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19/06/2020   19/06/20 17h29 | A+ A- | 250 visualizações

Diretoria da Sedufsm repudia Weintraub e reafirma defesa das ações afirmativas

Ex-ministro da Educação publicou portaria revogando política de cotas na pós-graduação


No apagar das luzes de uma das piores gestões que o Ministério da Educação (MEC) já conheceu, o agora ex-ministro Abraham Weintraub desferiu um duro golpe contra os trabalhadores e a juventude. Na edição da última quinta-feira, 19, o Diário Oficial da União (DOU) publicou, a mando de Weintraub, a revogação da portaria nº 13, de maio de 2016, que determinava que as universidades, institutos federais e Cefets promovessem políticas de cotas em programas de pós-graduação. A nova portaria, de número 545, publicada nesta quinta, objetiva desmantelar as propostas para inclusão de negros (pretos e pardos), indígenas e pessoas com deficiência em programas de mestrado e doutorado.

A diretoria da Sedufsm repudia firmemente essa atitude nefasta de Weintraub, embora não se mostre surpresa. O ex-ministro é a personificação de todos os elementos caros ao bolsonarismo: ódio às minorias sociais, rechaço à diversidade, enaltecimento da ignorância frente a ciência e postura belicosa nas periferias. Weintraub deu sequência e aprofundou a ideia difundida por seu antecessor, Ricardo Vélez, de que as universidades brasileiras devem ser reservadas a uma elite intelectual. Isso significa que, enquanto os filhos das famílias ricas podem acessar o ensino superior e qualificar sua força de trabalho, os filhos das famílias pobres devem seguir sem formação ou com formações aligeiradas que os reservem os piores postos de trabalho e as mais altas taxas de exploração.

A atitude de Weintraub não nos surpreende também porque o governo Bolsonaro vem se sentindo acuado frente às amplas mobilizações antirracistas e antifascistas que têm ocorrido no Brasil, mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus. As ruas, que por um tempo pareciam hegemonizadas pelas carreatas da morte bolsonaristas, agora voltaram a ser local de disputa e de denúncia do projeto genocida do governo Bolsonaro e Mourão. Um projeto genocida tanto porque negligencia o combate à pandemia quanto porque endossa e até mesmo incentiva a violência desproporcional das forças repressivas nas favelas brasileiras.

Por fim, a revogação do incentivo às políticas afirmativas na pós-graduação brasileiras não nos surpreende pois vinda de um governo que nomeia, para a importante Fundação Palmares, um sujeito que qualifica de “escória” o movimento negro.

Contudo, embora não nos surpreenda, tal investida de Weintraub nos incentiva a fortalecer a luta pela derrubada desse governo racista, que está voltado para os patrões e não para o povo. Ainda que não nos surpreendamos, também não naturalizamos as declarações e a edição de leis segregatórias e preconceituosas, colocando-nos em luta, como sempre estivemos, pela democratização do acesso ao ensino superior público e pelo aprimoramento das políticas de ações afirmativas.

Uma vez que o racismo estrutural é mecanismo de exploração capitalista em todo o mundo, a revolta de trabalhadores e juventude também guarda muitas semelhanças. As rebeliões antirracistas estadounidenses deram o ânimo de que precisávamos para engrossar o coro contra o projeto genocida do governo.

Não nos contentemos com a derrubada individual de ministros. É momento de fortalecer a mobilização contra Bolsonaro e Mourão e botar para fora não só suas figuras, mas as ideias racistas, eugenistas e antidemocráticas que elas representam.

Também reivindicamos aos reitores que exerçam sua autonomia e sigam implementando – e aprimorando – as políticas de ações afirmativas em todos os âmbitos do ensino superior brasileiro. Não deixem o autoritarismo se agigantar. De nossa parte, seguiremos vigilantes e mobilizados.

Diretoria da Sedufsm



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