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04/12/2020   04/12/20 12h29 | A+ A- | 312 visualizações

Entrevista- parte 2: “Filiação a uma central sindical deve ter permanente debate com a categoria”

Laura Fonseca, presidente da Sedufsm, fala de como levar a discussão sobre a CSP-Conlutas à base docente


Laura Fonseca: compromisso de fortalecimento da representação das mulheres em toda a sociedade

Ontem (quinta-feira) publicamos a primeira parte da entrevista com a presidente eleita da Sedufsm – e agora já empossada- Laura Fonseca. Nesta sexta, 4, publicamos a segunda parte da entrevista, que teve como base alguns dos itens da carta compromisso, divulgada pelo ‘Renova Sedufsm’ ainda durante o processo eleitoral. Na publicação a seguir, a professora, que integra o coletivo nacional ‘Renova Andes’, inicia respondendo sobre como fazer uma “ampla avaliação na base da categoria sobre a filiação do ANDES-SN à CSP-Conlutas”.

Para Laura, o debate passa por um processo democrático, respeitando a instância máxima deliberativa, que é a assembleia. E acrescenta que “uma central deve unificar, não é um dogma, não deve ser um braço partidário” e que a filiação (ou não) a qualquer central sindical “deve ser permanentemente debatida e submetida à avaliação da categoria”.

Outro tema levantado pela chapa à Sedufsm se refere ao trabalho da assessoria jurídica. Como expandir o serviço, tendo em vista que foi colocado entre os compromissos da diretoria eleita. Laura diz que, e aqui trago apenas um resumo, que “o primeiro passo é a avaliação dos serviços oferecidos e se eles atendem às demandas da categoria. A partir daí é que pretendemos planejar a sua melhoria e expansão”. Conforme a presidente, “a assessoria jurídica não deve servir apenas para a definição da legalidade de uma ação a ser tomada pela direção, ela tem que ser mais do que isso.”

A presidente da Sedufsm adianta também, no que se refere à parte trazida nos compromissos de campanha sobre administração e finanças do sindicato, de que “nosso compromisso é assegurar que cada sindicalizado/a tenha mais que informação, tenha o direito de decidir no que e como se faz a gestão financeira do sindicato. Ninguém deve se surpreender com os balancetes do sindicato, tampouco desconhecer o custo de manter uma entidade sindical no século XXI”, frisa Laura.

Questionada sobre o fato de ser a segunda mulher a ser eleita em cabeça de chapa à Sedufsm, e a quarta a assumir essa função se contadas as presidentes que assumiram o sindicato mesmo não sendo a cabeça da chapa, num período de 31 anos, Laura sublinha a sua satisfação. “A importância para o sindicato está diretamente relacionada ao compromisso do fortalecimento das representações das mulheres em todos os setores da sociedade. Para mim, o mais representativo nesta eleição da Sedufsm, quando considerada a representação da mulher no sindicato, é participar com mais seis companheiras na direção da entidade. Somos sete professoras nos cargos titulares e suplentes, dos nove componentes. Isto é espetacular!”.

Acompanhe a seguir, a íntegra da segunda e última parte da entrevista com a professora Laura Regina da Silva Câmara Maurício da Fonseca, presidente da Sedufsm.

Pergunta- Um dos itens da carta-compromisso se refere a uma “ampla avaliação na base da categoria docente sobre a filiação do ANDES-SN à CSP-Conlutas”. Como se dará esse processo?

Resposta- O processo será democrático, certamente, respeitando a instância máxima deliberativa, a Assembleia. A filiação a uma Central Sindical, ou não filiação, deve ser permanentemente debatida e submetida à avaliação da categoria. Uma Central deve unificar, não é um dogma, não é um braço partidário (pelo menos, não deveria ser). A questão principal para nós, com a avaliação sobre a filiação, é levar à categoria a discussão a sobre o que é uma Central e para o que ela contribui. Arrisco dizer, que boa parte dos/as docentes filiados/as desconhecem a sigla da CSP, não por uma decisão equivocada ou mal encaminhada das direções anteriores, mais pelo distanciamento concreto que há entre esta filiação e a nossa base, do quanto na sociedade brasileira a CSP está distanciada. Não só ela, a meu ver. Esta avaliação é também demanda colocada em Congressos e CONADs do Andes-SN. Em 2020, além do debate realizado no 39º Congresso do Andes-SN em fevereiro, previa-se a realização de um Conad extraordinário para o segundo semestre de 2020, cuja pauta seria a avaliação da CSP Conlutas nos últimos 10 anos e a permanência ou desfiliação do Andes-SN da central. Devido à pandemia, o evento não ocorreu. É fundamental organizar o mais amplo debate sobre o tema em nosso sindicato.

