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17/04/2019   17/04/2019 11h34 | A+ A- | 144 visualizações

III ENE elaborou plano de lutas e calendário de mobilização

Evento encerrou no domingo, dia 14, em Brasília, com 1.200 participantes


Cerca de 1.200 participantes estiveram na UnB, entre esses, uma delegação de Santa Maria

Depois de dois dias de intensos debates, que iniciaram na sexta (12) e foram concluídos no domingo (14), chegou ao fim  o III Encontro Nacional de Educação. No último dia do III ENE, que teve como tema “Por um projeto classista de Educação”, os mais de 1.200 participantes se reuniram para a plenária final do encontro. A mesa de encerramento foi composta por Rejane Oliveira, da CSP Conlutas, Antonio Gonçalves, do ANDES-SN, e José Júnior, da Fenet. Santa Maria, que tem o ENE municipal, teve uma delegação consistente ao evento, que se dirigiu à capital federal através de um ônibus de viagem.

Na abertura da plenária final, Eblin Farage, diretora do ANDES-SN, apresentou informe sobre o Fórum Popular, Sindical e da Juventude de luta pelos direitos e pelas liberdades democráticas, constituído no início desse ano. A dirigente conclamou as entidades presentes a integrar e fortalecer o espaço e a construção de Fóruns nos estados e municípios.Eblin ressaltou que o Fórum tem como tarefa a reorganização necessária da classe trabalhadora. E, como pauta imediata, a luta contra a Reforma da Previdência.

Lucelma Braga, da Abem, falou sobre a reunião ampliada da Frente Escola Sem Mordaça, realizada na noite de sábado (13). Informou que a Frente está estruturando um novo site, com uma plataforma para denúncias de perseguições. A ferramenta trará ainda um mapeamento nacional de todos os projetos de lei – federal, estaduais e municipais – que tratem do “Escola Sem Partido”.  Lucelma ressaltou que este será um canal fundamental para organizar a luta por uma Escola sem Mordaça.

Após os informes, a mesa fez a leitura da Carta do III ENE . O documento sintetiza os encaminhamentos frutos das discussões dos Grupos de Trabalho realizados na tarde de sábado (13). A carta foi construída em consenso entre as entidades sindicais, movimentos sociais e estudantis que participaram da atividade. Os debates do encontro possibilitaram acúmulos para o projeto classista de educação. Permitiu, ainda, avançar nas articulações necessárias para organizar a luta contra os ataques neoliberais da extrema-direita.

Plano de lutas: barrar contrarreforma e construir a greve geral

O documento final do III ENE apontou um plano de lutas que indica, entre outras ações, a construção de um calendário nacional de lutas para barrar a Contrarreforma da Previdência; a construção da greve geral para derrotar essa contrarreforma e os ataques da extrema-direita; a construção de semana nacional de paralisação da educação em defesa da educação pública, dos serviços públicos e contra a reforma da Previdência.

Além disso, propôs a defesa do direito irrestrito de organização de lutas e movimentos sociais, manifestações e greves; aprofundar os esforços de luta contra o Projeto Escola sem Partido e em defesa da liberdade de cátedra e ensino, assim como continuar construindo a Frente Nacional Escola Sem Mordaça, como experiência unitária para defender um projeto classista e democrático de educação.

A primeira agenda de mobilização está prevista já para o mês de abril. Os participantes do encontro definiram pela realização de uma semana de paralisação da Educação de 22 a 29 de abril. O período de mobilização terá ênfase no dia 24, como dia de greve da educação contra a reforma da Previdência.

Moções aprovadas por aclamação

Após a leitura da Carta do III ENE, as moções do encontro foram lidas e aprovadas por aclamação.  Repúdios aos ataques à qualidade no ensino e precarização da educação no país, à criminalização das lutas e à militarização das escolas públicas, à perseguição a professores; solidariedade às universidades em luta como as estaduais da Bahia e do Piauí, a Federal UniRio, onde houve intervenção no processo de escolha do reitor, e outras. Também foi aprovado o repúdio à perseguição da Vale SA ao professor da Unifesspa, Evandro Medeiros.

As moções internacionais expressam a globalidade do projeto de mercantilização da educação pelo Capital, que conta com a resistência em diversos países. Foi aprovado o apoio e solidariedade internacionalista às lutas que estão acontecendo no México, na Argentina, Polônia e na França, com greve geral da educação marcada para 9 de maio. Também foi aprovada a moção pela libertação do petroleiro Daniel Ruiz preso há 7 meses na Argentina.

A Carta do III ENE será divulgada ao longo da semana. Tanto as moções quanto as sugestões de inclusão na Carta serão sistematizadas pela Conedep no relatório final do encontro. O documento também será disponibilizado no blog do ENE.

O encontro aconteceu de sexta-feira (12) a domingo (14), no Centro Comunitário Athos Bulcão, da Universidade de Brasília (UnB).

Fonte e foto: ANDES-SN
Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)



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