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08/10/2019   08/10/2019 18h57 | A+ A- | 156 visualizações

CSP-Conlutas encerra Congresso frisando necessidade de uma frente única

Entidade rebate o que considera “fake news” a respeito de decisões sobre ‘Lula livre’ e Venezuela


Plenária do IV Congresso da CSP-Conlutas, em Vinhedo-SP

A CSP-Conlutas realizou o seu IV congresso entre os dias 3 e 6 de outubro, na cidade de Vinhedo (SP), com a presença de aproximadamente 2.300 pessoas, contando com 1.835 delegados/as e observadores/as. Um evento considerado vitorioso pela central sindical, especialmente pelo número expressivo de participantes. A Sedufsm participou com uma delegação de quatro professores: Júlio Quevedo, João Carlos Gilli Martins, Gihad Mohamad e Adriana Zecca.

O 4º Congresso Nacional da CSP-Conlutas aprovou resoluções que ratificam a necessidade de uma frente única para lutar e derrotar o governo considerado de ultradireita e ultraconservador de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão. Essa resolução se deve à avaliação de que o atual governo desfere ataques que prejudicam profundamente os trabalhadores, as liberdades democráticas, o meio ambiente e estimula a violência contra os povos indígenas, negros e negras das periferias, quilombos e favelas, como também os LGBTs.

O congresso reuniu diversas categorias de todo o país: petroleiros, setor da educação universitária e básica, saúde, químicos, metalúrgicos, bancários, operários da construção civil, servidores públicos das três esferas, e também os setores mais pauperizados da sociedade representados por movimentos negros das periferias, dos quilombos, povos indígenas e aldeias indígenas, os que lutam por terra e moradia.

Central rebate acusações

A CSP-Conlutas rebateu em seu site texto publicado na segunda-feira (7), que aponta como  fake news, artigo divulgado nas redes e no site ‘Diário do Centro do Mundo’. Comenta texto da CSP que  “o direito à opinião e críticas é totalmente democrático e estimulado no interior da Central. É exercido por todas as entidades e movimentos que constroem a CSP-Conlutas, mas a mentira, a calúnia e o nefasto método estalinista devem sempre ser refutados”, sublinha a entidade.

A resolução aprovada no 4º Congresso, conforme a CSP, reconhece a farsa da operação Lava Jato, sua seletividade, e que o ex-presidente “Lula tem direito a um julgamento regular” – destaca o texto aprovado.

(Leia na íntegra: Resolução: Lava Jato, Vaza Jato e luta contra a corrupção).

O texto também afirma: “Na prática, a Lava Jato tem seus bandidos de estimação. Mensagens e áudios mostram que a operação se negou a investigar os bancos, impediu a delação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, livrou a cara do PSDB.”

Contudo,  a CSP-Conlutas destaca que mantém a sua independência e posição já aprovada anteriormente de que não vai se somar à campanha ‘Lula Livre’, pois é uma campanha que parte a priori da defesa de que Lula é inocente, e configura uma defesa programática dos governos do PT e de Lula com vistas à eleição de 2022.

Diz ainda o site da CSP que “também sabemos que muitos setores de esquerda no Brasil apoiam Nicolás Maduro da Venezuela, mas o apoio a essa ditadura já é tão insustentável e tem trazido tanta miséria ao povo venezuelano, que até o ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, já não o apoia.”

A CSP-Conlutas votou estar com os trabalhadores e o povo venezuelano para colocar fora a ditadura de Maduro. Contudo, não reconhecemos a oposição de direita de Juán Guaidó e somos frontalmente contrários a qualquer intervenção militar imperialista na Venezuela.

(Aqui a íntegra: Resolução sobre Venezuela)

O texto do site da central se refere à luta do povo venezuelano, mas também apoia a mobilização dos “trabalhadores e povo de Hong Kong que está em feroz mobilização contra a ditadura chinesa”. Confira aqui a íntegra da matéria do site da CSP.

 

Fonte e imagem: CSP-Conlutas
Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)



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