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10/04/2019   10/04/2019 17h42 | A+ A- | 120 visualizações

Dirigentes da Sedufsm e ANDES-SN criticam novo titular do MEC

Novo ministro é executivo do mercado financeiro e seguidor de Olavo de Carvalho


Para sindicato docente, Weintraub dará sequência às políticas privatistas na educação

Na última segunda-feira, 8 de abril, o presidente Jair Bolsonaro anunciou, através do Diário Oficial da União, a exoneração de Ricardo Vélez Rodríguez e a posse de Abraham Weintraub para o cargo de titular do Ministério da Educação.

Weintraub é executivo do mercado financeiro há 20 anos e, até a semana passada, atuava como secretário-executivo da Casa Civil. Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo (USP), Mestre em Administração na área de Finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) desde 2014, o novo ministro assume a pasta envolvido em polêmicas e com um ministério que sofreu diversas demissões desde o início do governo. O MEC já teve, pelo menos, 14 baixas, e ainda possui dois cargos estratégicos que estão vagos: a secretaria da Educação Básica e a presidência do Inep.

Além da falta de experiência e do envolvimento com o mercado financeiro, Weintraub também é seguidor do astrólogo e escritor Olavo de Carvalho. O novo ministro demonstra proximidade ideológica às políticas neoliberais e de extrema-direita e afirma que irá combater o “marxismo cultural”. No ano passado, o ministro foi responsável por uma declaração polêmica. “Em vez de as universidades do Nordeste ficarem aí fazendo sociologia, fazendo filosofia no agreste, [devem] fazer agronomia, em parceria com Israel", afirmou Weintraub, em transmissão ao vivo citada no UOL.

Para os dirigentes do ANDES - SN e da Sedufsm, o ministro representa uma ameaça à educação e não tem qualificação para o cargo. “O novo ministro não tem qualquer experiência na área da Educação e de Gestão Pública. No entanto, é uma figura híbrida. Tem alinhamento com as políticas econômicas neoliberais e também com a ideologia de extrema-direita desse governo, o que é extremamente preocupante. E já demonstrou desconhecer as reais necessidades educacionais do país”, avaliou Antonio Gonçalves, presidente do ANDES - SN.

De acordo com João Carlos Gilli Martins, vice-presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFSM, Weintraub não difere muito de Vélez e não é adequado para o cargo. “O novo ministro não tem formação na área pedagógica. Ou seja, virá para completar a implementação de uma política de privatização do ensino público. É trocar seis por meia dúzia. Por ter competência na área da gestão, deverá atuar em favor das políticas de mercado. Esse é mais um passo para o fim da universidade pública, um desastre para o ensino, a pesquisa e a extensão”.

Durante o discurso de posse, Weintraub disse que é necessário "melhorar o serviço" prestado pelo ministério. Afirmou que pretende “acalmar os ânimos” e entregar os resultados esperados para melhorar a educação, sem aumento de gastos.

O novo ministro afirmou ainda que não tem filiação partidária, e sim convicções políticas. "O que trago de diferente dos ministros anteriores: não sou filiado a partido político, sou um técnico, professor universitário, de uma universidade de muito renome. [...] Tenho capacidade de gestão para entregar o resultado", complementou.

Texto: Lucas Reinehr (estagiário de jornalismo)

Edição: Bruna Homrich (jornalista)

Foto: André Borges/MEC

Assessoria de Imprensa da Sedufsm



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