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09/12/2019   09/12/19 18h50 | A+ A- | 667 visualizações

Catuçaba recebe I Encontro Setorial do Campo da CSP-Conlutas no RS

Encontro reuniu cinco movimentos de assentados e assalariados rurais


Documentário Madre Terra - Uma estaca no coração do latifúndio' foi exibido no evento

“O Movimento de Insurgência Camponesa (MOICA) tem por objetivo unir trabalhadores da grande Catuçaba para reivindicarmos o desenvolvimento da nossa região e trazermos dignidade para nossas famílias”. A declaração é de Felipe Biernaski, militante do MOICA e morador do Assentamento Madre Terra, em São Gabriel. Ele participou, ao lado de dezenas de outros assentados e trabalhadores assalariados do campo, do I Encontro da Setorial do Campo da CSP-Conlutas no estado do Rio Grande do Sul, ocorrido no último domingo, 8, no Rincão dos Ambrósio. A Sedufsm esteve representada no evento pelos diretores Carlos Alberto Pires e Gihad Mohamad.

O MOICA é composto por cinco movimentos: Movimento Camponês do Rincão; Movimento Camponês do Pavão; Movimento Camponês da Grápia e Flora; Movimento do Rincão Catarina e Assentamento Madre Terra. Todos estão vinculados à CSP-Conlutas por entenderem que a central sindical une trabalhadores do campo, da cidade e da floresta, sendo ferramenta importante de organização pela base.

Igualdade

Gihad Mohamad lembrou a desigualdade gritante que marca nosso país, expressa nas diferenças salariais e no pagamento abusivo de impostos pelo povo mais pobre. “45% da conta de luz é imposto. Tem imposto na geração, na distribuição e no uso da energia elétrica. 84% da população brasileira ganha até dois salários mínimos, enquanto tem gente ganhando R$ 700 mil por mês e pagando impostos iguais aos pagos pelos 84%. Precisamos buscar uma sociedade igualitária e nos organizarmos para isso. É muito fácil esmagar uma formiga, mas muito difícil esmagar um formigueiro inteiro”, disse Mohamad.

Tarciel da Silva, da Executiva Estadual da CSP-Conlutas, lembrou que existem 14 milhões de desempregados nas cidades brasileiras e que se houvesse terra para essas pessoas migrarem para o campo, teríamos uma situação diferente. Para o dirigente, os trabalhadores não estão divididos entre os que votaram no candidato A ou no candidato B nas últimas eleições, mas entre aqueles que têm muito e aqueles que têm pouco. “Esses caras estão comendo o bolo, e nós estamos, no máximo, lambendo o guardanapo sujo de glacê. É hora de pegarmos nosso pedaço e virarmos a mesa”, defendeu Silva.

Celmar Lopes é trabalhador assalariado no campo e integra o Movimento Camponês do Rincão. Recentemente ele foi até a Sumaré (SP) para participar do 4º Congresso Nacional da CSP-Conlutas. “Precisamos estar junto e organizados para reivindicar nossos direitos. Do contrário, seremos esmagados por meia dúzia de capitalistas”, atestou.

MOICA

Felipe Biernaski explica que o MOICA é uma organização nacional que reúne movimentos, sindicatos de pequenos agricultores e assentados, organizando-os para que lutem por seus direitos no país inteiro. “Se depender dos políticos e dos governos, nossos direitos serão tirados”, diz o militante.

Ele destaca algumas pautas que unem os trabalhadores da região de Catuçaba:

- Direito à terra: a grande maioria das pessoas desempenha trabalho assalariado em terras de latifundiários, sem nunca ter tido um hectare sequer de terra. “São pessoas que sabem lidar com a terra, que cresceram aqui na região da Catuçaba e que não têm direito a um pedaço de chão para melhorar a vida de suas famílias. A Reforma Agrária está na lei, mas isso não garante que seja efetivada”, reflete Biernaski.

- Direito à educação: nenhuma escola da região de Catuçaba tem Ensino Médio, de forma que os jovens que concluem o nono ano do Ensino Fundamental têm de se mudar para a cidade caso queiram seguir os estudos. Cabe lembrar também que o Estado vem tentando, mais uma vez, fechar a escola Semente Libertária, localizada no Assentamento Madre Terra. Em 2017 a comunidade se organizou e conquistou, com luta, a permanência da escola. Demandas por transporte escolar também são comuns entre os trabalhadores.

- Direito à saúde, lazer e cultura: embora a comunidade de Rincão do Ambrósio tenha conquistado recentemente a construção de uma Unidade Básica de Saúde (ainda não concluída), o acesso à saúde ainda é muito precário. Relatos dão conta de moradores que, devido à distância e às péssimas condições das estradas, acabaram falecendo em decorrência da demora em conseguir atendimento.

Outra necessidade é a promoção de atividades culturais e de lazer para que o povo do campo não precise migrar para a cidade toda a vez que quiser ter acesso a programações diferentes.

Documentário

O I Encontro da Setorial do Campo da CSP-Conlutas no RS teve início com a exibição do documentário ''Madre Terra - Uma estaca no coração do latifúndio'', produzido pela Assessoria de Imprensa da Sedufsm. No documentário, de 45 minutos, que pode ser visto aqui, moradores assentados contam sobre o histórico de dificuldades e de resistência organizada das famílias.

Mais fotos do evento no álbum de facebook

7ª Primavera Libertária

Desta segunda-feira, 9, até o próximo domingo, 15, ocorre, na Comuna Pachamama (localizada no Assentamento Madre Terra), a 7ª edição da Primavera Libertária, que abriga mutirões, vivências e oficinas sobre vida no campo, agroecologia, autogestão e mutualismo.

Além disso, também ocorrem debates e atividades voltadas à luta anticapitalista e antipatriarcal.

 

Texto e fotos: Bruna Homrich

Assessoria de Imprensa da Sedufsm



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