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07/10/2019   07/10/2019 18h19 | A+ A- | 132 visualizações

Congresso da CSP-Conlutas propõe Encontro Nacional de Lutadores

Encontro iniciou no dia 3 e se estendeu até dia 6 em Vinhedo, São Paulo


O 4º Congresso da Central Sindical e Popular Conlutas (CSP-Conlutas) aconteceu de quinta, dia 3, até domingo, 6. Na tarde de sábado, 5, os delegados e delegadas votaram as resoluções sobre o balanço da central, organização e estrutura sindical, opressões e o plano de ação que a entidade irá seguir no próximo período.

Entre falas das entidades, categorias e movimentos, um chamado à construção de um Encontro Nacional de Lutadores foi proposto.  Após amplo debate realizado por meio dos Grupos de Trabalho, desde o primeiro dia do Congresso, foi unânime a aprovação da resolução que aponta para a necessidade de uma maior unidade entre os trabalhadores e da realização do Encontro Nacional de Lutadores, com a intenção de derrotar os planos de governo de Bolsonaro e Mourão.  

Ainda que com divergências na compreensão a respeito da atual conjuntura política do país, outro apontamento é de que a Central deve atuar pela unificação das lutas, bem como manter o chamado de unidade de ação e à Frente Única da classe trabalhadora para lutar.  De acordo com o texto “é tarefa da nossa classe e de todas suas organizações é organizar a luta unificada, em defesa das nossas reivindicações, da soberania do país, do meio ambiente, das liberdades democráticas para derrotar o governo autoritário de Bolsonaro e seu projeto já, nas ruas, nas mobilizações e greves”.

Balanço sobre o último período

A respeito do balanço político da CSP, as resoluções discutiram sua atuação nas lutas e acontecimentos do último período. Das nove propostas discutidas, duas se sobressaltaram. Um apontamento foi de que a Central deveria ter se colocado em defesa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e, além disso, apoiar a campanha Lula Livre. Porém, a maioria dos delegados e delegadas presentes no plenário, avaliaram o contrário. Outro destaque foi ao perfil classista, sindical e popular da Central, a democracia operária e o trabalho pela base.

Sobre organização e estrutura sindical, a resolução aprovada pelos presentes trouxe como pontos principais, repúdio à Reforma Sindical do governo Bolsonaro, bem como a necessidade de a Central em construir uma proposta baseada na democracia operária, com garantia de autodeterminação, auto-organização e independência em relação ao Estado e aos patrões.

Luta contra opressões

No que tange ao tema de opressões, as resoluções traziam a premissa de que a luta da classe trabalhadora não pode desconsiderar a luta contra racismo, machismo, LGBTfobia, xenofobia e todos os tipos de opressão. Além disso, foi apontado que essas lutas devem levar em consideração o recorte de classe, bem como devem ser feitas cotidianamente dentro das instâncias da Central, nos sindicatos e movimentos.

Na luta contra o machismo, os delegados e delegadas salientaram a importância de incorporar a fortalecer todas as datas de lutas dos setores oprimidos e, além disso, uma das principais deliberações foi a construção de um Encontro Nacional de Mulheres da CSP-Conlutas para o início de 2020. Aumentar a paridade de gênero nas instâncias estaduais da Central e seus sindicatos também foi pauta.

No tema LGBT, a resolução aprovada propõe a unidade das LGBTs trabalhadoras sob uma ótica classista. Avançar o debate dentro da Central, dos sindicatos e dos movimentos também foi proposto.

Texto: Amanda Xavier (estagiária de jornalismo)
Fonte e imagem: CSP-Conlutas
Edição: Fritz R. Nunes
Assessoria de imprensa da Sedufsm



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