Notícias

20/12/2019   20/12/2019 16h22 | A+ A- | 715 visualizações

Docentes das federais devem iniciar 2020 em ‘estado de greve’

Início do semestre letivo será marcado por debate sobre movimento paredista na educação


Plenária da Sedufsm, dia 22 de novembro, no auditório do CCR

O início do próximo semestre letivo (março de 2020) deverá ser marcado por debates acerca da construção de um movimento grevista no setor de educação, tanto federal como estadual. Conforme o presidente do ANDES-SN, professor Antonio Gonçalves, tanto no âmbito federal quanto no estadual, os docentes vêm sendo ignorados pelos governos com relação à pauta de reivindicações. Com base nesse entendimento, no último dia 4 de dezembro, a reunião do setor conjunto das Instituições Federais (Ifes), Estaduais (IES) e Municipais, aprovaram o ‘estado de greve’ para o período de início do calendário das aulas. “O estado de greve é uma sinalização da base do Sindicato Nacional de que tem disposição para construir um movimento paredista em 2020”, disse o presidente do ANDES-SN.

A decisão aprovada na reunião conjunta dos setores ocorreu após a discussão nas bases do Sindicato Nacional. Na UFSM, por exemplo, a Sedufsm realizou assembleia no dia 22 de novembro, e naquele momento, mesmo com críticas conceituais ao ‘estado de greve’, a plenária deliberou em favor desse primeiro passo, entendido pela direção da Sedufsm como um avanço para uma greve geral, não apenas no setor de educação, mas em todo o país, entre as diferentes categorias de trabalhadores.

Encaminhamentos e pautas

Entre os encaminhamentos da reunião conjunta estão que a diretoria nacional escreva uma nota e publique no site do ANDES-SN esclarecendo o que é estado de greve e qual a sua finalidade.

Sobre a construção da greve geral, foi indicado que as seções sindicais construam a pauta para a Greve Geral da educação considerando a reposição das perdas salariais; a revogação da Emenda Constitucional 95/16; a recomposição do orçamento público para as IES; a rejeição às PEC 186, 187 e 188, ao Future-se; e, ainda, a luta em defesa da Autonomia Universitária e da Liberdade de Cátedra. 

Essa pauta descrita aqui deverá ser divulgada em atos públicos, mídias locais, redes sociais, assim como em semanas temáticas com palestras, faixas, panfletos, plenárias ampliadas. Além disso, que as seções organizem movimentos amplos em defesa da universidade pública com estudantes e técnico-administrativos para formação de comandos locais unificados de mobilização e também se reúnam em fóruns federais, estaduais e municipais de servidores públicos, entre outros encaminhamentos.

“É importante que as seções sindicais debatam o estado de greve como um instrumento de luta e resistência diante dos ataques aos nossos direitos”, analisa Antonio Gonçalves, presidente do Sindicato Nacional.

Estado de greve: momento de reflexão

O estado de greve se diferencia do indicativo de greve e da deflagração de greve. É aprovado pelos trabalhadores para alertar os governantes sobre a possibilidade de deflagração de uma greve. Assim, o estado de greve figura como um momento de reflexão, debate e mobilização em torno de um processo que pode vir ou não a culminar em uma greve, aqui compreendida como instrumento legal e legítimo diante de um conjunto de reivindicações não negociadas.

Confira o relatório da reunião do setor.

 

Fonte: ANDES-SN

Edição e imagem: Fritz R. Nunes e Bruna Homrich

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 

 

 

 



Fotos



* Clique na foto para Ampliar!


Compartilhe com sua rede social!














© 2020 SEDUFSM
Rua André Marques, 665 - Centro, Santa Maria, RS - 97010-041
Website por BM2 Tecnologia em Internet