Pergunta- Também consta nos compromissos da chapa a melhoria e expansão do serviço de assessoria jurídica da Sedufsm. Já existe um desenho de como isso se daria?

Resposta- O primeiro passo é a avaliação dos serviços oferecidos e se eles atendem às demandas da categoria. A partir daí é que pretendemos planejar a sua melhoria e expansão. A assessoria jurídica não deve servir apenas para a definição da legalidade de uma ação a ser tomada pela direção, ela tem que ser mais do que isso. A assessoria jurídica, assim como a direção devem estar próximas do cotidiano dos docentes. Um lugar onde se possa buscar informações e demandar as ações coletivas e individuais da categoria. Ela deve ser uma ponte entre os filiados, a direção do sindicato e a luta pelos seus direitos nas instanciais jurídicas.

Pergunta- Professora Laura, a sra é a segunda presidente eleita diretamente para a função de presidente da Sedufsm. A professora Berenice Corsetti se elegeu duas vezes presidente (1990-92; 1992-94), a professora Marian Moro assumiu interinamente em 1997 e a professora Fabiane Costas se elegeu como vice-presidente em 2008, mas seis meses depois, acabou assumindo a presidência. Qual a importância de o sindicato, em 31 anos, ter a quarta mulher exercendo a presidência da entidade?

Resposta- Eu considero uma honra ser a segunda presidenta eleita e a quarta mulher a ocupar a presidência da SEDUFSM. A importância para o sindicato está diretamente relacionada ao compromisso do fortalecimento das representações das mulheres em todos os setores da sociedade. Para mim, o mais representativo nesta eleição da SEDUFSM, quando considerada a representação da mulher no sindicato, é participar com mais seis companheiras na direção da entidade. Somos sete professoras nos cargos titulares e suplentes, dos nove componentes. Isto é espetacular! Estamos fazendo história com compromisso e ternura (gênero). Bom ressaltar que a UFSM está entre as 10 universidades do mundo com maior produção científica feita por mulheres, o que é orgulho e merece respeito pelo exemplo que oferece ao mundo das mulheres docentes. Com esta excelência feminina na produção do conhecimento, a SEDUFSM avança com mais mulheres na direção sindical.

Pergunta- Quando se fala, no documento divulgado pela chapa ‘Renova Sedufsm’, durante o processo eleitoral, de que se pretende uma gestão pública e transparente da administração e das finanças da Sedufsm, como é que isso se daria na prática?

Resposta- O nosso compromisso é assegurar que cada sindicalizado/a tenha mais que informação, tenha o direito de decidir no que e como se faz a gestão financeira do sindicato. Ninguém deve se surpreender com os balancetes do sindicato, tampouco desconhecer o custo de manter uma entidade sindical no século XXI. Isso é além de mostrar números das despesas e receitas, é decidir politicamente qual o destino da contribuição sindical. Ora, se contribuo com mais de R$ 1.000,00 reais por ano para o sindicato, o que é bem superior a anuidade de um conselho de classe, preciso entender e atuar no controle desta contribuição. É legítimo!

Em que pese a SEDUFSM ser uma entidade privada, a sua base é constituída por ampla categoria do serviço público, que contribui com mensalidades provenientes de recursos públicos. Assim, indiretamente, o nosso sindicato tem fonte principal contribuições de essência pública. Ora, deve ser permanente a prestação de contas, o que não retira do conselho fiscal o seu papel e nem desconsidera a obrigatória publicidade de balancetes, relatórios financeiros e contábeis. Sentimos muita falta da apresentação do cotidiano do sindicato à categoria. São perguntas diversas, que no contexto atual ficaram agudizadas. Qual política de redução de despesas para uma sede que está sem atendimento presencial? Qual o custo e benefício de manter um veículo como propriedade do sindicato, que gera despesas e impostos? O que se investe em segurança para a sede e para funcionários/as, considerando a pandemia? O que pode ser realizado para ampliação dos recursos do sindicato, sem penalização de seus filiados/as? Como pode ser impacto a favor dos beneficiários/as os convênios da SEDUFSM? Qual o quadro de repasse do sindicato para a CSP? São tantas questões para responder com transparência e este é mais um dos nossos compromissos.

 

Entrevista e edição: Fritz R. Nunes

Fotos: Sedufsm e arquivo pessoal

Assessoria de imprensa da Sedufsm

 



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