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06/11/2020   06/11/20 15h21 | A+ A- | 430 visualizações

Dica cultural: professora sugere livro do Nobel de Economia

Rita Pauli resume “ética e economia” na visão do indiano Amartya Sen


O economista indiano, Amartya Sen, argumenta sobre a falta de rigor na interpretação de Adam Smith

Sextou na quarentena! Nesta sexta vamos a mais uma dica cultural. Em tempos de pandemia, de avanço no desemprego, de cortes cada vez mais profundos de direitos sociais, a sugestão da professora Rita Pauli, do departamento de Economia e Relações Internacionais, sobre um livro que faz o link entre ética e economia vem bem a calhar. Na obra escrita pelo laureado com o Nobel de Economia de 1998, o indiano Amartya Sen, a ênfase de que os rumos da economia (capitalista) do planeta poderiam ter tomado outro rumo caso tivesse havido mais rigor na análise dos estudos do chamado “pai da Economia”, o economista escocês, Adam Smith. Nesses tempos bicudos, como diria Mário Quintana, a leitura de “Sobre ética e economia” não é apenas importante. É essencial!

 

“Uma obra de relevância que tem chamado atenção de cientistas sociais e no âmbito da economia política diz respeito ao livro “Economia e Ética”, escrita pelo indiano Amartya Sen, que recebeu o prêmio Nobel em Economia em 1998. Várias outras publicações e teses foram estimuladas em decorrência dessa releitura uma vez que, a obra de Sen  desmistifica elementos teóricos essenciais que foram perdidos ao longo do tempo, daquele que foi denominado de “Pai da Economia”: o escocês Adam Smith. 

Sen afirma afirma que a economia poderia ter tomado um rumo diferente do mainstream, caso tivesse sido resgatado de Smith, com mais rigor, temáticas filosóficas contidas na totalidade das suas obras, especialmente em “A teoria dos sentimentos morais”, escrita em 1759.  Nesta publicação, Smith exaltaria qualidades tais como a humanidade, justiça, generosidade e espírito público.

Ademais, o autor relativizaria a ideia de que o indivíduo é movido apenas pelo autointeresse, e de que tal fato redundaria em uma situação de bem-estar de toda a sociedade. Estaria presente em Adam Smith a ideia de prudência, autodomínio e virtude, e consonante ao título dessa antiga obra em que economia e filosofia andavam juntas, os sentimentos morais deveriam ser considerados em um escopo analítico mais amplo. 

Amartya Sen ressalta as contribuições de Smith ao campo que abrange a economia e a filosofia  critica. Ressalta a ideia de que não se pode afirmar que Smith tenha visão similar àquela que a identificaria com a “Teoria do Capital Humano”, que preconiza a vinculação estreita e exclusiva entre educação e seu papel no aumento da produtividade. Para Smith, a educação não se restringe a ideia de meio de obtenção de aumento da produtividade, sendo esta, sobretudo a finalidade de todo o processo.

Obviamente que todas essas contribuições de Smith, resgatadas na obra “Economia e Ética” por Amartya Sem, não o isentam de certa culpabilidade por fornecer as (“brechas”?) teóricas que    foram retomadas por neoclássicos como George Stiglytz a partir de uma leitura errônea da obra mais conhecida de Smith:  “A Riqueza das Nações”.  Mas, a reflexão mais importante da obra de Amartya Sen é a ideia de que a economia perdeu muito ao longo do tempo devido ao seu afastamento com a filosofia e mais do que isso, a filosofia também teria sofrido as  consequências desse afastamento.

Sen, Amartya. Sobre Ética e Economia. Tradução: Laura Teixeira Mota. São Paulo. Companhia das Letras: 1999.”


Rita Pauli

Professora do departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSM

 

Edição: Fritz R. Nunes

Imagens: Divulgação e arquivo pessoal

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 



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