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25/09/2020   25/09/20 17h40 | A+ A- | 165 visualizações

Dica cultural: rever a infância e adolescência em filme e livro

Zé Renato Mangaio e Evelyn Noronha sugerem ver “A voz do coração” e ler “Capitães da areia”


Filme que aborda educação e a construção de novos caminhos

Sextou na quarentena! Os últimos dias têm sido quentes, mas para o final de semana a previsão é de chuva, uma oportunidade de se recolher para ver um bom filme e ler um livro clássico. Nesta sexta (25), a dica cultural vem do professor José Renato Noronha (Zé Renato Mangaio), coordenador do curso de Licenciatura em Teatro da UFSM, e de sua esposa, Evelyn Cristine Souza dos Santos Noronha, atriz formada pela Escola Livre de Teatro de Santo André (SP).

Para esse casal do mundo do teatro, uma boa opção pode ser assistir um filme e também mesmo tempo ler um livro em que intersecções podem ser percebidas. Eles indicam o filme “Les choristes” (A voz do coração), de Cristophe Barratier, e a obra eterna do baiano, Jorge Amado, chamada “Capitães da areia”. A ligação entre filme e livro é descrita da seguinte forma: “duas dicas para rever a infância e a adolescência por um viés mais humano”. Boa leitura!
 

“O filme francês “Les Choristes” traduzido para o português como “A voz do Coração” nos apresenta um internato para meninos considerados indisciplinados cujo o nome é “Fundo do Pântano”. Trata-se um internato de reeducação para crianças com dificuldade e pobres, e que também recebe crianças órfãs. O filme tem como personagem principal um professor o Senhor Mathieu que, até então, se considerava músico fracassado, mas que encontrou no internato um espaço para sua expressão artística através do coro de meninos ao mesmo tempo que de forma sensível educava os jovens e crianças do internato. Sua história é relembrada pelos personagens Pierre Morhange (um músico bem sucedido) que já adulto lê a história no diário de Mathieu entregue por Pepinot sobre o período que conviveram no internato. Enquanto lê vemos a transformação do internato que era conduzida autoritariamente pelo diretor geral guiado por um princípio de Ação/Reação.  As crianças eram punidas com trabalhos diários além de ficar sem acesso à visitas, sem recreio, e até mesmo serem levadas para o calabouço, ficando isoladas e trancadas em uma pequena sala escura. Assim, com uma mensagem de esperança promovida pela forma sensível que o professor tem especialmente em relação aos seus alunos coralistas vemos histórias de vida sendo transformadas, mostrando um outro caminho possível.

Por outro lado, podemos aproveitar o tema para ler ou reler um clássico da literatura brasileira sobre o universo da infância e adolescência marginalizada: Os Capitães da Areia de Jorge Amado, escrito em 1937 e que chegou a ser proibido à época e queimado em praça pública em Salvador. Trata-se de uma obra cujo discurso de fundo, por vezes, nos soa anacrônico especialmente na maneira em que são tratadas as mulheres, mas que deve ser considerada criticamente sob o nosso olhar contemporâneo. O foco principal é a panorâmica sobre um bando de menores: Pedro Bala, Professor, Gato, Pirulito, Volta Seca, Sem Pernas que entre outros se organizam de forma colaborativa para a sobrevivência no trapiche e nas ruas da baia. A obra apresenta especialmente o olhar de uma sociedade em que são excluídos e faz nos repensar sobre as condições que estabelecem  a marginalização. O autor coloca uma lupa nos dramas particulares dos meninos, revelando suas possíveis singularidades, cada um com sua característica.  Uma abordagem que reflete muito do que observamos ainda hoje, em que apresenta o preconceito de uma sociedade de adultos excluí e não compreende os aspectos subjetivos nem os aspectos sociais do mundo dos meninos e adolescentes, mas que encontram que encontram apoio apenas alguns adultos “subversivos” que se aproximam e que em certa medida compreendem a sua realidade: O Padre José Pedro, Dona Aninha a Mãe de Santo e o capoeirista: Querido de Deus”.

Dados do filme

“Les choristes”

Realização – Jacques Perrin 

Direção - Christophe Barratier

Origem - França

Ano Produção - 2004

Duração – 97 minutos

Música – Bruno Coulias

Gênero – Drama

Dados do livro:

Amado, Jorge. Capitães da Areia, 1937 Várias edições.

 



Evelyn Noronha e Zé Renato Mangaio

 

Texto: Fritz R. Nunes

Imagens: Divulgação e Paraíba Urgente

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 



Fotos



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