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13/06/2019   13/06/2019 18h02 | A+ A- | 255 visualizações

Por que apoiamos a greve geral de 14 de junho

Segmentos da UFSM enfatizam importância da paralisação contra reforma da previdência e cortes na educação


Reunião de mobilização dos segmentos da UFSM, na última terça, 11

Nesta sexta-feira (14), acontece em todo o Brasil a Greve Geral, construída por diversas centrais sindicais, partidos e organizações. Em Santa Maria, diversas categorias deliberaram pela paralisação. Dirigentes das entidades representativas das categorias da UFSM falaram sobre a importância da greve e o motivo de paralisar.

De acordo com o vice-presidente da Sedufsm, João Carlos Gilli Martins, paralisar, diante do atual contexto político, é uma ferramenta importante. “É greve geral porque a situação é grave. Se a reforma da previdência for aprovada, vai atacar o direito à aposentadoria. A greve é o único instrumento que nós temos nesse momento para impedir que essa reforma passe”, colocou Gilli. A secretária geral da Sedufsm, Maristela Souza, também ressaltou a importância da paralisação e da mobilização de base. “Parar nesse momento é dizer que não queremos essa reforma, que queremos nos aposentar e queremos esse direito. Além disso, também é mostrar a nossa força e mostrar que o mérito de parar essa reforma será nosso”, afirmou.

Os técnicos-administrativos também deliberaram por paralisação. Para a coordenadora da Assufsm, Natália San Martin, a paralisação é muito importante e demonstra a indignação da população. “A população está toda indignada e isso é importante. Enquanto nós estivermos nos indignando, significa que ainda existe esperança”, ressaltou Natália.

O representante da Atens, Clóvis Senger, afirmou que a Greve Geral é um importante dia de mobilização e de pressionar o governo. “A classe trabalhadora e a categoria estudantil enviam um claro recado de que não estão dispostas, mais uma vez, a serem chamadas para pagar a conta de um suposto déficit orçamentário, quando existem outras formas muito mais efetivas de resolver os problemas econômicos do país, tais como a revisão da dívida pública, a cobrança dos devedores da previdência social e a tributação sobre lucros e dividendos e grandes fortunas”, colocou ele.

O segmento dos estudantes também deliberou por paralisação, em assembleia conjunta dos estudantes de graduação e pós-graduação. A coordenadora geral do DCE, Franciéli Barcellos de Moraes, ressaltou a necessidade da paralisação. “A greve geral é uma ferramenta histórica que nós temos para paralisar o capital e a circulação de dinheiro e de mostrar, também, o nosso tamanho nas ruas, a nossa voz, a nossa política e as nossas reivindicações”, afirmou a estudante de Jornalismo.

Já o estudante do mestrado em Geografia e coordenador da Associação dos Pós-Graduandos (APG), Bruno Traesel Schreiner, ressaltou a importância da unidade com outras categorias nesse momento de paralisação. “Nós temos que nos colocar juntos com os sindicatos e centrais sindicais em defesa da previdência. O dia 14 representa a união das duas frentes: defesa da educação e da aposentadoria”, enfatizou Bruno.

Na programação da Greve Geral em Santa Maria, está marcado para as 16h, na Praça Saldanha Marinho, um ato contra a reforma da previdência e em defesa da educação.

Texto: Lucas Reinehr (estagiário de jornalismo)
Fotos: Fernanda Brusius e Guilherme Achterberg
Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)



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