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16/07/2019   16/07/2019 16h41 | A+ A- | 239 visualizações

Corte de energia na UFMT ameaça continuidade das aulas

Redução de recursos da instituição levou a atraso no pagamento das contas de luz


Contingenciamento de recurso pode gerar novos prejuízos à universidade

Depois de seis meses sem conseguir pagar as contas de luz, o fornecimento de energia elétrica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, foi cortado na manhã desta terça-feira, 16. A universidade já havia sido notificada pela concessionária de energia do estado quanto ao não pagamento das taxas, mas houve negociação nos prazos para pagamentos.

A situação daquela universidade está intimamente ligada ao corte dos recursos no ensino superior, anunciado pelo governo federal, e que, no caso da UFMT, ainda pode se estender para outros serviços básicos, tais como limpeza e manutenção. Apenas na Federal do Mato Grosso, o corte é de aproximadamente R$ 34 milhões no orçamento anual.

O processo de fragilização das Instituições Federais de Ensino Superior tem se espalhado pelo país e compromete, profundamente, a prestação de serviços públicos para a população, além de contribuir com a mercantilização e privatização da educação. ‘‘Estamos trabalhando em um ambiente inseguro, pois este é o contexto que os cortes trazem. A rotina na universidade vem sendo destruída diariamente e as atividades de ensino, pesquisa e extensão estão em risco. Agora, corta-se a energia. Em breve, não haverá mais a verba para pagamento dos servidores terceirizados que cuidam das áreas de limpeza e reparo, que já ameaçam greve, pois estão com salários atrasados’’, diz Reginaldo Silva de Araujo, 1º Vice-presidente da Regional Pantanal do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN).

Eblin Farage, secretária-geral do ANDES-SN, compartilha da mesma opinião. Segundo ela, o que está acontecendo na UFMT tende a se refletir em outras universidades. ‘‘Este é o reflexo do descompromisso do governo federal com a educação pública de qualidade, a partir do corte de verbas. O convite para que nossa categoria se mobilize é urgente. Pois só assim iremos combater esse desmonte’’, atesta a representante do sindicato.

No último domingo, durante a parte final do 64º Conad, em Brasília, os docentes aprovaram um manifesto em defesa do ensino superior público e gratuito, ameaçado não apenas pelos cortes, mas também por um novo programa que o MEC pretende anunciar nesta quarta (17), para as universidades.

 

Texto: Fritz R. Nunes

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 



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