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15/01/2020   15/01/2020 18h56 | A+ A- | 669 visualizações

UFSM tem redução média de 31% no orçamento de 2020

Reitoria ainda estuda adequações internas, mas serviço terceirizado deve sofrer ainda mais


Reitoria: orçamento reduzido, mas boa parte dos cortes a serem efetuados ainda em estudo

E a crise financeira da UFSM seguirá causando efeitos nocivos em 2020.  Conforme os dados da Pró-Reitoria de Planejamento  (Proplan), cruzando os percentuais de redução na verba de custeio com a da verba de capital (investimento), o percentual a menor em termos orçamentários atinge a média de 31% em comparação ao ano anterior: 2019. 

Ano passado, no que se refere ao custeio da instituição (pagamento de luz, empresas terceirizadas, etc.), a universidade recebeu R$ 130 milhões. Para 2020, a lei orçamentária (LOA) prevê um total de R$ 90,7 milhões, o que corresponde a uma redução de 30,2%. Já no que se refere à verba de capital (usada para investimento em obras, etc.), enquanto no ano passado o valor alcançou R$ 12,6 milhões, neste ano, a previsão é de R$ 6,6 milhões. Isso representa uma redução de 47,8%. (Leia mais ao final desse texto)

Em relação às medidas que deverão serão ser tomadas para adequação a essa nova realidade, o pró-reitor de Planejamento, Frank Casado, ressalta que ainda não foi fechado um plano. “Estamos em um ciclo de reuniões e estudos, com levantamento de dados para alinhar a estratégia de ação, mas que certamente desencadeará em redução nos contratos de terceirização”, diz ele.  Além disso, sobre outras ações necessárias, Casado explica que dependerá de um diálogo com as demais Unidades de Ensino.

Estudantes preocupados com o PNAES

A assistência estudantil é outro setor que deverá sofrer ainda mais este ano. Conforme o Diretório Central de Estudantes (DCE), a verba para o Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) sofrerá uma tesourada de 11%. Isso agravará um quadro que já não é ideal, pois a gestão da UFSM já complementa os recursos da assistência estudantil através de  recursos próprios.

Mateus Lazaretti, da coordenação do DCE, comenta que uma das ações tomadas pela reitoria para tentar reduzir gastos com assistência estudantil é a terceirização dos restaurantes universitários (RUs), o que não implica necessariamente em melhoria da qualidade do serviço oferecido. Ele ressalta que, por exemplo, agora no período de férias, estudantes já estão sem o funcionamento do RU no sábado. Nesse mesmo período, o café da manhã não está sendo servido aos estudantes. Eles recebem um kit correspondente ao café da manhã, afirma Lazaretti.

A moradia estudantil também voltará a sofrer com os cortes. Já em 2019, segundo o DCE, uma boa parte dos estudantes que estavam aptos à moradia estudantil não tiveram vagas disponíveis. E, com isso, muitos deles acabaram por abandonar o sonho de fazer um curso universitário.

QUADRO COMPARATIVO

Recursos de custeio

2015- R$ 117 milhões

2016- R$ 120 milhões

2017- R$ 128 milhões

2018- R$ 126 milhões

2019 – R$ 130 milhões

2020- R$ 90,7 milhões

Redução total: -30,20%

Recursos de capital (investimento)

2015- R$ 55, 9 milhões

2016- R$ 65,7  milhões

2017- R$ 31,3  milhões

2018- R$ 13,3  milhões

2019- R$ 12,6  milhões

2020- R$ 6,6 milhões

Redução total: -47,8%.


Fritz R. Nunes (Sedufsm)

Foto: Arquivo/Sedufsm

Legenda: Foto é de Junho de 2018

 



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