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21/05/2020   21/05/20 19h20 | A+ A- | 328 visualizações

Docentes da UFSM coordenam observatório socioeconômico da Covid-19

Pesquisa coletará e analisará dados em âmbito regional, estadual e nacional


Projeto também deve propor plano de ações para recuperação econômica.

Os impactos da pandemia do novo Coronavírus são muitos e devem ser analisados pelas mais diversas perspectivas – sempre dando preferência a um olhar científico, é claro. E foi pensando em colaborar com a análise desse acontecimento histórico a partir de uma ótica que não a da saúde, que dois professores da UFSM inscreveram um projeto de pesquisa no edital emergencial “ciência e tecnologia no combate à COVID-19”, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul, a FAPERGS. Sob o título de “Observatório socioeconômico da COVID-19: uma análise do impacto da pandemia em questões econômicas e sociais por meio de uma perspectiva estadual”, o projeto coordenado pelos professores Daniel Arruda Coronel e Nelson Guilherme Machado Pinto foi aprovado no final de abril e já está em execução.

Segundo os docentes, a pesquisa está ainda na fase da coleta de dados que deverão embasar as primeiras análises. Após esse processo, será lançado um site do observatório socioeconômico no qual estarão os dados iniciais referentes ao Brasil e ao Rio Grande do Sul. A previsão é que o site seja lançado até o final de maio. Já para o mês de junho, o site do observatório deverá receber o acréscimo de dados referentes aos municípios gaúchos. Segundo artigo publicado pelos professores no site da Sedufsm (e que pode ser conferido na íntegra aqui), a expectativa é que, além de possibilitar a análise de dados, a pesquisa também possa oferecer embasamento para políticas públicas que com o objetivo de enfrentar a recuperação econômica. “O referido projeto visa identificar os impactos socioeconômicos causados pela pandemia de COVID-19 dentro da realidade do Rio Grande do Sul, das macrorregiões brasileiras e na economia brasileira como um todo e quais são os possíveis cenários a serem estimados para a recuperação das economias e realidades sociais de cada localidade”, diz o artigo. Mais adiante, o artigo fala também em usar as análises produzidas pela pesquisa para “elaborar planos de ações de cunho econômico e social visando subsidiar políticas públicas para combater os impactos negativos no âmbito estadual, regional e nacional”.

Os coordenadores do projeto, como já dito, são o professor Daniel Coronel, do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSM, e o professor Nelson Machado Pinto, do Departamento de Administração do Campus da UFSM de Palmeira das Missões. A pesquisa conta ainda com a participação de docentes da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Faculdade Meridional (IMED). A ideia é que com o passar do tempo a pesquisa agregue outras instituições. O edital da Fapergs prevê a execução da pesquisa até o final de 2022, vínculo que pode ser prorrogado. Na UFSM a pesquisa conta com o apoio do Campus de Palmeira das Missões, do Centro de Ciências Sociais e Humanas da UFSM, do Departamento de Economia e Relações Interacionais do CCSH/UFSM, do Departamento de Administração do Campus de Palmeira das Missões/UFSM, do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Organizações Públicas (PPGOP), do Programa de Pós-Graduação em Administração Pública (PPGAP), do Programa de Pós-Graduação em Agronegócios (PPGAGR) e do Programa de Pós-Graduação em Economia e Desenvolvimento (PPGE&D) todos da UFSM. Informações mais detalhadas sobre as instituições e docentes que estão participando do projeto podem ser conferidas aqui.

Economia Vs. Saúde

Dentre os setores a serem impactados pela pandemia do novo Coronavírus, possivelmente nenhum tenha recebido mais destaque, por parte do governo, que a economia. Palavra de ordem do presidente Jair Bolsonaro, o resgate da economia está posto em escala de prioridade muito anterior às próprias questões de saúde. Para isso, basta ver a preocupação com  que se tratam os impactos do isolamento social e do fechamento de atividades comerciais não essenciais, enquanto milhares de mortes são respondidas com um sonoro “e daí?”. Para os pesquisadores da UFSM, essa dicotomia entre salvar a economia ou salvar vidas é algo fora de cogitação. “Como ainda estamos coletando os dados, ainda não podemos trazer um posicionamento crítico sobre esse assunto. Entretanto, mesmo que tivéssemos dados conclusivos sobre os aspectos sociais e econômicos ainda deixaríamos claro que as recomendações dos órgãos de saúde baseado em evidências científicas devem ser priorizadas. Não haverá dados e conclusões na área econômica que terão mais prioridade que a vida”, afirma o professor do departamento de Administração de Palmeira das Missões, que ainda complementa. “O Observatório Socioeconômico da COVID-19 não tem a intenção de politizar ou rivalizar os aspectos econômicos com as questões relacionadas a vida e saúde da população, pois temos o entendimento que o combate a disseminação da doença e o tratamento dos infectados para evitar as mortes estarão acima de qualquer aspecto econômico”.

Nesse sentido, o artigo publicado pelos docentes no site da Sedufsm também faz um destaque recorrente em boa parte das iniciativas promovidas pela universidade pública no combate à pandemia. Em tempos não apenas de pandemia, mas também de ataque à ciência e ao serviço público, nunca é demais lembrar do papel que cumpre a universidade perante a sociedade. “Trata-se, portanto, de uma relevante contribuição da universidade pública gratuita e de qualidade para o desenvolvimento econômico e social, com ações que visem melhorar o bem-estar da população, além das ações que essas instituições promovem diariamente através da educação como práxis libertadora do egoísmo, do clientelismo, do populismo, do patrimonialismo, da ignorância, que não se apequena frente a questões menores, tais como as críticas infundadas, irresponsáveis que seguidamente recebe, fruto de uma mentalidade que não admite que esta instituição seja o braço forte do Estado em defesa da soberania nacional e do desenvolvimento econômico e social”, conclui o artigo.

Dados

Como já dito, a pesquisa coordenada pelos docentes da UFSM pretende apurar e analisar dados socioeconômicos nos âmbitos regional, estadual e nacional, identificando e destacando as diferenças dos impactos em cada um desses níveis. Pois é justamente na coleta desses dados, segundo o professor Nelson, que está um dos desafios da atual fase da pesquisa. “Nesse momento da pesquisa notamos a dificuldade em termos dados sociais e econômicos atualizados”, afirma o professor. Alguns desses dados aos quais Nelson se refere são o índice geral de preços (IGP) e taxa de juros Overnight/Selic (como variáveis nacionais), indicadores criminais por município e encerramento de filiais por natureza em 2020 (como variáveis de nível estadual) e receita total arrecada corrente e despesa empenhada corrente (como exemplos de variáveis municipais coletadas e analisadas). Esses exemplos citados – apenas dois referentes a cada âmbito, dentro de um leque de dados que serão analisados – devem ainda ser atualizados no decorrer da pesquisa, inclusive agregando novos indicadores, se for o caso.

Texto: Rafael Balbueno
Imagens: PNUD/ONU e arquivos pessoais.
Assessoria de Imprensa da Sedufsm



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