um outro ponto em discussão na assembleia de quarta-feira se referiu ao 38º Congresso do ANDES-SN, ocorrido entre 28 de janeiro e 2 de fevereiro, em Belém do Pará. Conforme a diretora da Sedufsm, professora Maristela Souza, as discussões foram de extrema relevância, com a aprovação de propostas como a paridade de gênero na diretoria do ANDES-SN e o avanço na ideia de construção de uma greve geral contra a reforma da previdência.

Narà Quadros, do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, que também esteve no Congresso de Belém, fez um relato sobre as discussões referentes à carreira docente e interligou com o trabalho realizado, no âmbito da Sedufsm, do Grupo de Trabalho de Seguridade Social e Assuntos de Aposentadoria (GTSSA). A assembleia desta quarta 13, teve na mesa coordenadora, o presidente da seção, professor Júlio Quevedo, o vice, João Carlos Gilli Martins, e a secretária-geral, professora Maristela Souza.

Texto: Fritz R. Nunes

Fotos: Rafael Balbueno

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 

 

 

 



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