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27/11/2019   27/11/2019 17h52 | A+ A- | 240 visualizações

Sedufsm quer ação conjunta para deter ataques à universidade

Sindicatos pedirão audiência ao reitor para falar sobre Future-se e críticas de empresário


Mesa das representações das entidades, com destaque para fala da estudante Julia Serpa

O momento não é só de resistir, mas também de partir para a ofensiva no sentido de evitar o desmonte da universidade pública. A opinião é do diretor da Sedufsm, professor Gihad Mohamad, em sua manifestação na manhã desta quarta, 27, durante a plenária convocada pelo sindicato dos servidores técnico-administrativos (Assufsm) da UFSM. O evento ocorreu no Auditório do CCR (Flávio Schneider) e contou com a participação da Sedufsm, DCE, CUT e movimento secundarista. Dentre os encaminhamentos aprovados, a sugestão do professor Gihad Mohamad de que se busque junto à reitoria da instituição, informações de como está sendo tratada a nova versão do programa Future-se. Além disso, o dirigente da seção sindical dos docentes argumenta que deveria ser cobrada uma manifestação pública do Conselho Universitário (Consu) em relação às ofensas proferidas pelo empresário da Havan, Luciano Hang, contra a universidade, bem como do próprio ministro da Educação, Abraham Weintraub.

A mesa com as representações das entidades foi composta por Celso Fialho (Assufsm), Carlos Pires (Sedufsm), Luiz Eduardo Bonetti (DCE), Eloiz Cristino (Comissão da Carreira Assufsm e também da CUT), Julia Serpa (estudante secundarista), Heverton Padilha (assessor jurídico da Sedufsm e Assufsm) e Graziela Jacoby (coordenadora da mesa e integrante da diretoria da Assufsm). Não enviaram representantes o Cpers, a APG e o Sinasefe.

Em sua intervenção, o diretor da Sedufsm, que também integra a vice-presidência da Regional RS do ANDES-SN, Carlos Pires, defendeu que seja enviada uma moção de apoio aos professores em greve da rede estadual. Apontou ainda para a construção de uma agenda conjunta entre as entidades da universidade, e de fora dela, com o intuito de ocupar as escolas públicas e discutir os diversos projetos de desmonte da educação e do serviço público, citando como exemplo o Future-se e a reforma administrativa, no caso da universidade. Relatou ainda que, na assembleia realizada no último dia 22, os docentes da UFSM aprovaram ‘estado de greve’ e sugerirão ao ANDES-SN o não início do próximo semestre letivo.

Derrotar o fascismo

Eloiz Cristino, que esteve na plenária pela Comissão de Carreira da Assufsm (CIS), mas também pela CUT Regional Centro, falou sobre a importância de ações conjuntas para derrotar o “governo fascista” de Jair Bolsonaro. Enfatizou a necessidade de enfrentar as políticas do governo de Eduardo Leite (PSDB) que afetam os servidores estaduais. Cristino também dirigiu críticas às reitorias em geral, que, segundo ele, deveriam ser interlocutoras junto ao governo em defesa da universidade, mas que acabam não cumprindo essa tarefa.

Julia Serpa, do grêmio estudantil do Instituto Olavo Bilac, destacou em sua fala o protagonismo da juventude em meio à greve dos trabalhadores em educação do RS. Segundo ela, o movimento paredista deve continuar até que o governo Leite retire o pacote encaminhado à Assembleia Legislativa.

Falando pela Assufsm, Celso Fialho ressaltou que o apoio dos sindicatos não deve se restringir apenas aos professores, mas também às diversas categorias de servidores estaduais que estão sendo atacados pelo governo gaúcho.

EC 95/16, o estopim

Para o advogado Heverton Padilha, do escritório Wagner Advogados Associados, muitos dos projetos que estão sendo encaminhados pelo atual governo federal simplesmente agravam medidas que já vinham sendo postas em prática pelo governo de Michel Temer. Segundo ele, o estopim de tudo isso foi a aprovação em 2016, do novo regime fiscal, consolidado através da Emenda Constitucional 95.

Padilha citou a gravidade dos efeitos da MP 965/19, considerada por ele uma nova reforma trabalhista, pouco tempo depois de a primeira reforma ter sido efetivada, durante o governo Temer. O advogado alertou para que não haja descuido em relação à proposta de emenda constitucional da reforma sindical, que atualmente tramita na Câmara Federal, e que pode causar muitos dissabores ao sindicalismo.

O assessor jurídico frisou bastante os impactos da chamada PEC emergencial (PEC 186/19). Ela afeta, explica Padilha, essencialmente os servidores públicos. Se for implementada, basicamente todos os planos de carreira de servidores poderão ser revistos para que se adequem à lei do teto de gastos e aos cortes do Executivo.

Em relação ao Future-se, o advogado comentou que a proposta assumiu uma nova “roupagem”, mas que segue pretendendo promover a privatização das universidades públicas.

Já quase ao final da plenária, a coordenadora da mesa, Graziela Jacoby (Assufsm), pontuou os principais encaminhamentos levantados durante a reunião, já citados no início desse texto, destacando também a elaboração conjunta de uma “carta de intenções em defesa da educação”.

(MAIS FOTOS ABAIXO, EM ANEXO)

Texto e fotos: Fritz R. Nunes

Assessoria de imprensa da Sedufsm



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