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15/05/2019   15/05/2019 17h04 | A+ A- | 397 visualizações

Dia de mobilização dos segmentos da UFSM em defesa da educação

Atividades aconteceram em Santa Maria, mas também em Frederico, Palmeira e Cachoeira do Sul


Manifestantes na rótula da Avenida Roraima, campus de Santa Maria

A manhã de quarta, 15 de maio, iniciou com chuva, mas nem isso fez esmorecer o ânimo dos manifestantes na UFSM, que realizaram um protesto nos dois principais acessos de entrada ao campus de Santa Maria: rótula da Avenida Roraima e também na entrada pelo distrito de Pains. O ato, que teve diálogo com a comunidade, carro de som e batucada, distribuição de panfletos, faz parte de uma programação mais ampla intitulada Greve Nacional do Setor de Educação. Ambulâncias e pacientes do Hospital Universitário (Husm) tiveram livre acesso ao campus.

Na UFSM, entidades como a Sedufsm, Atens, Assufsm, DCE, APG (Pós-Graduandos), fizeram assembleias entre o final de abril e início de maio, e deliberaram pela paralisação neste dia. Os protestos são contra os cortes orçamentários das instituições, também contra o corte de bolsas de pesquisa, mas também são um preparativo para a greve geral que está sendo chamada para 14 de junho, contra a reforma da previdência. Ao final da tarde desta quarta haverá ato público na praça Saldanha Marinho.

CAMINHADA

A mobilização envolvendo a defesa da educação se estendeu também aos demais campi da UFSM: Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Cachoeira do Sul. Nesses locais, integrantes dos três segmentos se uniram a outras categorias, como a dos professores estaduais, para realizar o protesto.

Em Frederico Westphalen, onde foi criado o Fórum Permanente em defesa da instituição, a atividade “Universidade na rua” foi na praça da Matriz, iniciando às 14h, com exposição de trabalhos acadêmicos e diálogo com a população.

Já em Palmeira das Missões, a mobilização teve caminhada de professores, estudantes e técnicos, saindo do campus daquela Unidade de Ensino, até o centro da cidade, no Largo Westfalen.

Na cidade de Cachoeira do Sul, a participação no dia de greve nacional da educação iniciou pela manhã, com a instalação de tendas na praça Dr. Honorato. Essas estruturas serviram para a exposição de trabalhos produzidos pela universidade. O diretor da Sedufsm, professor Gihad Mohamad, foi até lá para apoiar a manifestação.

Lutadora que veio de fora

A garra de lutar contra o desmonte da universidade pública, consubstanciada nos seguidos cortes orçamentários, não se restringiu aos membros da comunidade acadêmica da UFSM. Girlei Reinsten dos Santos, por exemplo, veio de São Sepé para apoiar a causa dos manifestantes. Ela se formou em 1994, na UFSM, no curso de Educação Física. Atualmente é docente municipal, sendo lotada na Escola Coronel Chananeco, interior de São Sepé. Questionada sobre o motivo de vir de outra cidade para estar na manifestação, Girlei respondeu que é por discordar da “absurda situação” que a universidade está vivendo por imposição do governo do presidente Jair Bolsonaro. Ela também é uma ferrenha opositora ao projeto de Contrarreforma da previdência. Na avaliação dela, a proposta de alteração na previdência praticamente faz voltar a “escravidão”.

 

(MAIS FOTOS ABAIXO, EM ANEXO)

Texto: Fritz R. Nunes

Fotos: Ivan Lautert, Fritz Nunes, Vilma Ochoa, Hugo Blois Filho e divulgação

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 



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