MOBILIZAÇÃO CONTRA REFORMA ADMINISTRATIVA

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25/09/2020   25/09/20 17h57 | A+ A- | 245 visualizações

Sedufsm lança campanha em defesa do serviço público e contra reforma administrativa

Conheça detalhes da campanha e também o manifesto divulgado pela diretoria do sindicato


Identidade visual da campanha em defesa do serviço público e contra a reforma administrativa

A Sedufsm coloca na rua, a partir deste sábado, 26, a campanha “Proteja o que é seu. Defenda o serviço público. Contra a Reforma Administrativa”.

O objetivo da campanha é esclarecer e alertar a população acerca dos ataques desferidos pelo governo da tríade Bolsonaro/Mourão/Guedes contra os serviços públicos e seus servidores. A partir de vídeos em redes sociais, reportagens e uma série de ações públicas de visibilidade – como outdoors, entrevistas em veículos de comunicação, inserções publicitárias em rádios das regiões abrangidas pela UFSM -, o sindicato pretende incentivar que as pessoas reflitam sobre a centralidade dos serviços públicos em suas vidas e sobre como procederiam em caso de não poderem acessar tais serviços de forma gratuita.

Fique atento que, ao longo das próximas semanas, divulgaremos diversas peças da campanha. Também viemos realizando reuniões conjuntas com outros sindicatos de servidores públicos da cidade de Santa Maria a fim de elaborarmos ações unificadas que amplifiquem o grito em defesa do Estado social. E já estamos em contato com as outras seções sindicais do ANDES-SN no Rio Grande do Sul, projetando uma campanha unificada que repercuta em todo o estado.

Um dos pontos-chave da iniciativa é o combate à Reforma Administrativa apresentada por Paulo Guedes e enviada por Bolsonaro ao Congresso Nacional no último dia 3 de setembro. Na prática, a reforma desmonta o que hoje conhecemos por serviço público, ferindo de morte o Regime Jurídico Único, o direito à estabilidade, as carreiras e o próprio concurso público como critério impessoal de ingresso nos diversos setores do Estado.

Manifesto

Para abrir a campanha, divulgamos manifesto assinado pela diretoria da Sedufsm, proponente da campanha. Leia abaixo.

Manifesto em defesa do serviço público

Contra toda a forma de desmonte e privatização do serviço público, a Sedufsm põe na rua a campanha “Proteja o que é seu. Defenda o Serviço Público. Contra a Reforma Administrativa”, cujo objetivo é desmascarar o projeto de destruição do Estado brasileiro sob comando do governo Bolsonaro/Mourão, e seu artífice neoliberal, Paulo Guedes.

A tão propagandeada Reforma Administrativa, formulada pelo “posto Ipiranga”, Paulo Guedes, e chancelada pelo presidente da República e vários partidos que o apoiam, é um golpe sem luvas em todos os direitos sociais que com muita luta conquistamos e formalizamos na Constituição de 1988.

O fim da estabilidade no serviço público, longe de combater supostos privilégios, abre caminho para o fortalecimento de situações de corrupção e demais condutas criminosas, facilitando, também, situações de assédio e perseguição política.

Sem estabilidade, os servidores estarão completamente vulneráveis para denunciar improbidades e sem o concurso como porta de entrada principal ao serviço público, nosso patrimônio será gerido por pessoas que, ao invés de terem o bem-estar da classe trabalhadora como objetivo principal, estarão à mercê dos jogos políticos e das disputas por poder. Assim, com a mudança de governos, mudará o corpo funcional do Estado, impedindo que se possa fazer um planejamento de longo prazo para o atendimento à população, conforme é o ideal quando falamos em “política pública” (e não em projetos de governo A ou B).

Enquanto tentam vender a Reforma Administrativa como o desafogo necessário às contas públicas, omitem os repasses bilionários de recursos da União ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública (mais de R$ 1 trilhão no ano de 2019). Repasses que vão diretamente para o setor financeiro e que são responsáveis por manter nosso país na condição de dependência e subalternidade. Uma dívida ilegítima e imoral que justificou a aprovação da Emenda Constitucional 95, levando ao congelamento de investimentos sociais por 20 anos, enquanto mantém em salvaguarda o dinheiro de banqueiros e grandes empresários.

Somos um país abundante. Em recursos naturais, em mentes qualificadas, em perseverança e abnegação. Mas viemos consumidos por um projeto político de extrema direita que preconiza a entrega de todo o nosso patrimônio aos barões da iniciativa privada e que quer desmontar a concepção de Estado como prestador de serviços à população, ou ainda a concepção de serviço público como um patrimônio nacional. Um projeto nefasto que não teve início com Bolsonaro, tendo sido pavimentado por todos os governos pós-redemocratização. Cada um, a sua maneira, contribuiu para construir uma narrativa social de desprezo e preconceito ao servidor público.

Contudo, em meio à maior pandemia dos últimos 100 anos e a uma das maiores (senão a maior) crise que o capitalismo já viveu, sabemos quem está na linha de frente. Seja nos hospitais e postos de saúde ou nas universidades e centros de pesquisa, passando pelos diversos setores que facilitam a prestação de serviços de assistência social, somos nós, os servidores públicos, que viemos fazendo a mediação entre os trabalhadores e os seus direitos.

Junto ao restante de nossa classe, convidamos entidades sindicais, partidos políticos, movimentos sociais, coletivos e todos os trabalhadores e trabalhadoras deste pais a somarem-se à luta para defender o que é nosso. Ao invés de sucateado e vendido, o serviço público deve ser fortalecido com valorização de seus trabalhadores, ampliação de concursos públicos e mais investimentos em saúde, pesquisa pública e educação.

Não há outra saída. Vamos à luta!”

 

Texto: Bruna Homrich

Arte: Bruno Silva

Edição: Fritz R. Nunes

Assessoria de Imprensa da Sedufsm

 



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