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03/07/2020   16/07/20 15h36 | A+ A- | 459 visualizações

REDE e as opiniões controversas sobre os dados da adesão na UFSM

Vice-reitor diz que universidade é referência no ensino remoto, mas estudantes contestam números


Na última segunda, 29 de junho, o portal da UFSM divulgou relatório do questionário realizado com os docentes da Instituição sobre a adoção e o uso do Regime de Exercícios Domiciliares Especial (REDE), produzido pela pró-reitoria de Graduação. Os dados apresentados informam que 1.451 docentes responderam ao questionário. Na graduação, diz o relatório, o índice foi de 69,5%; na pós-graduação, 66,8%; e no ensino médio e pós-médio, 66,1% dos professores participaram. Conforme o material divulgado pela Prograd, a adesão ao REDE por disciplina foi de 77,7%, sendo 77,2% na graduação, 76% na pós-graduação, além de 89,7% no médio e pós-médio. Entre os docentes que responderam, 90,42% aderiram a pelo menos uma disciplina. A forma de adesão foi total para 51,2% e parcial para 48,8%.

Os números encontrados foram vistos com otimismo pelo vice-reitor da UFSM, professor Luciano Schuch. Para ele, a pesquisa feita mostrou “a universalidade, a dinâmica e a diversidade que a instituição representa nas suas mais diversas áreas e nos mais de 250 ofertados”. E acrescenta que, depois de três meses, “temos a convicção de que a decisão foi acertada, pois vemos que os docentes, os coordenadores de curso e os diretores de unidades estão buscando formas de adaptar suas atividades, suas disciplinas e seus cursos, pois a pandemia e a suspensão das atividades acadêmicas e administrativas, infelizmente não terão desfecho em curto prazo”.

Na ótica do reitor, “a experiência acumulada pela UFSM neste período está sendo referência para as demais universidades federais, conforme nossa interlocução com a Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Federais). Hoje, todas as universidades federais estão implantando o ensino mediado por Tecnologias Educacionais em Rede (TER) ou simplesmente o ensino remoto”. E Schuch completa que “o ensino é um dos pilares indissociáveis das universidades e não pode ficar parado por tanto tempo e causar prejuízo ao processo de ensino-aprendizagem dos estudantes e aumentar drasticamente a já elevada evasão do ensino superior brasileiro”.

Sobre os desafios

O material que resultou dos questionários aponta gargalos importantes na implementação no Regime Especial de Exercícios Domiciliares.  Entre os principais desafios citados para enfrentar o desenvolvimento das disciplinas estão dificuldades do trabalho remoto, transposição dos conteúdos e internet ruim. Já quanto às ferramentas usadas para colocar em prática o REDE, a principal foi o e-mail. Contudo, outras também foram elencadas, como por exemplo, Moodle, ferramentas para webconferência e Whatsapp.

Em relação a esses obstáculos, o vice-reitor comenta que a Administração da UFSM está em constante diálogo com a Coordenadoria de Ações Educacionais (CAEd), com a Unidade de Apoio Pedagógico (UAP), com os coordenadores de cursos, com os diretores de unidades e, agora, com os dados disponíveis, será possível “aprimorar o REDE, bem como buscar soluções para os desafios colocados na ordem do dia”. Luciano Schuch adianta que já foi iniciada uma pesquisa com os estudantes para ver “a percepção dos mesmos quanto ao REDE”.

O vice-reitor, em depoimento enviado à assessoria de imprensa, faz questão de ressaltar que o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), indeferiu o pedido do DCE de suspensão do Regime Especial, e já está trabalhando numa resolução para a regulamentação do REDE. Aliás, esse debate ocorrerá na reunião do Conselho da UFSM, marcada para sexta, 10 de julho, pela manhã. Confira aqui a notícia publicada no site da universidade sobre os questionários da Prograd.

Estudantes

Os dados apresentados pela gestão da UFSM carecem de uma interpretação mais detalhada, mas, mesmo que de uma forma genérica, há questionamentos quanto ao êxito no alcance da metodologia (sempre frisada pela Reitoria, que não é obrigatória). Na medida em que a adesão era opcional, isso não seria problema. Entretanto, com a hipótese de vir a se tornar obrigatório, aí os próprios percalços detectados pelos próprios professores que responderam às questões, tais como a internet ruim, tornam-se uma preocupação.

Mateus Lazaretti, da coordenação do Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFSM, aponta vários problemas a partir dos dados trazidos pela pesquisa da Prograd. Segundo ele, um doa aspectos que chama a atenção “logo de cara” é o número expressivo de docentes que sequer respondeu o questionário: 33%. E, dos que responderam, 22,8% não aderiram ao REDE. Ele avalia ainda que “48% dos professores aderiram apenas parcialmente e mais de 53% disseram não manter contato com quem não aderiu ao REDE”.

O representante do DCE cita ainda as principais dificuldades relatas pelos discentes participantes das disciplinas ministradas pelos professores que responderam ao questionário. “76,2% apontam que a internet é o principal problema; 64,7% apontam que são os equipamentos – computador, celular, etc.; 57,2% a gestão de tempo para as atividades; 50,4%, as questões psicológicas”. Lazaretti destaca também que “há um número considerável (de discentes) que aponta a quantidade de leituras/tarefas (30,9%), prazos muito curtos (10,6%) e problemas de saúde (17,3%).

Em seu entendimento, o líder estudantil avalia que “ao contrário da imagem que se tenta passar, a adesão ao REDE tem se dado de forma difusa, irregular, e permeada de diversas dificuldades”. Para além disso, Lazaretti pontua que é perceptível que “os docentes estão  tendo um certo desgaste na tentativa de implementação da modalidade, variando muito as ferramentas utilizadas, e tendo um número expressivo de discentes que não participaram”. E também, que há “diversas dificuldades de participação entre os que aderiram, o que deixa nítida a grande perda de qualidade e absorção dos conteúdos. Parece mais algo que deve ser cumprido, não importando como”, critica.

Para o representante estudantil, “essas coisas devem se acentuar na pesquisa discente, feita muito tardiamente, o que pode passar alguma falsa impressão no quesito adesão ao REDE”. Lazaretti afirma que uma pesquisa junto ao alunado é cobrada pelo DCE desde o mês de abril. Para ele, está nítido que “não há possibilidade de conclusão do semestre letivo dessa forma”.

Mapear e sistematizar motivos da não adesão

A reportagem buscou um (apenas um) exemplo sobre a questão da adesão dos estudantes ao REDE. Conforme o professor Cleber Martins, do departamento de Ciências Sociais, no curso de Licenciatura em Ciências Sociais oscila de 5% a menos de 50% em cada disciplina. “Apenas uma disciplina passa de 50%, tem cerca de 55%”, descreve. Na ótica do docente, o principal problema da instituição é “mapear e sistematizar os motivos pelos quais discentes e os docentes não aderiram ao REDE”. Feito isso, ressalta ele, a “Administração tem de apresentar ações para resolver todos os impedimentos possíveis, considerando que a volta ao presencial é improvável no curto e médio prazo”.

O debate sobre o ensino remoto através do Regime Especial de Exercícios Domiciliares não está encerrado. Ele deve ter mais dados agregados a partir do que for respondido pelos estudantes em relação à adesão ao REDE. E a continuidade dessa polêmica já tem data: sexta, 10 de julho, em reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da UFSM.

 

Texto: Fritz R. Nunes

Imagem: Portal UFSM e arquivo

Assessoria de imprensa da Sedufsm



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