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28/07/2020   28/07/20 18h14 | A+ A- | 339 visualizações

Metroviário questiona: é justo que os trabalhadores paguem a conta da crise?

Altino Prazeres Jr. explica motivos que levaram metroviários à deflagração de greve


Categoria não pedia aumento, apenas respeito ao acordo coletivo e a não redução salarial

Na última segunda-feira, 27, os trabalhadores do metrô de São Paulo deflagraram greve. Marcado para iniciar à meia noite, o movimento de paralisação foi brevíssimo, de forma que a uma hora e quinze da manhã, frente a uma proposta apresentada pelo Ministério Público do Trabalho e aceita pelo governo estadual e pela direção da empresa que controla o metrô, a categoria decidiu pela suspensão da greve. Em entrevista ao jornal Bom Dia São Paulo, da TV Globo, na manhã desta terça, 28, o coordenador geral do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e integrante da Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Altino Prazeres Jr., explicou os motivos que levaram os trabalhadores à decisão de entrarem em greve, bem como o desrespeito da direção do metrô e do governo de João Dória (PSDB) para com a categoria.

Altino ressalta que, no final da última semana, a empresa reduziu, de forma arbitrária, 10% do salário da categoria. “Não estávamos pedindo aumento salarial, estávamos pedindo apenas que se respeitasse uma categoria tão importante como a metroviária. Assim como queremos respeito aos trabalhadores da saúde e a toda a população. Estamos dizendo ‘não tirem os nossos direitos’”, destaca o dirigente sindical, lembrando que os trabalhadores estão tentando negociação com a empresa desde abril para que o acordo coletivo não seja atacado. Contudo, negando-se a negociar e a ouvir os trabalhadores, a direção do metrô impôs cortes de salários e direitos. “A gente só queria respeito ao acordo coletivo”, acrescenta.

Bilionários aumentam sua fortuna

Quando questionado pelo repórter do telejornal sobre se seria “razoável” a deflagração de uma greve em meio à pandemia, Altino rebate: é justo que os trabalhadores amarguem a conta de uma crise criada pelos próprios ricos?

“Os 42 bilionários do Brasil aumentaram sua riqueza em quase 27% no período de pandemia. Eu pergunto: é justo que os bilionários desse país fiquem mais ricos na pandemia, enquanto tiram direitos dos trabalhadores da saúde, dos transportes, dos desempregados? Está errado. A luta dos metroviários foi para resistir e garantir nosso nível de vida”, argumenta o dirigente.

Para Altino, o metrô de São Paulo, como um patrimônio público da população, deveria ser subsidiado. Outra reivindicação apresentada desde o início da pandemia pelos trabalhadores metroviários, inclusive a partir de um plano de contingência ignorado pela direção do metrô, era de que a população tivesse direito à quarentena remunerada, de forma que pudesse ficar em casa para se proteger do vírus. Assim, o metrô funcionaria apenas para o transporte de trabalhadores dos serviços essenciais. Mas Dória e Covas, a exemplo dos demais governadores e prefeitos, não implantaram uma quarentena efetiva no estado de São Paulo e, nas últimas semanas, têm inclusive flexibilizado o já insuficiente isolamento social. Ele lembrou que, em meio à aceleração desenfreada de mortes e contaminações, os metroviários seguem firmes no atendimento à população. Alguns trabalhadores da categoria já faleceram em decorrência da Covid-19. “Nosso trabalho é de excelência na cidade de São Paulo”, completa.  

O dirigente sindical ainda lembra que o governo Doria e a direção do metrô poderiam ter sinalizado afirmativamente à proposta intermediária do Ministério Público já pela manhã da segunda, evitando, assim, a greve. Contudo, só quando a greve estava na iminência de começar é que o secretário de transporte resolveu aceitar o acordo. Diante do novo cenário, o sindicato convocou assembleia virtual da categoria para logo depois da meia noite, e a uma e quinze da manhã, quando encerrada uma enquete online, a entidade anunciou o fim da greve. Contudo, ainda assim, alguns atrasos ocorreram na manhã desta terça. Atrasos que não podem ser creditados à conta dos trabalhadores.

“Foi um ataque do governo do estado e da empresa a uma categoria tão importante para a cidade de São Paulo. Achamos que Bolsonaro, Doria e Covas deveriam tratar a população com mais respeito. A responsabilidade foi da demora do secretário de transporte e do governo Doria em atender à nossa reivindicação que era simplesmente de manter o acordo coletivo. E diga-se de passagem, nós nem mantemos o acordo coletivo direito, pois postergamos os ataques por 6 meses. A culpa não é nossa”, reflete Altino, destacando que o presidente e outros cargos de alto escalão na empresa que administra o metrô ganham salários superiores ao do próprio Doria, governador do estado, o que torna ainda mais escandaloso o corte no salário dos trabalhadores. 

A CSP-Conlutas avalia que a forte mobilização da categoria, que organizou piquetes nas estações e plataformas, garantiu o respeito ao acordo coletivo e a garantia de não redução salarial. 

Veja a entrevista concedida pelo dirigente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo: 

 

Texto: Bruna Homrich

Imagens: CSP-Conlutas

Assessoria de Imprensa da Sedufsm



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