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13/05/2020   16/07/20 10h40 | A+ A- | 841 visualizações

Pesquisa revela sobrecarga de trabalho docente em meio à pandemia

CSP-Conlutas lembra que Educação a Distância não é condizente com realidade da maioria dos brasileiros


Em 2018, telefone celular era o único meio de acesso à internet da classe C, com 61%, e D/E, com 85%

Uma pesquisa desenvolvida por estudantes e servidores da Universidade Federal do Ceará com cerca de quatro mil professores – de escolas públicas e privadas – de todo o país revelou que pelo menos 23% dos docentes vêm trabalhando entre oito e 12 horas por dia, e 7% vêm trabalhando mais de 12 horas por dia. Os números apontam para uma sobrecarga de trabalho, já que, conforme aponta a integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Joaninha Oliveira, que também compõe o setorial de Educação da Central, a maioria dos docentes trabalha para além de suas jornadas formais.

“Tanto que hoje temos 1/3 de nossa jornada de trabalho destinada a planejamento e nossa reivindicação é de que seja 50% da jornada. Temos que esclarecer o que significa nosso trabalho e que não se resume às aulas em si”, diz Joaninha. Dentre as tarefas cumpridas pelos educadores além da sala de aula estão o planejamento, leitura, preparação e correção das atividades; verificação do que foi ensinado e do aprendizado dos estudantes; realização de tarefas burocráticas impostas pelos governos, como diários, relatórios, dentre outros.

Para Joaninha, quando se fala de Educação a Distância (EaD) em meio a um contexto de pandemia, também é preciso levar em conta que uma grande parte da categoria docente é composta por mulheres, ainda responsabilizadas pela maior parte do cuidado com a casa e os filhos – quando não com todo o cuidado. “O governo reforça uma jornada tripla de trabalho, mas a professora que tem seu filho em casa, não tem ainda a rotina de trabalhar remoto e em muitas localidades sequer tem computador, o que pode levar a uma estafa mental dessas trabalhadoras”, frisa Joaninha.

A EaD vem sendo proposta pelos governos federal, estaduais e municipais como saída para garantir que as aulas continuem mesmo em meio ao isolamento social demandado pela pandemia. Ocorre que, conforme explicita a CSP-Conlutas em seu site, esta modalidade de ensino não se encaixa na realidade da maioria da juventude brasileira. Segundo pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, em 2018 o telefone celular era o único meio de acesso à internet da classe C, com 61%, e D/E, com 85%. Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) revelam que 55% dos acessos móveis do país são pré-pagos.

“Vivemos um processo de educação excludente e a maioria da população pobre e negra tem os piores acessos. Não tem computadores, tablets ou internet de qualidade. Inclusive, nas grandes cidades, vivem em moradias precárias e com poucas condições. Vivem, agora, em busca pela sua sobrevivência e a garantia da quarentena. Devemos fazer uma discussão anterior, para garantir que todos tenham acesso às tecnologias, computadores e internet”, avalia Joaninha. Para a dirigente não é apenas o não acesso à tecnologia o problema, mas também o não acesso dos trabalhadores aos direitos básicos. Exemplo são as filas demoradas para receber o auxílio de R$ 600 fornecidos pelo governo, e que ainda é insuficiente para suprir necessidades mínimas.

EAD e privatização

Joaninha reforça que o processo de destruição da escola pública, que já vinha se aprofundando, agora, na crise da Covid-19, pode ser ainda maior. Para ela, a EAD, além de privatizar e mercantilizar a Educação, tem servido para sucateamento ainda maior do ensino, com geração de mais exploração do trabalho, desemprego e o aprofundamento das desigualdades.

A reforma do Ensino Médio trouxe a ideia de flexibilização curricular ao possibilitar que 40% do currículo seja ofertado via cinco itinerários formativos: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional. As emendas à LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e outras leis já preparam o terreno para que as grandes empresas entrem com tudo, entregando a educação aos tubarões do mercado. “É o mesmo objetivo dos setores que antes eram estatais e que foram privatizados, como também querem fazer na Petrobrás, Correios e outros”, explicou a dirigente da CSP-Conlutas.

“A aplicação do EAD trará não apenas a redução do número de professores, mas de todos os profissionais da Educação, dos trabalhadores técnicos, da limpeza, etc. Inclusive, hoje, a maioria da limpeza e cantina das escolas já foram terceirizadas. E, no modelo que querem implementar, não será utilizado para a melhoria da educação”, avalia Joaninha. Segundo a central sindical e popular ainda, os governos gastaram milhões do dinheiro público para comprar plataformas de ensino, fornecidas por empresas que prestam o serviço. Com a pandemia, essa metodologia tem sido aplicada como solução para alunos que estão com as aulas suspensas.

Confira abaixo as medidas defendidas pela CSP-Conlutas para a educação em tempos de pandemia:

  • Contra EAD e aulas remotas. Ampliar e intensificar a campanha contra a privatização da Escola Pública e da Educação;
  • Contra as aulas remotas. Por discussões de auto-organização com a comunidade escolar, que democraticamente deve decidir o que pode fazer nesse período;
  • Estabilidade de emprego para todos os contratados e terceirizados, garantia de emprego, assistência às famílias através de cestas básicas, referendada pelo valor do DIEESE;
  • Nenhum desconto! Contra a retirada de direitos que já estão ocorrendo nacionalmente. Pela manutenção dos direitos adquiridos; não ao congelamento do salário dos servidores públicos – PLP 39;
  • Denúncia do não acesso dos estudantes às aulas remotas, neste sentido, não poderá haver nenhum tipo de exigência por parte dos governos na avaliação desses conteúdos;
  • Chamado à Greve Nacional da Educação, caso os governos chamem o retorno às aulas sem garantias à manutenção das vidas diante o contágio ao covid- 19;
  • Suspensão do calendário escolar enquanto perdurar a pandemia sem nenhum prejuízo para os alunos e para todos os trabalhadores em Educação;
  • Organizar campanhas de solidariedade aos que foram demitidos e de readmissão desses trabalhadores.

 

Fonte e imagem: CSP-Conlutas

Edição: Bruna Homrich

Assessoria de Imprensa da Sedufsm

 



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Comentários



Andrelise Lavino disse...

Dia 27/06/20 às 01:31

Qual a referência da pesquisa? Gostaria de ler o artigo

Caroline Arantes disse...

Dia 07/07/20 às 11:29

Também acho imprescindível a referenciação da pesquisa. Assim como o colega do comentário anterior, também gostaria de ter informações suficientes para encontrar o material.



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